Rapidinhas

27/8/2015

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ) falou e disse a respeito de um episódio bizarro protagonizado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro no último fim de semana, quando adolescentes e jovens foram impedidos de ir à praia. O perfil é o de sempre, os mesmos que estão atrás das grades e também são vítimas preferenciais das execuções sumárias cometidas com ou sem farda: jovens, negros, pobres e suburbanos.

Rapidinhas

23/8/2015

Vladimir Safatle, sobre a Grécia e a democracia: “Aquele que diz ‘não’“.

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De Rafael Mayoral, um dos líderes do partido espanhol Podemos, em entrevista à Caros Amigos deste mês:

Por que o Podemos se organiza de maneira horizontal? É nítido que não existe um comitê central. Como isso se dá? Não é meio confuso?

Não, porque nós temos as duas coisas. Temos um movimento de unidade popular para disputar o poder, que combina a participação direta, uma parte deliberativa, e uma parte com organização eficaz para poder enfrentar a situação política com eficiência. Neste sentido, temos fórmulas de participação de todo mundo, não há uma diferenciação clara entre os militantes, todo mundo pode votar.

Nas assembleias…

Sim, nas assembleias. No processo combinamos reuniões presenciais de deliberação combinadas com smartphones. Temos um sistema de códigos com o qual qualquer um pode ter acesso.

Não é perigoso ter infiltrações da direita, por exemplo, para bombardear o projeto?

Com medo não se constrói um país. Então, não temos medo da maioria, do povo. Senão não nos reconheceriam como um movimento de unidade popular e cidadão. Não temos problemas que as pessoas queiram participar e votar, porque assim estão nos legitimando e legitimando as votações. Não temos medo da maioria. Aspiramos construir uma maioria política no país. Então como vamos ter medo da maioria que poderá aderir ao Podemos, se queremos que o Podemos se converta na maioria política do país?”

Fiquei pensando nos setores de esquerda hegemônicos no movimento sindical universitário (nas universidades públicas, digo). Táticas para esvaziar assembleias, táticas para só votar após horas e horas de falatório (frequentemente estéril), táticas para deslegitimar a participação de certos setores, horror à possibilidade de incorporar dispositivos tecnológicos nos mecanismos de tomada de decisão (em universidades cada vez mais fragmentadas em campi, unidades, horários etc.).

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Falta paciência para escrever longamente sobre o assunto, mas:

1) Cristóvão Borges precisava ser demitido, antes que as coisas se tornassem piores.

2) A atual diretoria contrata muito mal no futebol: técnicos, jogadores e executivos.

3) A sequência de erros começou logo que os neoliberais assumiram, quando demitiram Dorival Júnior por considerá-lo caro. O fundo do poço foi a contratação do estrategista pão-de-queijo para substituir Jayme de Almeida. Naquele momento, houve quatro erros graves: a) demitir Jayme; b) demitir Jayme da forma como o demitiram; c) contratar Ney Franco; d) assinar com o Rinus Michels que veio das Gerais um contrato até dezembro do ano seguinte (cerca de 18 meses).

Eventos

22/8/2015

Dia 24/8, às 18h, será lançado o livro Esporte e mídia: novas perspectivas – A influência da obra de Hans Ulrich Gumbrecht, organizado por Ronaldo Helal e Fausto Amaro, respectivamente professor e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O evento acontecerá no Auditório do Programa e contará com uma palestra do próprio Gumbrecht. Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, sala 10121 (Décimo andar), Prédio João Lyra Filho. Mais informações no blogue do laboratório coordenado pelo professor Ronaldo Helal.

Lançamento Livro Esporte e Mídia Helal e Amaro

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Na semana seguinte, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense realizará a aula inaugural  “Mega Events in Korea: Media Spectacle, Aesthetic Public Space and National Identity“, a ser ministrada pelo professor Jaeho Kang, do Centre for Media Studies (SOAS) da University of London. Será dia 3/9, às 14h, no auditório do Programa, que fica na Rua Tiradentes, 148, Ingá, Niterói. Entrada gratuita.

De acordo com email de divulgação, “em sua palestra, o pesquisador resgata o caso das Olimpíadas de Seul (1998) e a Copa do mundo de Futebol de 2002 para desenvolver uma análise crítica dos modos a partir dos quais tais megaeventos esportivos contribuíram para o desenvolvimento da identidade nacional na Coréia do Sul na contemporaneidade. Para isso, o pesquisador articula um debate acerca do espetáculo midiático global, do que conceitua como ‘espaço público estético’ e dos efeitos políticos dessa interseção entre nacionalismo e cidadania global. (…) Jaeho Kang é também autor do livro Walter Benjamin and the Media: The Spectacle of Modernity (Cambridge: Polity Press, 2014).”

