Rapidinhas rubro-negras

22/7/2014

No Show do Apolinho de ontem (21/7), o repórter que estava cobrindo o Flamengo informou que, caso Ney Franco seja demitido, a multa rescisória da comissão técnica “gira em torno de R$ 1 milhão”. Caso estejam corretas as informações divulgadas pela emissora nos últimos meses, trata-se de uma sequência impressionante de erros da diretoria:

1) Demitir Jayme de Almeida

2) Contratar o estrategista pão-de-queijo

3) Contratar o estrategista pão-de-queijo pagando-lhe o dobro do salário de Jayme

4) Contratar o estrategista pão-de-queijo pagando-lhe o dobro do salário de Jayme até dezembro de 2015

5) Contratar o estrategista pão-de-queijo pagando-lhe o dobro do salário de Jayme até dezembro de 2015 e com multa rescisória alta

Será um jogo dos sete erros? Valha-nos São Judas Tadeu.

Uma música

21/7/2014

Os Paralamas do Sucesso – Saber Amar

Herbert Vianna em grande forma: música e letra simples e belíssimas.

Flamengo 1×2 Atlético (PR)

17/7/2014

É muita notícia ruim na mesma semana: não bastasse a ressaca pelo fim da Copa do Mundo, o Flamengo voltou a jogar pelo Brasileiro.

Trata-se de tragédia anunciada neste blogue.

Decisões brilhantes como recolocar Felipe no gol e passar ao esquema 3-5-2 (e, claro, mudá-lo novamente no desenrolar do jogo, para 4-4-2; mas, vá lá, motivado por contusões) mostram que, apesar da repaginada na forma (incluindo o estilo de roupa “agora sou treinador europeu”), o Rinus Michels que veio das Gerais permanece o de sempre no conteúdo. Para nosso azar.

Três comentários sobre um jogo, para evitar desperdício de tempo meu e do(a) leitor(a):

1) O goleiro adversário jogou na intermediária boa parte do primeiro tempo. Houve momentos em que chegou quase ao meio-campo. O banco do Flamengo estava bem naquela linha de fundo (aliás, onde já se viu a torcida visitante ficar atrás do banco de reservas do mandante? Só no futebol profissional do Flamengo, em que o time viaja quase quatro horas para Macaé para jogar em casa). Ninguém teve a ideia básica de preparar uma jogada para encobrir o goleiro. Nem qualquer dos atletas teve a inteligência, visão de jogo e audácia de Neto Baiano, que, na mesma noite, fez um golaço encobrindo de muito longe o goleiro do Botafogo. Talvez sequer o estrategista pão-de-queijo tenha reparado o posicionamento e avisado aos jogadores.

2) A julgar pela arbitragem de ontem, vem aí algo que eu temia: os juízes viram muitos jogos da Copa e vão sair imitando as numerosas cagadas cometidas, com o sonho de virarem árbitros da Fifa. Resultado: a) muito blá-blá-blá antes de cada bola parada cruzada na área, atrasando o andamento do jogo (e, claro, nenhum pênalti foi marcado por abraço ou puxão de camisa); b) economia nos cartões.

3) Como se a ruindade da diretoria, do técnico e de boa parte dos jogadores (difícil saber, entre os três, quem entende menos de futebol…) fosse pouco, estamos numa maré de azar miserável. Samir, o único que se salvou entre os zagueiros, se machucou batendo uma falta. Paulinho, outro que merece elogios, porque se mata em campo, levou uma sola e também rodou, contundido. Enquanto isso, nenhum dos ex-jogadores em atividade escalados ontem no time titular se machuca…

Uma música

17/7/2014

MC Menor do Chapa – Tony Country

Dia desses, navega pra cá e pra lá, esbarrei com uma música cantada pelo MC Menor do Chapa. Achei no Youtube duas versões: essa e essa.

Aí, fuçando os comentários, fui ver que, na verdade, ela é do MC Felipe Boladão.

Lendo mais ainda, fui saber que Felipe Boladão foi um dos MCs da Baixada Santista assassinados anos atrás. Li matérias a respeito das execuções – com toda a pinta de crimes cometidos por grupos de extermínio – na Caros Amigos e na Fórum. Como muitos assassinatos praticados por agentes e ex-agentes da lei, os anos passam e ninguém é indiciado (quanto mais condenado).

Por fim, tem ainda esse vídeo com o MC Menor do Chapa visitando a casa e a família do MC santista.

