Uma salva de palmas para Wagner Moura

5/7/2009 by Rafael Fortes
Foto: Ângelo Cuissi

Foto: Ângelo Cuissi

Na boa entrevista (trechos aqui) à Caros Amigos, publicada em junho:

“[...] Existem veículos de comunicação aos quais eu não falo. Eu não falo com a revista Veja, por exemplo.

Por quê?

Muitos motivos. A linha editorial da revista Veja, uma revista de extrema direita brasileira. Eu me lembro claramente de uma capa da revista Veja que me indignou profundamente, sobre o desarmamento, que dizia assim: ‘Dez motivos para você votar ‘Não’ ‘. Eu me lembro claramente da revista Veja elogiando Tropa de Elite pelos motivos mais equivocados do mundo. E semana sim, semana não está sacaneando colega nosso: Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, de uma forma escrota, arrogante, violenta. Outro motivo é que na revista Veja escreve Diogo Mainardi! Eu não posso compactuar com uma revista dessas, entendeu? Conservadora, elitista. Então não falo com a revista Veja, assim como não falo para a revista Caras.”

Quantos estereótipos cabem numa peça publicitária?

4/7/2009 by Rafael Fortes
rio e niteroi junho 2009 001

Ponte Rio-Niterói, junho de 2009

Ponte Rio-Niterói, junho de 2009

Ponte Rio-Niterói, junho de 2009

As fotos são de uma propaganda de motel exibida na janela traseira de um ônibus que liga o Rio a Niterói.

O tiozão engravatado, no trabalho, falando no telefone fixo, toma a iniciativa. A mocinha loira e de olhos claros, sorridente, ouve a pergunta no telefone celular. Ambos com a pele bastante clara e aparência dentro do padrão hegemônico de beleza. Sorriso-padrão estético de propaganda de pasta de dente.

Quantos estereótipos você consegue identificar nesta propaganda?

*  *  *

Aproveitando o ensejo, duas observações pontuais:

1) Não conheço desperdício de dinheiro maior do que o utilizado para produzir aquele adesivo de 60 km/h colado na janela do ônibus. Não significa nada. Em relação à realidade concreta do transporte rodoviário no Grande Rio, seria mais correto estampar 100 ou 120 km/h.

2) Quando as empresas de ônibus, concessionárias de um serviço público, pressionam as autoridades para que o Estado as reembolse o valor da passagem daqueles que têm direito a transporte gratuito (idosos, estudantes da rede pública e outros), elas incluem as planilhas de custos e receitas? Nestas planilhas constam as receitas com publicidade como a acima? As planilhas e seus valores são sujeitos a auditoria e investigação pelo poder público?

A ideologia do “terceiro setor”

3/7/2009 by Rafael Fortes

Carlos Nelson Coutinho, no prefácio de A nova pedagogia da hegemonia:

“Examinando este quadro, torna-se evidente que os um dos principais objetivos do neoliberalismo é transformar o conceito e a realidade prática da sociedade civil; com efeito, enquanto para Gramsci a sociedade civil é a principal arena da luta de classes nas sociedades ‘ocidentais’, como demonstram eficientemente os autores deste livro, os ideólogos da Terceira Via buscam transformá-la em algo pretensamente situado para além do Estado e do mercado, ou seja, num ‘terceiro setor’ que se caracterizaria pelo voluntariado, pela filantropia e, sobretudo, pela redução das demandas sociais ao nível corporativo dos interesses particulares.”

Alerta da Anistia Internacional

2/7/2009 by Rafael Fortes

A Anistia Internacional divulgou há um mês um alerta sobre a situação enfrentada pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e por seu assessor Vinícius George, cuja vida está ameaçada pelo trabalho que desenvolveram e desenvolvem em relação às milícias do Rio de Janeiro. Reproduzo abaixo a denúncia, acompanhada de uma declaração do Mandato Marcelo Freixo contendo alguns esclarecimentos.

Conheci o trabalho militante de Marcelo Freixo muitos anos atrás, votei nele (e pedi voto aos conhecidos; quem o fez, não se arrepende e volta e meia me agradece) em 2006 e celebrei sua eleição como a melhor notícia trazida pelas urnas, no Rio de Janeiro, naquele ano. Acompanho atentamente seu excelente desempenho como parlamentar na Alerj.