Rapidinhas acadêmicas

19/8/2015

Para entender o cenário da pesquisa científica no Brasil, recomendo a excelente entrevista de Suzana Herculano-Houzel, professora e pesquisadora da UFRJ, a Érika Kokay, da revista Época.

Em tempo: além de dizer que a situação atual é muito ruim, ela deixa claro que nos anos 1980 e 1990 o quadro era ainda pior.

Rapidinhas

8/7/2015

Enquanto o estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de sua capital estão na pindaíba e usam a crise como justificativa para cortes orçamentários e restrição de serviços para a população, o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) mandou para a Assembleia Legislativa um projeto abrindo mão de centenas de milhões de reais que poderiam ser arrecadados com os Jogos Olímpicos.

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É inacreditável, mas ocorre cotidianamente: “Justiça militar condena cidadãos no Rio sem direito a defesa “. Além de todos os aspectos bizarros do ponto de vista jurídico e da democracia apontados na matéria, vou além: não se trata apenas de autoritarismo. Trata-se de uma política estatal com critérios quanto a cor da pele e classe social.

Uma música

6/7/2015

Ben Harper – Morning Yearning

Um vídeo

5/7/2015

Lorelay Fox – Lésbicas na Sociedade

Rapidinhas

28/6/2015

MC Leonardo, cuja coluna na Caros Amigos admiro há anos, acertou em cheio na de junho:

“Eu sinceramente desconheço uma situação de vulnerabilidade maior do que a de nascer e crescer em uma cidade na qual as escolas fecham por qualquer motivo e as bocas de fumo não fecham por nada. Diferente do prefeito, penso que essa realidade justifica sim a delinquência dos menores.

Por isso tenho a mesma opinião do governador, a culpa realmente é da Justiça. Só que pro Pezão, é da justiça criminal e pra mim a culpa é de uma quase inexistente justiça social.

Somente uma política contrária à política de guerra às drogas e um avanço na qualificação das engrenagens educacionais, especialmente nos profissionais de educação trará resultados positivos mais à frente na questão do menor.

Criar penas mais severas e diminuir a maioridade penal no Brasil, da maneira que o país está socialmente, são medidas tão covardes que ultrapassam qualquer covardia que esteja sendo cometida por qualquer menor nas grandes cidades brasileiras.”

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Na mesma edição, um trecho sobre o aumento da taxa de juros em matéria de Tadeu Breda:

“De acordo com o economista Guilherme Mello, em recente entrevista à TV dos Trabalhadores, os sucessivos aumentos da [taxa] Selic têm como objetivo ‘destruir’ a renda e o salário da população na tentativa de controlar a inflação. ‘Tem a ver com criar uma recessão que reduza a geração de empregos e, com isso, o crescimento dos salários’, pontua. ‘Quem defende o aumento da Selic está interessado nos ganhos auferidos com juros e investimentos na dívida pública’. Mello analisa que os aumentos ainda produzem impactos sobre o câmbio, atraindo capitais externos e valorizando o real. ‘Isso é terrível’, conclui. ‘O resultado de vinte anos de valorização são os péssimos resultados da indústria.'”

Rapidinhas

24/6/2015

Indico abaixo leituras interessantes recentes. Em alguns casos, discordo de boa parte do que é dito. Ainda assim, me ajudaram a entender de forma mais complexa e completa, por fora do que se apresenta nas corporações de mídia, o momento atual.

Guilherme Delgado (entrevista a Valéria Nader e Gabriel Brito) – “‘Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis e concentrar a renda’

Hamilton Octavio de Souza – Aliança maldita deu no que deu

Maria Victoria Benevides (entrevista a Manuela Azenha) – “‘Não é só desânimo, não. É depressão’ diz Maria Victoria Benevides sobre a atual crise do PT“. (via Brasil Debate)

Milton Temer – Lula e suas novas ‘bruxas’

Renato Rovai – Boechat com história da rola botou o guizo no gato

Róber Iturriet Avila – O fim do pacto sociopolítico (via Rodrigo Vianna)

Uma música

21/6/2015

Jorge Ben Jor – Oé oé faz o carro de boi na estrada


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