Uma música

18/8/2014

Bezerra da Silva e Rey Jordão – Greve dos Ladrões

Rapidinhas

16/8/2014

O rádio informa que o Flamengo está negociando a contratação de Elton.

“Puta que pariu! Não é possível!”, reagi, esbravejando sozinho.

Sim, trata-se daquele centroavante que foi artilheiro da Segundona pelo Vasco. Pelo visto, a diretoria do Flamengo está precavida e resolveu já ir adaptando o elenco ao que se avizinha para o próximo ano: a disputa do título que nenhum time grande quer ter.

De coerência, não podemos reclamar no que diz respeito às contratações das últimas diretorias (esta e a anterior): o Flamengo continua um combinado de reservas do Corinthians e do Grêmio. Segundo a emissora AM, Elton está “treinando em separado” no Corinthians.

Rapidinhas

15/8/2014

Eis que, na televisão aberta argentina, a correspondente do El Clarín no Brasil diz que Eduardo Campos era “um candidato socialista”, “defensor da reforma agrária no Brasil” e “à esquerda de Dilma”. Cada veículo de comunicação tem a bússola que merece. De acordo com a das Organizações Globo da Argentina, tais eram as ideias do político pernambucano falecido recentemente.

*  *  *

Loucura total dos torcedores do San Lorenzo em Buenos Aires, na expectativa e, depois, na comemoração do primeiro título da Libertadores. Há pouco tempo no cargo, o papa faz seu primeiro milagre.

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Algo que eu não sabia: o Campeonato Brasileiro passa na Argentina. Na TV por assinatura, claro. Na propaganda, o jogo do próximo fim de semana Inter x Goiás e nenhum jogador do Goiás ou brasileiro: só deu D’Alessandro e Aránguiz.

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Terça à noite, dois integrantes de um canal de TV por assinatura brasileiro que vieram a Buenos Aires trabalhar na final da Libertadores furaram a fila da alfândega e, depois, a do câmbio no Banco La Nación do aeroporto de Ezeiza.

Para mim, não é surpresa ver, fora do alcance das lentes, como se comportam certos jornalistas. Na frente das lentes, a conversa é outra: todos são defensores da lei, probidade, moralidade etc. Adoram cagar regra sobre o legal e o ilegal, o feio e o bonito, o digno de aplauso e o deplorável, o justificável e o injustificável. Há inclusive os hidrófobos que babam pedindo forca para qualquer um que faça qualquer coisa errada.

Contudo, por corporativismo (e um tanto de mau-caratismo), os profissionais de comunicação são os únicos que não correm o risco de ter câmeras escondidas gravando suas atividades profissionais e extra-profissionais. Incluindo as bandalheiras.

Flamengo 1×0 Sport

12/8/2014

Coisa horrorosa o jogo de domingo contra o Sport Recife. Pelo menos, ganhou. Passamos de último a penúltimo, mas melhoramos consideravelmente a situação frente aos oito últimos (metade deles perdeu: Vitória, Palmeiras, Botafogo e Chapecoense).

*  *  *

O time correu mais do que na época do estrategista pão-de-queijo, principalmente quando está defendendo. Ainda assim, continua perdendo a maioria dos rebotes e sobras – em futebol, isto geralmente é sinal de desatenção, de correr pouco ou de falta de vontade.

Com a bola, continua o seguinte:

a) a bola queima: ou os jogadores giram e a atrasam até chegar ao goleiro; ou a rifam pra frente. É isso durante boa parte do tempo – e é muito irritante ver jogo assim.

b) ninguém se mexe: a falta de velocidade e de “compactação” (para usar um termo da moda) é impressionante. O jogador recebe a bola e, se tiver categoria para olhar em volta (o que nem sempre acontece…), se vê sozinho. No jogo de hoje, Canteros foi uma exceção, tentando passes e lançamentos longos e difíceis. Errou a maioria, mas foi um alento, tanto na jogada do gol como em um ou outro contra-ataque. Quando não se trata de contra-ataque, a falta de movimentação atrapalha muito.

c) medonho em bola parada e cruzamentos: Mugni, mesmo entrando no segundo tempo, conseguiu errar quatro ou cinco cruzamentos em faltas e escanteios. Estava batendo tão mal as bolas paradas que, a partir de certo momento, passaram a revezar-se João Paulo e Canteros.

*  *  *

Com todas as críticas que se pode fazer ao Vanderlei Luxemburgo – e tenho várias ressalvas com relação a ele -, é muito bom ouvir um técnico dizer, na entrevista coletiva pós-jogo, que, por hora, o que o Flamengo tem a oferecer é jogo feio mesmo. Tivemos muitos treinadores nos últimos tempos – inclusive o próprio Luxemburgo -, que, quando o time jogava mal por partidas seguidas, nunca assumiam a ruindade. Quase sempre ouvíamos o papinho de “estamos melhorando”, “a equipe está evoluindo” etc.

Por pior que tenha sido o time que ganhou esse domingo, ele é melhor do que o treinado pelo Rinus Michels que veio das Gerais. É melhor em termos de vontade, táticos e técnicos. Inclusive porque, entre os titulares, não tem mais Felipe, André Santos e Elano.

