Lançamento de livro

16/5/2013

visao de campo - convite

 

Dia 29/5, quarta-feira, véspera de feriado, será lançado meu novo livro, Pesquisa Histórica e História do Esporte, escrito com Victor Andrade de Melo, Maurício Drumond e João Malaia. Será no Botequim Vaca Atolada, a partir das 19h (até as 23h). Tem samba e cerveja (e, repito, é véspera de feriado). Fica na Rua Gomes Freire, 533, Lapa.

Como notícia boa pouca é bobagem, na ocasião serão lançados outros dois livros da Coleção Visão de Campo: Esporte e Lazer na África: Novos Olhares e Olho no Lance: Ensaios sobre Esporte e Televisão.

Rapidinhas

3/5/2013

A julgar pela nota emitida pela campanha “Banda larga é um direito seu”, vem aí pilantragem grossa por parte do Ministério das Comunicações, buscando favorecer as já bilionárias empresas de telecomunicações. Trata-se de “nova privatização” do setor – desta vez, num ministério do Partido dos Trabalhadores (PT), dentro de um governo idem.

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Pingou na caixa postal entrevista de Marcos Dantas, professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Falando ao UFRJ Plural, ele explica como as informações – inseridas livre e espontaneamente pelas pessoas via celular, computadores e outros equipamentos – podem virar instrumento de controle e lucro para as empresas e/ou Estados. Um trecho:

Quando alguém compra um smartphone, a primeira coisa que faz é se conectar à internet. Abrir um endereço no Google, se for android, ou então na Microsoft, se for o windows phone. A partir daí, toda transação que se fizer pelo smartphone, seja baixar um dado ou marcar uma agenda, vai passar pelos servidores de uma dessas duas corporações. Por exemplo, se eu marcasse no aparelho a agenda da entrevista que estamos realizando, ela ficaria reigistrada na Microsoft. Ou seja, o meu cotidiano é controlado. Quando as pessoas usam o smartphone para qualquer tipo de transação, não têm a menor consciência de que estão fazendo um trabalho de graça para essas empresas.É a mais-valia mais absoluta que existe no mundo, um trabalho gratuito para enriquecer o Bill Gates. E também um repasse de informações poderosas para que essas organizações possam controlar o mundo.

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro realizou CPI para investigar a bandalheira das universidades privadas no estado. Pelo que sugere esta notícia, os trabalhos foram interessantes, chegando a resultados idem. Exatamente por isso, o jornalismo das corporações de mídia manteve a CPI na sombra. Nada de notícia, nada de chamadas, nada de destaque, nada de pautar o assunto. Nada de debatê-lo nos programas de entrevistas, nos programas de auditório, nos jornais, nos programas de debates. As universidades privadas – diferentemente das estatais – são anunciantes de peso da mídia corporativa. Além disso, do ponto de vista político, essa mídia defende com unhas e dentes a privatização do ensino superior. Sendo assim, ainda que o modelo seja falido e a maioria das privadas funcione muito mal – sob qualquer aspecto, exceto o de enriquecer os donos -, o jornalismo corporativo finge que não há nada a noticiar ou discutir. Breves exceções ocorrem quando o Ministério da Educação, omisso, divulga com estardalhaço seus rankings – nada mais do que termômetros que, a cada ano, indicam febre alta, sem que seja tomada qualquer medida efetiva para atacar as causas.

Rapidinhas

24/4/2013

Em texto opinativo, Marco Aurélio Canônico critica o “surto museológico” que ocorre no Rio de Janeiro. Além de procedente – basta ver os numerosos problemas da Biblioteca Nacional nos últimos anos -, a análise vale igualmente para outros setores do Estado (nas esferas municipal, estadual e federal). Na saúde e na educação, por exemplo, boa parte do que existe funciona mal: infraestrutura elétrica e hidráulica, prédios, equipamentos, móveis, computadores e impressoras  etc. estão caindo aos pedaços, ou contam com manutenção mínima ou nula. Somam-se a isso os poucos e mal remunerados funcionários.

A prioridade é construir e inaugurar prédios novos e comprar equipamentos idem. Meses ou anos depois, apodrecem ou ficam inoperantes, por falta de manutenção, de insumos ou de servidores públicos que os coloquem para funcionar. Quem duvidar do que estou dizendo está convidado a visitar pelas unidades da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) na Avenida Pasteur, no Rio de Janeiro. Olhe os tetos, os elevadores, os banheiros, as salas de aula, as paredes. Se quiser fazer o passeio com emoção, faça-o no verão, no calor superior a 40 graus do Rio de Janeiro. Ou num dia de chuva forte no Rio.