*  *  *

Anistia Internacional – 02 de Junho de 2009

Alerta de Segurança

Brasil, Marcelo Freixo e Vinícius George

O parlamentar Marcelo Freixo e seu assessor Vinícius George estão em risco de sofrer um atentado contra suas vidas por grupos milicianos do Rio de Janeiro. Planos foram descobertos pela polícia em uma busca e apreensão de milícias em maio. Parte de uma investigação de longo prazo contra membros de grupos de milícias que tomaram o controle de mais de cem territórios pobres do Rio de Janeiro, a busca também encontrou cartas do chefe da milícia de Rio das Pedras – um bairro na Zona Oeste da cidade –, um sargento antigo da polícia militar, solicitando suporte de outro grupo miliciano para assassinar a dupla.

Ao final da operação, não foram feitos esforços para deter o chefe da milícia de Rio das Pedras que enviou o pedido para assassinar Marcelo Freixo e Vinícius George. Ainda que os dois estejam sendo providos de alguma proteção, a Anistia Internacional considera que é fundamental o imediato reforço da mesma, em conformidade com o desejo de ambos.

Marcelo Freixo e Vinícius George começaram a receber ameaças de morte em Junho de 2008 quando foi instalada a CPI para investigar a expansão das milícias no Rio de Janeiro, da qual Freixo foi presidente.

A CPI foi formada por parlamentares e investigou o padrão de envolvimento de governos estaduais nas atividades ilegais das milícias antes de apresentar seu relatório final, submetido ao parlamento do estado e ao Ministério Público para potenciais processos penais. Há preocupação, no entanto, que as recomendações feitas pelo relatório final da CPI não tenham sido plenamente implementadas pelas autoridades municipais, estaduais e federais, especialmente aquelas destinadas à criminalização e repressão das atividades de que financiam os grupos. Isto significou a continuidade de expansão das milícias apesar da detenção de alguns de seus membros-chave.

Informações Importantes

As milícias são compostas por policiais, agentes prisionais e bombeiros afastados que expulsaram traficantes de drogas das favelas alegando oferecer segurança. No entanto, efetivamente controlam comunidades através da violência, extorquindo dinheiro para provisão de segurança bem como serviços de gás, transporte, TV a cabo entre outros. Eles são acusados de empunhar o poder político, garantindo, através de intimidação, votos a certos parlamentares. Embora existam no Rio de Janeiro há algum tempo, a súbita expansão das milícias remonta a dezembro de 2006, quando mais de 100 favelas foram dominadas por grupos milicianos.

As tentativas de investigar e denunciar o papel das milícias no Rio de Janeiro encontrou ameaças e violência, incluindo o rapto e tortura de 3 jornalistas do jornal O Dia, acompanhados de um morador em maio de 2008 e o bombardeio de uma delegacia em Julho.

O crescimento dos grupos milicianos pode ser atribuído há décadas de uma política de segurança publica baseada na negligência, violação de direitos humanos e impunidade de autores, permitindo que policiais criminosos e corruptos prosperem à custa daqueles que trabalham incansavelmente para servir à comunidade.

De acordo com recentes relatórios de jornais que citam a frouxa segurança e os privilégios usufruídos por policiais mantidos em detenção no “Batalhão Especial Prisional”, unidade prisional especial em que agentes policiais são detidos, acentua-se ainda mais a preocupação com a segurança dos dois homens. O relatório das investigações policiais descobriu casos de autorização para saída de agentes para ameaçar ou matar testemunhas. Investigações policiais apontaram a prisão como “um terreno de recrutamento para assassinos”. Diversos membros das milícias se encontram detidos nessa unidade.

Recomendações:

Envie apelos o mais rapidamente possível, em Português ou a sua própria língua:

- Assegurando que para Marcelo Freixo e Vinicius George, ambos dedicados ao enfrentamento às atividades das milícias, seja fornecida uma proteção eficaz em conformidade com os seus desejos;

- Instando as autoridades a realizar rapidamente uma investigação independente e imparcial de todas as ameaças contra Marcelo Freixo e Vinicius George; e que os responsáveis sejam levados à justiça;

- Instando as autoridades a denunciar publicamente as atividades das milícias e a definir um plano conjunto, com um cronograma claro, para implementar todas as recomendações da CPI para combater a propagação das milícias e do crime organizado;

- Solicitando que sejam dados passos eficazes para trazer à justiça os líderes e os membros das milícias;

- Instando as autoridades a tomar medidas imediatas para investigar o Batalhão Especial Prisional, e que as autoridades envolvidas nas atividades criminosas sejam levadas à justiça.

