Pinga na caixa postal e aparece no feicebuque o vídeo abaixo. Repare bem a aparência e cor da pele de todos os que estão dialogando com a polícia. Veja para cima de quem o policial parte.
Como não faz tanto tempo assim que fui estudante, e como nunca saí da universidade, foi fácil me imaginar no lugar do atingido. Ou imaginar amigos recebendo tal “abordagem”: se situação semelhante ocorresse no Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense no final da década de 1990, eu sei quem teria sido agredido (provavelmente eu seria uma testemunha – infelizmente, sem câmera para registrar). Ou imaginar que poderia ser um aluno meu, caso a Polícia Militar do Rio de Janeiro atuasse na universidade onde trabalho.
Após assistir o vídeo, cai bem ler a reflexão de Leonardo Sakamoto.
Quer dizer, na verdade, cai mal. Mas, como ficar bem vendo um troço desses ao começar o dia? Como ficar bem ao ver, na nossa cara, aquilo que acontece todo dia, o tempo quase todo, por todo o país, mas raramente com câmeras e possibilidade de registro e compartilhamento?
Se sobrar estômago, recomendo a leitura dos comentários na parte de baixo do vídeo.
Tenha um bom dia, caro(a) leitor(a). Se conseguir.
[Adendo importante em 11/1: confira a matéria "PM me escolheu porque eu era o único negro"]
12/1/2012 às 1326386985
Essa situação na USP é lamentável e não podemos deixar passar em branco. Seja pelos alunos da USP, seja pelo que isso representa em âmbito nacional. Precisamos garantir direitos e uma Universidade pública autônoma sem PM armado circulando nos campi.