Rapidinhas

24/6/2015

Indico abaixo leituras interessantes recentes. Em alguns casos, discordo de boa parte do que é dito. Ainda assim, me ajudaram a entender de forma mais complexa e completa, por fora do que se apresenta nas corporações de mídia, o momento atual.

Guilherme Delgado (entrevista a Valéria Nader e Gabriel Brito) – “‘Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis e concentrar a renda’

Hamilton Octavio de Souza – Aliança maldita deu no que deu

Maria Victoria Benevides (entrevista a Manuela Azenha) – “‘Não é só desânimo, não. É depressão’ diz Maria Victoria Benevides sobre a atual crise do PT“. (via Brasil Debate)

Milton Temer – Lula e suas novas ‘bruxas’

Renato Rovai – Boechat com história da rola botou o guizo no gato

Róber Iturriet Avila – O fim do pacto sociopolítico (via Rodrigo Vianna)

Uma música

21/6/2015

Jorge Ben Jor – Oé oé faz o carro de boi na estrada

Rapidinhas

17/6/2015

Semanas atrás, indiquei alguns textos que desmistificam, desmontam e contrariam frontalmente o argumento hegemônico nas corporações de mídia de que o aumento da taxa de juros tem o objetivo de combater a inflação. No artigo “Crescimento do subdesenvolvimento“, Adriano Benayon vai na mesma linha. Dois trechos:

10. Na lógica perversa do sistema, em vez de se construir uma infraestrutura eficiente e independente, finge-se combater a inflação através da elevação das taxas de juros.

11. Ora, aumentar os juros significa:

a) fazer crescer as insuportáveis despesas financeiras do Tesouro, incapacitando-o de realizar os prementes investimentos de infraestrutura, baixar o “custo Brasil” e melhorar o grau de competitividade;

b) elevar a taxa de inflação, uma vez que os juros são um dos custos de produção, além de dissuadir investimentos produtivos e assim reduzir a oferta de bens e serviços, determinante da alta dos preços;

c) tornar ainda mais concentrada a renda e o poder nas mãos dos oligarcas financeiros: daí ser essa política promovida pelas “autoridades monetárias” e endossada pelos beneficiários das doações de grandes empresas e bancos às campanhas eleitorais. (…)

25. Com a composição e capitalização da elevadíssima taxa SELIC, o crescimento dessa dívida compromete, em definitivo, a independência do país.

26. No círculo vicioso, a produção e o emprego caem e os recursos que os viabilizariam são carreados para o pagamento de impostos, a fim de sustentar rendas exclusivamente financeiras, enquanto definham as suscetíveis de gerar produção.

*  *  *

Domingo tem Biblioteca sem Paredes na Praça Edmundo Rego, no Grajaú (Rio de Janeiro).

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Rapidinhas

16/6/2015

A Caros Amigos do mês passado trouxe algumas boas reportagens. Uma delas, “O DNA da corrupção”, de William Santos. Um trecho:

“O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional estima que o Brasil deixe de recolher anualmente cerca de R$ 500 bilhões em impostos de decorrência da sonegação. O valor é sete vezes maior do que as perdas com a corrupção, que correspondiam a R$ 67 bilhões em 2013, de acordo com um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que gosta de apontar a corrupção e se calar sobre sonegação. O montante de recursos que não chega aos tesouros da União, dos Estados e dos municípios seria suficiente para manter o programa Bolsa Família por dezoito anos. ‘Enquanto isso, o governo edita medidas provisórias para arrochar aposentados, desempregados e viúvas para economizar R$ 19 bilhões para pagar juros de dívida, atingindo milhões de trabalhadores’, critica Randolfe” [Rodrigues, senador do PSOL/AP].

A mídia corporativa – composta, em boa parte, por empresas que são, elas próprias, sonegadoras – cala sobre o assunto, ou trata como mal menor.

*  *  *

Um bom artigo sobre a triste situação das universidades federais: “A bolha do Reuni estourou“, de Luís Vieira, professor da UFRJ.

Um ponto de vista distinto, mas também interessante, é apresentado por outro professor (e futuro reitor) da mesma instituição, Roberto Leher, em entrevista ao Correio da Cidadania.