Mensagens para:

Ministro da Justiça

Exmo. Ministro da Justiça do Brasil

Sr. Tarso Fernando Herz Genro

Ministério da Justiça

Esplanada dos Ministérios,

Bloco “T”

70.712-902 – Brasília/DF, Brazil

Fax: + 55 61 3322 6817

Saudação: Vossa Excelência

Governor do Estado do Rio de Janeiro

Exmo. Governador

Sr. Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho

Palácio Guanabara,

Rua Pinheiro Machado, s/nº – Laranjeiras

22.231-090 – Rio de Janeiro/RJ, Brazil

Fax: +55 21 2299 5691

Saudação: Exmo. Governador

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Exmo Sr Procurador-Geral de Justiça

Dr. Cláudio Soares Lopes

Av Marechal Câmara, 370, 8º andar – Centro

20.020-080 – Rio de Janeiro/RJ – Brazil

Fax: +55 21 2550-9054

Saudação: Exmo Sr Procurador

Cópias para:

Deputado Estadual Marcelo Freixo

Sr. Marcelo Freixo

Rua Dom Manoel, s/nº,

Ed. 23 de Julho – Centro

20.010-090 – Rio de Janeiro/RJ, Brazil

E para os representantes da Diplomacia Brasileira em seu país.

Esclarecimento do Mandato Marcelo Freixo sobre a situação de segurança de Marcelo Freixo e de Vinícius George e o enfrentamento às milícias

É com enorme alegria que o mandato Marcelo Freixo recebe a campanha internacional deflagrada pela Anistia Internacional, que insiste na necessidade de se fortalecer o enfrentamento às milícias no Rio de Janeiro, inclusive do ponto de vista da preocupação com a segurança das autoridades que têm se dedicado a esse enfrentamento. Cabe-nos, no entanto, esclarecer alguns pontos:

1) As ameaças às quais o texto se refere se manifestaram, até o momento, como planos descobertos pelas investigações da polícia que foram avisados, em tempo real, tanto a Marcelo Freixo quanto a Vinícius George;

2) Outras autoridades que se dedicam a esse enfrentamento também estão com a vida sob risco, um reflexo claro da cultura de ostensiva agressividade letal desses grupos, aos quais moradores dessas localidades estão diretamente submetidos diariamente;

3) Que as milícias, conforme detectado pela CPI realizada no segundo semestre de 2008 na ALERJ, não necessariamente ocupam áreas outrora sob controle do tráfico. Pelo contrário, na maior parte das áreas sob seu controle não havia tráfico de drogas, o que derruba de vez com o mito do “mal menor” que se tratava, na verdade, tão somente de uma tentativa de autolegitimação das próprias milícias;

4) Que Marcelo Freixo e Vinícius George estão providos de segurança satisfatória diante da realidade do Estado do Rio de Janeiro;

Por fim, cabe ressaltar que a preocupação da Anistia Internacional é altamente válida e pertinente, bem como toda a forma de mobilização social que possa reforçar a necessidade do enfrentamento do Estado às milícias, atingindo, sobretudo, o nervo central de sua sustentação: as suas atividades econômicas; além de seus braços armados e políticos.

“Televisão contribui para obesidade”, da Agência Notisa

1/7/2009 by Rafael Fortes

Reproduzo abaixo notícia divulgada pela Agência Notisa em 16/06/2009.

Televisão contribui para obesidade

Crianças comem enquanto assistem TV, assistem TV enquanto comem e, pelas ondas da TV, aprendem a comer mal.

Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição, Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da Universidade Autônoma de São Luis Potosi (México) – afirmam que “usos exagerados de TV estão relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcar e maior consumo de fast foods”.

A pesquisa abordou a TV como mediador do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução do trabalho, os dados foram obtidos em São Luis Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo como objetos de estudo crianças entre 6 e 13 anos de idade, que estudavam em escolas primárias na região urbana na cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais. A metodologia teve por objetivo obter resultados qualitativos – quanto à natureza das informações recebidas – e quantitativos – quanto à quantidade das informações que se tornariam disponíveis para o desenvolvimento da tese.

