Os trabalhadores dos Correios estão em greve há algum tempo. Não estou por dentro das reivindicações, mas suponho que alguma justiça exista nelas. Não estou aqui para discutir esse mérito, mas para falar de duas curiosidades.
Primeiro, a greve não atinge igualmente todos os bairros da cidade do Rio de Janeiro. Em Vila Isabel (Zona Norte), não há entrega de correspondências comuns desde o início da paralisação. Já em Ipanema e Copacabana (ao menos algumas partes deste último bairro), na Zona Sul, as cartas continuaram e continuam sendo entregues regularmente durante todo esse período. Isso é mais uma evidência de que ainda não chegamos a uma república em que todos os cidadãos tenham direitos iguais. Isso significa que, para o Estado Brasileiro, que detém o monopólio do envio de correspondências comuns, alguns podem ficar sem recebê-las; outros, não. (E, obviamente, há situações ainda piores: há diversos lugares em que sequer os Correios fazem entregas etc. Sei que estou discutindo o assunto do ponto de vista de quem reclama de barriga relativamente cheia, ou seja, classe média que de vez em quando é atingida por problemas que outros enfrentam diariamente e com muito mais gravidade).
Segundo, esta pérola da língua portuguesa disponível no sítio da empresa de telefonia Oi, tentando informar algo a quem quer imprimir uma segunda via da conta do telefone fixo:
Conseguiu entender?
Tags: cidadania, Correios, desigualdade, direitos, greve, língua portuguesa, Oi, português, privatização, Rio de Janeiro, serviços públicos
15/7/2008 às 1216152618
E indo pela mesma praia o site da CEG não disponibiliza a impressão de 2ª via de conta e mandam você ir até um dos (só) 7 postos de atendimento!
Dá vontade de não pagar a conta de raiva…
1/8/2008 às 1217590027
[...] com a língua portuguesa Outro dia eu coloquei aqui uma frase estranha no sítio da Oi. [...]