*  *  *

O time é horroroso e estava em último na tabela, mas levou 35.000 pagantes e 42.000 presentes ao Maracanã. Se continuar assim nos jogos em casa, talvez escape. Como venho argumentando há meses, para tanto, é preciso que a diretoria profissional pare com idiotices como mandar jogos em São Paulo, Brasília e Macaé. Nesse aspecto, ao menos já há o apoio do técnico – em entrevistas que ouvi semana passada, falou que o Flamengo tem que jogar no Maracanã. Ponto para ele.

*  *  *

A sorte andou nos faltando em muitas ocasiões desde o início do Campeonato Brasileiro. Ganhar seis pontos em dois “jogos de seis pontos” seguidos (Botafogo e Sport), com gol em cruzamento perfeito de João Paulo, talvez seja um sinal de que a coisa começou a virar.

Uma música

10/8/2014

New Order – Sugarcane

Um livro

5/8/2014

Andrew Jennings – Jogo sujo: o mundo secreto da Fifa: compra de votos e escândalo de ingressos

O livro é um impressionante relato das investigações do repórter britânico a respeito das práticas criminosas dos dirigentes que comandam há décadas a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA). O relato aborda tanto o ocorrido na administração central, na Suíça, quanto em algumas das cerca de duzentas federações nacionais e confederações continentais. Do ponto de vista do conteúdo, é uma obra importantíssima.

Já quanto à forma, não posso dizer o mesmo. Considerando a dinâmica da língua e o vocabulário (incluindo as expressões idiomáticas), o livro está traduzido num idioma que lembra o português. A tradução e a revisão ruins tornam a leitura incômoda, chata, claudicante. (Suponho que o estilo do autor tampouco ajude…)

Há frases sem sentido; outras são contraditórias. Há descuidos de revisão, erros de datas, nomes trocados (tornando certas frases incompreensíveis), falta de padronização. Um exemplo:

“Eles podiam alegar a John Stuart que a Visa não tinha fornecido ‘uma proposta assinada em tempo hábil para as reuniões da diretoria’. (Tudo bem que eles não tinham solicitado isso e tudo bem que a Visa também não tinha fornecido tal documento.)” (p. 304)

Ao que me parece, no lugar do primeiro Visa, o correto seria MasterCard. Há diversos erros deste tipo. É possível que parte deles esteja presente no original? Sim. De qualquer forma, acho provável que o descuido da edição brasileira tenha piorado a situação.

Diversos parágrafos aparecem em dois lugares diferentes do livro – este é um problema do original em inglês (revisão malfeita).

Outrossim, quem tiver paciência de encarar a empreitada ficará surpreso com as revelações.

Rapidinhas

5/8/2014

Pingou na caixa postal excelente reportagem da Agência Pública: “As quatro irmãs” (ou em pdf) de Adriano Belisário, em parceria com o projeto Quem são os Proprietários do Brasil?.

*  *  *

Um bom texto de Renato Rovai: “Por que a Globo tornou novela o processo kafkiano contra ativistas do Rio“.

Rapidinhas

28/7/2014

Marcelo Freixo falou e disse sobre as prisões recentes de ativistas no Rio de Janeiro.

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O Flamengo ganhou apenas um dos últimos oito jogos no Campeonato Brasileiro. Qual? Aquele em que o técnico não era o estrategista pão-de-queijo.A coisa continua feia, mas já se vislumbra alguma luz no fim do túnel.

 

Biblioteca Sem Paredes amanhã

25/7/2014

Amanhã (sábado) tem Biblioteca Sem Paredes no Bar da Portuguesa, em Ramos. Recomendo passar por lá para buscar um livro. Se quiser, pode levar também. Informações no cartaz abaixo:

Convite Bar da Portuguesa

 

Rapidinhas

24/7/2014

Eis que o estrategista pão-de-queijo foi demitido. Lá vamos nós para mais um ano com três ou quatro técnicos. Vai ver, é parte da “nova etapa, já prevista anteriormente“…

O Van Gaal ipatinguense ficou pouco mais de dois meses no cargo. Não deixará saudades. Espero ter um descanso de pelo menos uns 15 anos até que outro gênio dirigente do Flamengo resolva contratá-lo novamente.

Talvez o único ponto positivo das vezes em que o Rinus Michels que veio das Gerais foi técnico do Fla tenha sido me motivar a escrever sobre o time. Talvez.

Durante estas nove ou dez tenebrosas e intermináveis semanas, escrevi 11 textos falando do time, do clube, do técnico e/ou da diretoria. Na grande maioria deles, analisei o desempenho da equipe e do estrategista pão de queijo. Em ordem, a partir do mais recente: este, este, este, este, este, este, este, este, este, este e este.

Dois exemplos.

1) Em 14/5/2014, escrevi: “Não custa perguntar (mas duvido que algum setorista de Flamengo o tenha feito): se o objetivo da diretoria é reduzir despesas, para que assinar contrato com técnico até dezembro de 2015? Até o fim desse ano não tava bom, não?

2) Em 30/5/2014, escrevi: “Onde está mesmo a diretoria? Cadê as explicações sobre as cagadas sequenciais das últimas semanas? Ninguém dá uma entrevista? Ninguém explica o que houve com Felipe?

O pior é que o contrato que ela assinou com o estrategista vai até o final de 2015. Resta saber se ele dura até o final do primeiro turno.

*  *  *

Algumas companhias aéreas suspenderam temporariamente os voos para Tel Aviv. Houve choro e ranger de dentes, inclusive na mídia 

Os voos para a Palestina estão temporariamente suspensos desde 1948. Aparentemente, ninguém por aqui noticiou, nem se sentiu inseguro ou escandalizado.


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