Como resultados da apuração, os autores afirmam que cerca de 80% das crianças pesquisadas comem enquanto assistem TV, e outra quantidade equivalente assiste TV enquanto come. Também consta que 41% das crianças assistem de uma a três horas diárias de televisão, e outros 29% assistem mais de três horas. Dados estatísticos apresentados pelos pesquisadores apontam que 5,2% das crianças apresentaram um índice de massa corporal (IMC) maior que 25, e 3,4% um índice maior que 27. Embora, a maioria das crianças, então, não tenha apresentado sobrepeso ou obesidade, para os pesquisadores, os dados já indicam preocupação e necessidade de alerta para a situação que irá se desenvolver com estes indivíduos na idade adulta.

Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos que são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam “muito suscetíveis ao bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de acúcares, fast foods e gorduras.

Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança / televisão / consumo / obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da obesidade, destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir televisão”. Eles afirmam ainda que “o estudo comprovou que a ciência social e a comunicação podem estudar problemas de saúde pública, que anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e é por isso que essa investigação descobriu cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no consumo alimentício e televisivo”.”

A política agrária do Governo Lula

1/7/2009 by Rafael Fortes

Em entrevista a Tatiana Merlino publicada na Caros Amigos de junho, Charles Trocate, da coordenação nacional do MST, critica a política agrária do governo Lula (PT):

“Vivemos um momento em que o governo federal fez uma opção: derrotar ideologicamente a reforma agrária. Para gerar superávit primário. [...] Nos primeiros quatro anos, houve uma briga de estatísticas, mas, no final, eles não assentaram mais do que 65 mil famílias. Nós passamos os primeiros seis anos do governo Lula no Pará sem ter uma área desapropriada para o MST.”

Uma parte da entrevista pode ser lida aqui.

A farra do boi no transporte público fluminense

30/6/2009 by Rafael Fortes

Quem acompanha esse blogue sabe que um dos assuntos abordados com mais regularidade é a bandalheira vigente no transporte coletivo na região metropolitana do Rio de Janeiro. No Brasil de Fato, a reportagem “Por mar, por terra ou por trilhos, o caos“, de Leandro Uchoas, agrega elementos para compreendermos a situação. Entre as trágicas consequências, dois entrevistados “denunciam que trabalhadores estão frequentemente dormindo nas ruas e nas praças, durante os dias úteis, e voltando para suas casas apenas nos finais de semana, para diminuir os custos. ‘E ainda são reprimidos pelo choque de ordem’, ironiza Índio. O sindicalista denuncia que a sociabilidade dos trabalhadores termina completamente alterada, com perda de referências familiares e religiosas.

Rapidinhas

29/6/2009 by Rafael Fortes

Lula sanciona MP da grilagem que doa 72% da Amazônia para latifundiários“, informa o Brasil de Fato reproduzindo notícia da Radioagência NP.

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Em Honduras, “um golpe [de Estado] latino-americano clássico“, segundo Idelber Avelar.

*  *  *

No Rio, a polícia militar proibiu a roda de funk que seria realizada no Santa Marta na tarde de ontem (domingo). Infelizmente a ocupação policial que expulsou o tráfico de drogas não significa necessariamente uma intervenção cujo objetivo principal seja garantir o direito das pessoas e protegê-las. Na verdade, para proteger e garantir direitos, precisaríamos de uma outra polícia (que é possível, embora não nos marcos atuais). Até lá, uma “manifestação político-cultural” como a roda de funk organizada pela Apafunk e pelo Visão da Favela é proibida pelas autoridades. Por quê?

Abaixo, o texto divulgado pelos organizadores.

Manifestação pela liberdade cultural no Santa Marta é proibida

Roda de funk prevista para a tarde deste domingo (28/6) no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi proibida pelo comando do batalhão de Polícia Militar da área. A manifestação político-cultural foi organizada pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e pelo movimento Visão da Favela, como atividade da campanha Funk é Cultura, em defesa da liberdade de expressão cultural, pelo direito dos artistas populares ao trabalho, contra o preconceito e a criminalização do funk e da cultura popular.

Sob o lema Paz sem voz é medo, o ato previa uma apresentação teatral, graffite e apresentação de rappers e funkeiros com letras de resgate do funk de raiz, de compromisso social. A Apafunk nasceu da união de MCs e DJs para buscar, por meio das rodas, a conscientização da sociedade em relação ao fato de que nem toda letra de funk contém pornografia ou apologia ao crime.

