Uma reflexão interessante sobre segurança pública (não estou elogiando porque o sujeito é meu amigo e me citou no texto, mas porque o argumento é bom). Dá o que pensar. Um trecho:
Além do problemático resultado (a opção mais votada pelos leitores), há um erro (estou sendo generoso) na perspectiva que orienta a própria elaboração da pesquisa realizada pelo Globo Online: a mídia gorda adotou como verdade, há muito tempo, a idéia de que existe uma “guerra” no Rio de Janeiro. Há, portanto, “inimigos”. Nessa lógica do “bem” contra o “mal”, o governo de Sérgio Cabral Filho (o Terminator tupiniquim, na adequada analogia do Rodrigo) afirma praticar uma “política de confronto” ou “de enfrentamento”. Essa linguagem e ideologia são incorporadas e apoiadas pela mídia gorda. Evidência disso é a própria pergunta: “Você concorda com a política de segurança de enfrentamento do governo no Rio de Janeiro?”.
O problema é que, além de ideológica, a expressão é mentirosa e inapropriada para sintetizar/descrever o que se passa. Mais correto e honesto seria denominá-la política de extermínio ou política de genocídio. Seus responsáveis (principalmente o governador) deveriam ser julgados tal como os que levaram a cabo outros genocídios, que são crimes contra a humanidade, em países como Ruanda, Iugoslávia e Alemanha. Seu destino deveria ser a cadeira de réu em algum tribunal penal internacional, em Haia ou outro lugar.
Cabralzinho e Sharon em Haia. Um dia a gente chega lá.
Tags: genocídio, extermínio, Rio de Janeiro, Sergio Cabral Filho, PMDB, pena de morte, Globo Online, Terminator, Tribunal de Haia, serviços públicos