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Empresas multinacionais que recebem isenção de impostos e incentivos do governo federal continuam demitindo trabalhadores, como no caso recente da Chevrolet/General Motors, informa o deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP). Além dos aspectos mencionados no discurso, cabem duas perguntas: o dinheiro público das insenções vem sendo utilizado para pagar os custos trabalhistas das demissões? O dinheiro público das isenções vem sendo utilizado para aumentar a remessa de lucros às matrizes, como nos últimos anos? Em caso positivo, o que justifica a transferência de dinheiro do Estado brasileiro para os acionistas das matrizes nos EUA e na Europa?

Um trecho:

O setor automobilístico já recebeu cerca de R$ 25 bilhões em isenções de impostos do governo federal desde 2009. Em meados de agosto de 2012, o ministro da Fazenda Guido Mantega declarou que “não iria tolerar o descumprimento nos acordos de não demissão dos setores beneficiados pelo estímulo de redução de IPI dado pelo Governo Federal”. Menos de uma ano depois o ministro é desautorizado pela GM e não há sinais de que o Governo venha interceder no caso.

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No esporte, também já se estão armando novas jogadas para transferir recursos públicos para uso privado. Desta vez, através do perdão das dívidas. Quem analisa e aponta problemas, em artigo que pingou na caixa postal, é o economista Gil Castello Branco. Às questões que elenca, acrescento duas: se o PT-governo sustenta que existe umrombo” nas contas da previdência, por que tomar uma medida que o aumenta ainda mais? Por que as pessoas jurídicas (no caso, os grandes clubes de futebol) continuam sonegando impostos e sendo beneficiados, ao passo que os trabalhadores assalariados levam a facada diretamente no contracheque, sem possibilidade de sonegar, renegociar, receber perdão?

Quem é Pezão?

30/3/2013

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) explica:

A título de contraste, vale a pena ver a versão oficial do governo do estado:

Rapidinhas

29/3/2013

Como se não bastasse o Vídeo Show da tarde, que fala do presente e do passado do próprio umbigo, esse ano a TV Globo inventou o vídeo show da noite, pra apresentar o futuro, ou melhor, a programação de 2013. Ânsia de vômito.

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Apesar dos muitos portais de transparência e ferramentas publicitárias estatais afins, vá você tentar achar informações básicas sobre os megaeventos esportivos. Por exemplo, a composição e as atribuições do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

Ronaldo Fenômeno, ex-Ronaldinho, fazia parte do COL (não consegui descobrir se ainda faz – é muita transparência!). Fez, em companhia de Pelé, campanha publicitária para nos convencer que a organização da Copa é uma maravilha para o país. Duas figuras populares colocando seu prestígio para legitimar um processo feito de absurdos sobre absurdos, ilegalidades sobre ilegalidades. Agora, Ronaldinho será comentarista da TV Globo.

Mas, em sua cobertura que mistura entretenimento e jornalismo, a emissora finge que esporte não tem nada a ver com política.

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Caso alguém ainda ache que a TV Record representa uma “alternativa” a isso, recomendo a leitura deste texto. Como costumava dizer um professor da época em que eu cursava Comunicação Social, “same old shit“. Minha solidariedade e lamento aos colegas demitidos.

Uma música

25/3/2013

Vendo esse clipe da Gang do Eletro, me deu uma saudade danada de Belém, do Centro de Belém e de Rodrigo Viellas.

Uma música

22/3/2013

Pearl Jam – Indifference

Em 2011, não acreditei quando tocaram na Apoteose. Veio perto do fim, onde cai bem.

Rapidinhas

22/3/2013

Assinei e recomendo o manifesto “Repúdio ao empreendimento do Eike Batista na Marina da Glória“. Aliás, apoio toda e qualquer iniciativa para barrar o rodo que estão passando na cidade, transformando-a em canteiro de obras e de negócios para as grandes empresas e seus donos. Por falar nisso, é dura a luta para impedir que a Prefeitura do Rio – leia-se Governo Eduardo Paes (PMDB) – acabe com o complexo esportivo do Maracanã, transformando-o completamente para lucro privado de… Eike Batista (não, ele não foi eleito prefeito, nem comprou a cidade… ainda). Enquanto se batalha por vias jurídicas e políticas, há poucas semanas os tratores já tomaram o Estádio Célio de Barros.