Um livro

15/7/2014

Darcy Ribeiro – O povo brasileiro

80027_g“Nenhum povo que passasse por isso como sua rotina de vida, através de séculos, sairia dela sem ficar marcado indelevelmente. Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercídio da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria.

A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, seviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. Ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária.”

Uma música

14/7/2014

MC Gringo Brasil – Deutscher Fussball ist geil

Rapidinhas

11/7/2014

PlinioNesta semana de maré ruim, fiquei muito triste com a morte de Plínio de Arruda Sampaio. Durante anos, assinei e li o Correio da Cidadania, extinto impresso semanal fundado por ele. Gostava também de ouvir suas opiniões no Programa Faixa Livre, onde era entrevistado com alguma frequência. À esquerda, onde Plínio se sentia à vontade, uma charge do cartunista Latuff.

O Correio lhe prestou bela homenagem com a foto sorridente na página principal e com este texto narrando a trajetória de vida deste grande brasileiro.

Capa Correio Plinio

*  *  *

Dia 20/7, domingo, tem Biblioteca Sem Paredes no Grajaú.

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Uma música

11/7/2014

Nação Zumbi – A melhor hora da praia

Um livro

10/7/2014

Darcy Ribeiro – O povo brasileiro

80027_g“Fala-se muito, também, da preguiça brasileira, atribuída tanto ao índio indolente, como ao negro fujão e até às classes dominantes viciosas. Tudo isso é duvidoso demais frente ao fato do que aqui se fez. E se fez muito, como a construção de toda uma civilização urbana nos séculos de vida colonial, incomparavelmente mais pujante e mais brilhante do que aquilo que se verificou na América do Norte, por exemplo. A questão que se põe é entender por que eles, tão pobres e atrasados, rezando em suas igrejas de tábua, sem destaque em qualquer área de criatividade cultural, ascenderam plenamente à civilização industrial, enquanto nós mergulhávamos no atraso.

As causas desse descompasso devem ser buscadas em outras áreas. O ruim aqui, e efetivo fator causal do atraso, é o modo de ordenação da sociedade, estruturada contra os interesses da população, desde sempre sangrada para servir a desígnios alheios e opostos aos seus. Não há, nunca houve, aqui um povo livre, regendo seu destino na busca de sua própria prosperidade. O que houve e o que há é uma massa de trabalhadores explorada, humilhada e ofendida por uma minoria dominante, espantosamente eficaz na formulação e manutenção de seu próprio projeto de prosperidade, sempre pronta a esmagar qualquer ameaça de reforma da ordem social vigente.”

Um texto

9/7/2014

Da coluna de Gershon Knispel na Caros Amigos de junho:

“Em 1982, quando chegou aos ouvidos do público israelense o episódio da chacina nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila nas imediações de Beirute, pouco antes ocupada pelo exército de Israel, este se manteve afastado dos acontecimentos, enquanto as “Falanges” cristãs libanesas levavam a cabo um pavoroso banho de sangue. Na ocasião, meio milhão de israelenses saíram às ruas numa demonstração de protesto sem precedentes, que culminou com a demissão do então ministro da Segurança, Ariel Sharon.

Não mais reagiram quando da Segunda Guerra do Líbano; não na reocupação de Gaza em 2008, que vitimou 1.500 mulheres, crianças e anciãos.

Não protestaram pelos clandestinos atos terroristas Tag Mechir (A marca do preço) da extrema direita nacionalista, que provoca e ameaça continuamente pacatos palestinos dos territórios ocupados, danificando suas plantações de oliveiras, base de seu sustento, pichando revoltantes slogans racistas contra muçulmanos e cristãos nas paredes de mesquitas e igrejas, ou profanando cemitérios. Nada disto atrai, como no passado, manifestantes para a praça pública.

Em contraste, o encarecimento do queijo Cottage (sintoma do alto custo de vida) levou milhares a protesto em todas as cidades do país. O Iom Haatzmaut (Dia da Independência) foi há pouco festejado: não nas praças e ruas e sim com “churrascos” e piqueniques na natureza com a família.

Poucos dias depois, o time de basquete do Macabi Tel Aviv venceu a copa da Europa em jogo contra o Real Madri. À meia-noite encheram-se as praças, em festejos nunca antes vistos em Israel.

Mas quando a autoridade israelense começou a expulsar imigrantes sudaneses e eritreus ninguém se ergueu em protesto.”


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