Rapidinhas

8/7/2015

Enquanto o estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de sua capital estão na pindaíba e usam a crise como justificativa para cortes orçamentários e restrição de serviços para a população, o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) mandou para a Assembleia Legislativa um projeto abrindo mão de centenas de milhões de reais que poderiam ser arrecadados com os Jogos Olímpicos.

*  *  *

É inacreditável, mas ocorre cotidianamente: “Justiça militar condena cidadãos no Rio sem direito a defesa “. Além de todos os aspectos bizarros do ponto de vista jurídico e da democracia apontados na matéria, vou além: não se trata apenas de autoritarismo. Trata-se de uma política estatal com critérios quanto a cor da pele e classe social.

Uma música

6/7/2015

Ben Harper – Morning Yearning

Um vídeo

5/7/2015

Lorelay Fox – Lésbicas na Sociedade

Rapidinhas

28/6/2015

MC Leonardo, cuja coluna na Caros Amigos admiro há anos, acertou em cheio na de junho:

“Eu sinceramente desconheço uma situação de vulnerabilidade maior do que a de nascer e crescer em uma cidade na qual as escolas fecham por qualquer motivo e as bocas de fumo não fecham por nada. Diferente do prefeito, penso que essa realidade justifica sim a delinquência dos menores.

Por isso tenho a mesma opinião do governador, a culpa realmente é da Justiça. Só que pro Pezão, é da justiça criminal e pra mim a culpa é de uma quase inexistente justiça social.

Somente uma política contrária à política de guerra às drogas e um avanço na qualificação das engrenagens educacionais, especialmente nos profissionais de educação trará resultados positivos mais à frente na questão do menor.

Criar penas mais severas e diminuir a maioridade penal no Brasil, da maneira que o país está socialmente, são medidas tão covardes que ultrapassam qualquer covardia que esteja sendo cometida por qualquer menor nas grandes cidades brasileiras.”

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Na mesma edição, um trecho sobre o aumento da taxa de juros em matéria de Tadeu Breda:

“De acordo com o economista Guilherme Mello, em recente entrevista à TV dos Trabalhadores, os sucessivos aumentos da [taxa] Selic têm como objetivo ‘destruir’ a renda e o salário da população na tentativa de controlar a inflação. ‘Tem a ver com criar uma recessão que reduza a geração de empregos e, com isso, o crescimento dos salários’, pontua. ‘Quem defende o aumento da Selic está interessado nos ganhos auferidos com juros e investimentos na dívida pública’. Mello analisa que os aumentos ainda produzem impactos sobre o câmbio, atraindo capitais externos e valorizando o real. ‘Isso é terrível’, conclui. ‘O resultado de vinte anos de valorização são os péssimos resultados da indústria.'”

Rapidinhas

24/6/2015

Indico abaixo leituras interessantes recentes. Em alguns casos, discordo de boa parte do que é dito. Ainda assim, me ajudaram a entender de forma mais complexa e completa, por fora do que se apresenta nas corporações de mídia, o momento atual.

Guilherme Delgado (entrevista a Valéria Nader e Gabriel Brito) – “‘Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis e concentrar a renda’

Hamilton Octavio de Souza – Aliança maldita deu no que deu

Maria Victoria Benevides (entrevista a Manuela Azenha) – “‘Não é só desânimo, não. É depressão’ diz Maria Victoria Benevides sobre a atual crise do PT“. (via Brasil Debate)

Milton Temer – Lula e suas novas ‘bruxas’

Renato Rovai – Boechat com história da rola botou o guizo no gato

Róber Iturriet Avila – O fim do pacto sociopolítico (via Rodrigo Vianna)

Uma música

21/6/2015

Jorge Ben Jor – Oé oé faz o carro de boi na estrada

Rapidinhas

17/6/2015

Semanas atrás, indiquei alguns textos que desmistificam, desmontam e contrariam frontalmente o argumento hegemônico nas corporações de mídia de que o aumento da taxa de juros tem o objetivo de combater a inflação. No artigo “Crescimento do subdesenvolvimento“, Adriano Benayon vai na mesma linha. Dois trechos:

10. Na lógica perversa do sistema, em vez de se construir uma infraestrutura eficiente e independente, finge-se combater a inflação através da elevação das taxas de juros.

11. Ora, aumentar os juros significa:

a) fazer crescer as insuportáveis despesas financeiras do Tesouro, incapacitando-o de realizar os prementes investimentos de infraestrutura, baixar o “custo Brasil” e melhorar o grau de competitividade;

b) elevar a taxa de inflação, uma vez que os juros são um dos custos de produção, além de dissuadir investimentos produtivos e assim reduzir a oferta de bens e serviços, determinante da alta dos preços;

c) tornar ainda mais concentrada a renda e o poder nas mãos dos oligarcas financeiros: daí ser essa política promovida pelas “autoridades monetárias” e endossada pelos beneficiários das doações de grandes empresas e bancos às campanhas eleitorais. (…)

25. Com a composição e capitalização da elevadíssima taxa SELIC, o crescimento dessa dívida compromete, em definitivo, a independência do país.

26. No círculo vicioso, a produção e o emprego caem e os recursos que os viabilizariam são carreados para o pagamento de impostos, a fim de sustentar rendas exclusivamente financeiras, enquanto definham as suscetíveis de gerar produção.

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Domingo tem Biblioteca sem Paredes na Praça Edmundo Rego, no Grajaú (Rio de Janeiro).

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Rapidinhas

16/6/2015

A Caros Amigos do mês passado trouxe algumas boas reportagens. Uma delas, “O DNA da corrupção”, de William Santos. Um trecho:

“O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional estima que o Brasil deixe de recolher anualmente cerca de R$ 500 bilhões em impostos de decorrência da sonegação. O valor é sete vezes maior do que as perdas com a corrupção, que correspondiam a R$ 67 bilhões em 2013, de acordo com um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que gosta de apontar a corrupção e se calar sobre sonegação. O montante de recursos que não chega aos tesouros da União, dos Estados e dos municípios seria suficiente para manter o programa Bolsa Família por dezoito anos. ‘Enquanto isso, o governo edita medidas provisórias para arrochar aposentados, desempregados e viúvas para economizar R$ 19 bilhões para pagar juros de dívida, atingindo milhões de trabalhadores’, critica Randolfe” [Rodrigues, senador do PSOL/AP].

A mídia corporativa – composta, em boa parte, por empresas que são, elas próprias, sonegadoras – cala sobre o assunto, ou trata como mal menor.

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Um bom artigo sobre a triste situação das universidades federais: “A bolha do Reuni estourou“, de Luís Vieira, professor da UFRJ.

Um ponto de vista distinto, mas também interessante, é apresentado por outro professor (e futuro reitor) da mesma instituição, Roberto Leher, em entrevista ao Correio da Cidadania.

E, sobre a greve recém-encerrada dos professores da rede estadual paulista, este texto do também professor Plínio Gentil.

Rapidinhas

8/6/2015

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É isso.

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É de Sampa ou tá lá e quer fazer algo legal? Vai ouvir o Ferréz. Abaixo, a agenda dele de junho a agosto.

Ferrez

Uma música

7/6/2015

Heartless Bastards – Only for You


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