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Fico imaginando como se sente, nesse momento, quem é filiado a uma das seções sindicais vinculadas ao Proifes, ao saber que a entidade usou seu dinheiro e estrutura para processar judicialmente o professor Ricardo Antunes, da Unicamp, por declarações críticas durante a greve dos professores das universidades federais de 2013. Há um abaixo-assinado de solidariedade a Antunes.

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Dia 1/4, uma segunda-feira, será realizada a cerimônia de entrega da edição 2013 da 25ª Medalha Chico Mendes de Resistência, promovida por um conjunto de movimentos e entidades de direitos humanos. Às 18h, no auditório do 9º andar da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio de Janeiro. Usando o horroroso metrô, descer na estação Cinelândia.

Medalha Chico Mendes 2013

Rapidinhas

20/3/2013

Essa veio do maravilhoso mundo da publicidade. A tampa-rótulo informa que o produto é novo e… tradicional! Para Hobsbawm e Ranger nenhum botarem defeito…Vigor grego0001

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Bom artigo de Otávio Augusto S. Carpinteiro levantando questões a apontando possíveis caminhos para a avaliação da pós-graduação no Brasil.

Rapidinhas

12/3/2013

O Setorial de Comunicação e Cultura do PSOL divulgou nota criticando a decisão do governo Dilma Rousseff (PT), anunciada por autoridade do Ministério das Comunicações, de adiar a discussão de um novo marco regulatório. O Partido dos Trabalhadores também divulgou nota a respeito. Ambas estão reproduzidas aqui.

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Por contingências da vida, foi numa noite de sexta-feira de Carnaval, dentro de um vagão de metrô repleto de foliões, que terminei um dos livros mais importantes que já li. (Um dia, faço a lista e publico aqui.) Trata-se de Preconceito linguístico: o que é, como se faz, de Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília (UnB). Quando trabalhei numa certa universidade privada, a obra era leitura obrigatória de uma das disciplinas de língua portuguesa.

Além de ter ficado impressionado com o conteúdo, espantou-me o fato de sequer ter ouvido falar dele quando cursei Comunicação Social (Jornalismo) na Universidade Federal Fluminense. Vá lá que o livro foi lançado justamente quando eu cursava a graduação…

Ainda assim, acredito que deveria ser leitura obrigatória para todos os futuros profissionais de comunicação – quiçá, para estudantes de qualquer curso.

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Em entrevista à TV Unifesp, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), apresentou argumentos contrários à Lei 12.772/12 que, aprovada a toque de caixa no final de 2012, modifica as carreiras do magistério federal (via Jornal da Ciência):

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“Além disso, quanto maior fosse a sua qualificação, o trabalhador tornava-se mais resistente à disciplina, ‘mais obstinado e… menos preparado para as funções de componente de um sistema mecânico que poderia ser prejudicado na totalidade por suas atividades irregulares ocasionais’.”

Citando Andrew Ure (1835), o bom e velho E.P. Thompson refere-se a outro país, outro século e outros mundos do trabalho. Mas que, às vezes, parece próximo e atual, ah, parece.

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O artigo desta semana no blogue História(s) do Sport é Saudades de Lima Barreto“. Nele, o professor Cleber Dias discute as relações entre dinheiro público e esporte. Boa leitura para começar a semana.

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Às vezes pelo conteúdo, às vezes pela falta de transparência (ao não informar certas coisas ao leitor), fico com a sensação de que a mídia de esquerda, muitas vezes, é igual à de direita, só que com sinal contrário. A notícia de que a revista Caros Amigos demitiu os profissionais de redação em greve, divulgada pelo Brasil de Fato, fortalece minha impressão, agora no plano das práticas.

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Pingou na caixa postal há um tempinho e só ontem consegui ler: “Libelo contra el inglés“, belo artigo de Horacio Capel, professor de Geografia da Universidade de Barcelona. Malgrado o conservadorismo linguístico que aflora no final (bem na linha criticada pelo livro de Marcos Bagno que elogiei acima), o artigo é um primor ao apontar os numerosos problemas da valorização do inglês e, principalmente, da detração das demais línguas no plano científico internacional.


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