Ao longo de um ano de luta, artistas de outras vertentes culturais populares se articularam com o movimento na promoção de debates e rodas de funk pela cidade. Em um contexto de repressão rotineira ao funk, pela primeira vez a Polícia Militar proíbe uma manifestação da campanha. No Santa Marta, alguns agentes culturais têm enfrentado dificuldades na realização de eventos artísticos, assim como em outros locais do Rio sob modelo de policiamento semelhante — como na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e no Morro da Babilônia/ Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Os organizadores da manifestação vão continuar cobrando das autoridades públicas o direito à livre manifestação e à expressão cultural das comunidades.

“Tropas israelenses humilham palestinos”, do Haaretz

21/6/2009 by Rafael Fortes

Diferentes pessoas que escrevem e escreveram sobre a longa e trágica dominação ilegal exercida por Israel alertam e alertaram: a colonização corrompe, destrói, piora, degrada, imbeciliza e desumaniza tanto a sociedade colonizada quanto a que promove a colonização (evidentemente os efeitos não são os mesmos, muito menos simétricos). Esta corajosa notícia (em inglês) publicada pelo jornal israelense Haaretz acrescenta alguns indícios à longa lista de efeitos putrefatórios da colonização sobre colonizadores e colonizados. Até quando? Abaixo, o vídeo colocado na matéria:

Audiência Pública Pró-Conferência Estadual de Comunicação

20/6/2009 by Rafael Fortes

Pipoca na caixa postal emeio com calendário de atividades, no Rio de Janeiro, de preparação e mobilização para garantir a realização de uma Conferência Estadual de Comunicação.

“AUDIÊNCIA PÚBLICA PRÓ-CONFERÊNCIA ESTADUAL DE COMUNICAÇÃO

22 de junho (segunda-feira), na Assembléia Legislativa, 14h

Você não pode faltar. Venha debater a realização

da 1º Conferência de Comunicação!

De acordo com o Decreto Presidencial publicado no dia 16 de abril de 2009, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro de 2009, com o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

Em todo o país, 23 Comissões Estaduais instituídas buscam envolver a sociedade em todas as etapas, municipais e estaduais do processo de construção da Conferência. São espaços de mobilização e organização dos movimentos populares e organizações sociais. Mais de 400 entidades já se engajaram.

Aqui no Rio de Janeiro, a mobilização da Comissão Rio Pró-Conferência, formada por mais de 30 entidades, convoca Audiência Pública Pró-Conferência Estadual de Comunicação, com o apoio da Comissão de Cultura da Alerj.

A audiência será realizada no próximo dia 22 de junho, às 14h, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Alerj.


PROGRAMAÇÃO


14h às 17h – Audiência Pública Pró-Conferência Estadual de Comunicação.

A mesa será composta por representantes da Alerj, Governo do Estado, Ministério Público, Câmara dos Deputados e Comissão Rio-Pró Conferência.

Após os pronunciamentos da mesa, autoridades, representantes de entidades e o público em geral poderão fazer o uso da palavra.

18h – Ato-show Pró-Conferência de Comunicação com música, poesia, projeções e performances diversas, em Niterói, Praça de São Domingos, em frente à Estação da Cantareira (a cinco minutos da Barca).

Presenças confirmadas:

Músicos do MOVIMENTO POP GOIABA, Zé Katimba e Inácio Rios, Claudio Salles e os @liens, Giras Gerais, Johane Russel, Lado B do Baú, Pedra Sonora e Via Jah.

Performances do Arte Jovem Brasileira. Galeria do Poste (Ricardo Pimenta). Poesia Rafael Pimenta Francisco, Beatriz Provasi, João Luiz e grupo Corujão da Poesia.

Projeções e vídeo-cabine com TV Comunitária de Niterói. Varal de notícias com Brasil de Fato, Fazendo Media, Jornal “O Cidadão” da Maré, Surgente, Vírus Planetário, Fanzine “O Berro”. E quem mais quiser comunicar é só chegar!

Mais informações:
Site:        http://www.rioproconferencia.com.br
Blog:      http://rioproconferencia.blogspot.com
Twitter:  www.twitter.com/confecom