E, sobre a greve recém-encerrada dos professores da rede estadual paulista, este texto do também professor Plínio Gentil.

Rapidinhas

8/6/2015

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É isso.

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É de Sampa ou tá lá e quer fazer algo legal? Vai ouvir o Ferréz. Abaixo, a agenda dele de junho a agosto.

Ferrez

Uma música

7/6/2015

Heartless Bastards – Only for You

Uma música

3/6/2015

Heartless Bastards – Skin and Bone

Rapidinhas

28/5/2015

amanhecer_menino_voando12_wgvhjtGrande iniciativa: Amanhecer contra a redução da maioridade penal. Além do belo material e dos argumentos, também dá para ajudar o Festival Amanhecer – Redução não é solução.

As rapidinhas de hoje vão com imagem colorida e pipas, porque é sexta-feira e porque o céu é o nosso horizonte.

*  *  *

Assino embaixo deste artigo de Léo Lince “Em defesa do voto obrigatório“.

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Uma boa notícia: foi promulgada a lei estadual que proíbe a revista vexatória no Rio de Janeiro. Às vezes, campanhas para nos colocar no Século XXI dão certo.

Rapidinhas

28/5/2015

O amigo Jorge Sapia está com um blogue bacana em que divulga escritos e ideias: A festa é boa para pensar.

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Vladimir Safatle, preciso:

Se a esquerda quiser ter alguma razão de existência (pois é disso que se trata), ela deve começar por fazer uma rejeição clara do modelo que foi aplicado no Brasil na última década, seja no campo político, seja no campo econômico. O modelo lulista não chegou a seu esgotamento por questões exteriores, pressão da mídia ou inabilidades de negociação da senhora Dilma. Ele se esgotou por suas contradições internas e quem o criou não é capaz de criar nada de distinto do que foi feito.

Insistiria ainda em como é falsa a ideia de que a esquerda brasileira está de joelhos sem saber o que fazer. Há anos, vários setores progressistas têm alertado para o impasse que agora vivemos. Há anos, várias pautas foram colocadas em circulação, entre elas a revolução tributária que taxe a renda e libere a taxação sobre o consumo, a democracia direta com poder de deliberação, veto e gestão, o combate à especulação imobiliária através de leis que limitem a propriedade de imóveis, a reforma agrária, a diminuição da jornada de trabalho, a autogestão de fábricas e locais de trabalho, o salário máximo, o casamento igualitário, as leis radicais de defesa da ecologia, o fim da política de encarceramento sistemático, a exposição da vida financeira de todos os que ocupam cargos de primeiro e segundo escalão, a punição exemplar da corrupção, o fim do monopólio da representação política para partidos. Não é a falta de direção que acomete a esquerda brasileira. É a falta de coragem, o que é muito mais grave.

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Também na Carta Capital, respostas elucidativas para perguntas relativas à prisão de dirigentes da Fifa.

Rapidinhas

26/5/2015

Continuando com o tema da semana, recomendo esta boa entrevista do senador Lindbergh Farias (PT/RJ). Dois trechos:

Se houve desequilíbrio, foi por causa das desonerações de R$ 100 bi para grandes empresas, aumento da taxa de juros e desaceleração da economia. Aí vai fazer ajuste para o qual só contribuem os trabalhadores e os aposentados?

(…)

Quem paga imposto mesmo no país são os mais pobres e a classe média. Então o governo começa a corrigir uma distorção e equilibra o discurso sobre quem vai pagar a conta desse ajuste fiscal. Por exemplo, estamos tendo um impacto fiscal violentíssimo por causa da taxa Selic. O custo fiscal de cada  aumento de 0,5% da taxa Selic é algo em torno de R$ 7 bi a R$ 10 bi. Nesse ano, nós já aumentamos 2% de taxa Selic. Ou seja, estamos falando de algo em torno de R$ 28 bi a R$ 40 bi. Então, ao mesmo tempo em que o governo faz um aperto em cima de trabalhadores, continua aumentando a taxa de juros, o que anula o efeito fiscal desse ajuste. Esse debate, a gente também quer comprar.” (via Revista Fórum)


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