Roszak e a contracultura 2

Já mencionei, antes, duas passagens do interessantíssimo livro A contracultura, de Theodore Roszak. Escrito em 1969, no calor e sob efeito dos acontecimentos, é uma obra engajada e, ao mesmo tempo, analítica. Abaixo, mais dois trechos que merecem reflexão:

“Assim, ajustes e funções que anteriormente eram deixadas a cargo do organismo - sono, vigília, relaxamento, potência sexual, digestão, movimentos intestinais - estão sendo atribuídos a um crescente arsenal de compostos químicos. Evidentemente, os antiquados processos orgânicos não estão conseguindo atender às exigências da civilização contemporânea. Isto representa por si só uma condenação contundente dessa civilização, porquanto evidentemente não é para o ser humano que estamos projetando nosso meio-ambiente.”

“Se ser “civilizado” tiver algo de interessante será possuir boa vontade para considerar como exemplos instrutivos todas as possibilidades humanas que jazem em nosso horizonte intelectual – inclusive aquelas que a sabedoria convencional considera irremediavelmente obsoletas.”

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