Rapidinhas

24/4/2014

Porto, uma das três maiores cidades portuguesas, tem 240.000 habitantes (2011) e 1.300.000 na região metropolitana. Conta com seis linhas de metrô.

O Rio de Janeiro tem uma população estimada de quase 6.500.000 habitantes em 2013 (dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e duas linhas de metrô. Uns anos atrás, elas foram transformadas em uma pelo governo do estado.

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A biblioteca principal da Universisidade do Minho fica na entrada do campus e abre de segunda a sexta, das 8h30 à meia-noite. E aos sábados, das 8h30 às 13h. Igualzinho ao horário de funcionamento das bibliotecas das nossas universidades…

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É dureza você levar meses preparando um artigo, submetê-lo a um dossiê temático de uma revista científica “boa” e, dez meses e meio depois, o artigo ser recusado sem que a revista apresente um parecer sequer.

Aí você escreve pra revista soltando os cachorros e pedindo os pareceres. A revista responde enviando apenas um. Mas para disfarçar, diz que se trata de uma “síntese dos pareceres”.

Tá feia a coisa

23/4/2014

Tendo o mando de campo e o Maracanã disponível, o Flamengo decidiu estrear em Brasília no Brasileiro. Jogou na capital mais próxima possível pro adversário, que precisou se deslocar muito menos que o mandante. A justificativa apresentada pela diretoria foi que era preciso fazer caixa. Como não tenho tempo nem paciência de esgotar o assunto – tarefa que deixo para os comentaristas de ofício –, me limito a fazer perguntas:

1) Do ponto de vista financeiro, valeu a pena? Ou seja, contabilizados custos e receitas, foi bom negócio? Parece-me que não (ver item 4.2). Com esse time ruim (como evidenciado pelo lugar conquistado na fase de grupos da Libertadores), preços altos e no meio do maior feriadão do ano, é surpresa que o estádio Mané Garrincha não estivesse cheio?

2) Do ponto de vista técnico, valeu a pena? Ou seja, considerando aspectos como deslocamento, desgaste físico, desgaste psicológico, média de resultado como mandante no Maracanã e em outros estádios nos últimos anos, valeu? É evidente que os jogadores não querem ficar viajando mais do que o necessário. Quem gostaria de ficar longe da família e de casa em 25 ou 30 rodadas, em vez de 20?

3) Se o time começar a perder, os cinco últimos jogos como mandante serão jogados fora do Rio? Ou à torcida que mora aqui cabe apenas o papel de “salvadora” quando a coisa aperta, mas não a de beneficiária no início neutro de uma competição? Por exemplo, se o time estiver na zona de rebaixamento faltando 10 rodadas pra acabar o campeonato, alguém poderá decidir fazer as partidas restantes fora, tal como as primeiras? Essa decisão se baseará em critérios técnicos ou financeiros?

4) A diretoria disse que o torcedor que quisesse ver jogos precisaria se filiar ao sócio-torcedor. Mas o programa tem muitos problemas. Destaco dois:

4.1) O regulamento prevê muitos deveres para o associado, mas nenhum dever por parte do clube.

4.2) Coerentemente com o item anterior, o clube sequer estabelece uma cota mínima de partidas a disputar no Maracanã, de maneira que o coitado que se associa saiba o tamanho do benefício.

Tanto isto é verdade que só agora, após a primeira rodada, com resultado técnico pífio (0×0 como mandante) e resultado financeiro idem (bilheteria aquém do esperado, fato admitido pela diretoria em entrevistas em 21 e 22/4), a diretoria admitiu que outros jogos nas nove primeiras rodadas do Brasileiro possam ser disputados no Maracanã (além do já programado com o Palmeiras, na terceira rodada).

5) Se a diretoria diz que o sócio-torcedor é a saída para arrecadar, e o principal motivo para se associar (ao menos no meu caso, seria…) é a compra de ingresso para as partidas, decidir jogar bastante fora da cidade é coerente? Não, né? Por que tal contradição não é apontada – e criticada – pelo jornalismo esportivo dos principais veículos de comunicação?

Em outras palavras: se a diretoria é profissional, qual o cálculo de perda de sócios-torcedores do Rio assumido para a decisão de jogar X partidas fora? Por que, caso se tratem de profissionais – como eles dizem ser e a imprensa esportiva amplamente favorável vive tentando me convencer de que são –, não posso imaginar que escapem a este cálculo pragmático. Tipo: “vamos jogar 5 partidas fora nas 12 primeiras rodadas. Perdemos X% de sócios-torcedores, mas ganhamos Y% de renda.”

Caso, como desconfio, este tipo de cálculo inexista, pergunto: até quando o jornalismo continuará elogiando esta diretoria como profissional?

6) Quando o clube começará a divulgar quantos sócios-torcedores há em cada categoria, para que cada sócio-torcedor saiba melhor quais seus direitos e que lugar ocupa na fila para reservar/comprar ingressos?

7) A diretoria acredita que o interesse em pagar caro pra ver o Flamengo independe de desempenho? Ou seja, tendo em vista os critérios técnicos que indiquei acima, não faria mais sentido jogar em casa no início do campeonato, para conquistar pontos, bom lugar na tabela e garantia de estar longe de rebaixamento e escolher jogar em outros estados mais pra frente, a partir da posição na tabela (lugares melhores na classificação significando maior retorno financeiro e menor risco do ponto de vista técnico)?

