Essa singela pergunta, feita por amigo jornalista que atua fora da mídia gorda, poderia ser feita por lá – na mídia gorda, digo. Lembrei dela lendo Milton Santos, no fantástico Por uma outra globalização:
“O Banco Central é, freqüentemente, essa correia de transmissão (situada acima do Parlamento) entre uma vontade política externa e uma ausência de vontade interior. Por isso, tornou-se corriqueiro entregar a direção desses bancos centrais a personagens mais comprometidas com os postulados ideológicos da finança internacional do que com os interesses concretos das sociedades nacionais.”
O livro é de 2000, muito antes do governo “de esquerda” do Partido dos Trabalhadores nomear para o Banco Central o deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás (veio do exterior e surpreendentemente foi um dos mais votados do estado) e ex-alto executivo do Bank Boston, Henrique Meirelles.
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