8) A diretoria disse que fez uma tremenda oferta por Elias, que, mesmo assim, foi pro Corinthians. Portanto, o dinheiro está disponível, né? O que será feito com ele?

9) Já fomos uma filial do Ipatinga (quando o estrategista pão-de-queijo era o técnico), já tivemos tempos em que boa parte do elenco pertencia a um único empresário (Eduardo Uran, entre outros).Quando o Flamengo deixará de ser um combinado de reservas Grêmio-Corinthians? Exemplifico: André Santos, Carlos Eduardo, Elano, Marcelo Moreno, Wallace, Chicão. Esqueci alguém?

10) A diretoria diz que os preços são estabelecidos por parâmetros de mercado. O time em campo, o conforto do estádio, o futebol jogado e as competições disputadas (incluo aí o Estadual) justificam o preço cobrado?

11) Por que, até hoje, a diretoria não assumiu que errou ao escalar André Santos na última rodada do Brasileiro de 2013? Por que, até hoje, diferentes blogues de jornalistas e torcedores se negam a admitir que a direção errou?

Uma música

12/4/2014

Dubioza Kolektiv – Kokuz

O cara que aparece dançando é uma lenda das ruas de Sarajevo.

A música, assim como a anterior, são dicas do Luca Bonacini.

Só pra registrar

11/4/2014

De novo, o Flamengo não chegou sequer às semifinais da Libertadores. Pior: mais uma vez, sequer passou da primeira fase. Nos últimos 10 ou 15 anos, a competição, para o rubro-negro, é como a Copa do Mundo para países como Austrália e Irã: o prêmio é se classificar para a “fase de grupos” e jogá-la: conhecer novas cidades, acumular milhas aéreas e fazer seus torcedores sofrerem com noites mal-dormidas em dias úteis (ainda por cima precisando trabalhar cedo no dia seguinte!).

Pra ir pra Libertadores com time ruim e alegrar o arco-íris, que é o que temos feito, acho melhor não se classificar e jogar a Copa do Brasil.

Ou, ao menos, arrumar um grupo com quatro times brasileiros (caso isso fosse possível…).

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O Botafogo abandonou o medonho Estadual deste ano para se dedicar exclusivamente à Libertadores. E conseguiu ficar em último lugar no seu grupo.

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Sei, não… Vai ser dureza esse Brasileiro.

Uma música

10/4/2014

Dubioza Kolectiv – U.S.A.

Biblioteca sem Paredes domingo no Grajaú

9/4/2014

Domingo agora, dia 13, tem Biblioteca sem Paredes na Feira do Desapegue-se, no Grajaú. Outras informações no convite abaixo:

Abril 2014

Um livro

8/4/2014

Acabei de ler O efeito Facebook: os bastidores da história da empresa que conecta o mundo, de David Kirkpatrick. Três breves comentários:

1) Não sei como uma editora tem coragem de botar na praça um livro com uma tradução tão ruim.

2) Traz um conjunto impressionante de informações sobre os bastidores da empresa, obtidas principalmente através de entrevistas com os que mandam e/ou já mandaram nela. É notável o encantamento do autor com o universo que descreve, especialmente com o dono da empresa.

3) A obra pode ser lida também como uma profissão de fé em determinados valores fortes na cultura dos EUA: capitalismo, empresa, democracia. Bem e mal são caracterizados a partir dos parâmetros da política externa da Casa Branca. Da mesma forma que os governos estadunidenses bombardeiam países sob a alegação de que, agindo assim, estão ajudando as populações trucidadas a levar uma vida melhor e democrática (vide Sérvia, Iraque e Afeganistão, entre outros), o autor acredita piamente no discurso do dono da empresa de que o Facebook existe para tornar o mundo melhor.

Cine Clube na terça

4/4/2014

Terça, dia 8/4, a partir das 16h, participarei do Cine Clube Esporte e Sociedade, organizado por Pablo Laignier. Será exibido o filme “Fuga para a Vitória”, seguido de debate.

Local: sala 707 do Campus Madureira da Estácio. Fica na Estrada do Portela, 222, no sétimo andar do Madureira Shopping. Mais informações no cartaz abaixo.

Cine Clube 8 abril

Rapidinhas

18/3/2014

Li e recomendo a todos os que se interessam por educação no Brasil o livro Um diagnóstico da educação brasileira e de seu financiamento, de Otaviano Helene, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Informativo, crítico, claro e consistente, sua leitura é fácil e agradável. Os dados e análises que faz colocam boas caraminholas na cabeça do leitor.

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Dia 1/4, como acontece anualmente, será entregue a 26a. Medalha Chico Mendes de Resistência. Marcada para as 18h, a cerimônia  ocorrerá no Salão Nobre do da Faculdade de Direito da UFRJ, na Rua Moncorvo Filho, 8. Fica na República, no Centro do Rio de Janeiro.

Clique na imagem para ampliá-la.

Uma música

17/2/2014

Los Vânda – Do Paes ao Cabral

(Conheci Los Vânda via “Banda de mascarados faz protesto ‘vandalizando’ hits“)


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