Uma música

13/8/2016

Florence and the Machine – Ship to Wreck

Uma música

13/8/2016

Silversun Pickups – Nightlight

Rapidinhas

11/8/2016

Universidades federais devem ter corte de até 45% nos investimentos“, diz uma matéria do Estadão. (via Jornal da Ciência)

Ao contrário da entrevista comportada que comentei ontem, desta vez a nova presidente da Andifes criticou as medidas. Interessante mudança de tom.

Embora publicada por um jornal neoliberal, a matéria dá um panorama razoavelmente correto da situação das universidades federais. Elas passam pelo mesmo processo de outras instituições e serviços públicos: à medida que aumenta a abrangência e quantidade do público atendido, a qualidade cai. No Brasil, não temos histórico de serviços públicos simultaneamente de qualidade e universais – ou seja, Estado de Bem-Estar Social. Ou têm qualidade e atendem poucos, ou atendem muitos sem qualidade – exceções são, nas últimas décadas, a vacinação infantil, o voto e o alistamento militar. O passo seguinte, que (ainda) não aconteceu com as universidades, é o abandono por parte da classe média (como foi o caso do transporte público, da saúde pública e da educação pública nos níveis fundamentais e médio), o que, por sua vez, é lido pelos governantes como sinal verde para rebaixar a qualidade.

Tais problemas ganharam grande visibilidade durante a greve de 2012, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha amplas responsabilidades sobre a situação, com Dilma Rousseff na Presidência e Aloizio Mercadante no Ministério da Educação. A greve durou meses e o governo nada fez para resolver os problemas. Muito pelo contrário: nos anos seguintes, o MEC sempre foi o ministério com mais cortes no orçamento, e parcelas crescentes de dinheiro público foram destinadas a corporações multinacionais operando livremente no mercado brasileiro de ensino superior.

Para tragédia da população e do país, o governo interino e ilegítimo do Mordomo de Filme de Terror aprofunda as políticas levadas a cabo pela Coração Valente.

Rapidinhas

10/8/2016

Reproduzo abaixo nota divulgada hoje pela diretoria da Adunirio. As práticas antitrabalhador da Unirio são inacreditáveis – os colegas de outras instituições federais de ensino superior ficam pasmos ao ouvir as histórias. Direitos básicos, respeitados rotineiramente em outras instituições, são violados na Unirio.

Medida da reitoria contra progressão e promoção é ilegal

Como já havíamos adiantado, a decisão da reitoria da Unirio de retirar retroativos dos professores que progridem ou são promovidos na carreira é descabida e agora também ilegal. Foi sancionada no dia 29 de julho a lei que tramitava no Congresso e que ratifica o entendimento que está expresso na resolução nº 4430/14, concebida pela Comissão de Carreira e aprovada pelo Consepe.

Conforme o artigo 1º da Lei 13.325/2016, “o efeito financeiro da progressão e da promoção […] ocorrerá a partir da data em que o docente cumprir o interstício e os requisitos estabelecidos em lei para o desenvolvimento na carreira”. A lei versa sobre as alterações na remuneração, as regras de promoção, as regras de incorporação de gratificação de desempenho a aposentadorias e pensões de servidores públicos da área da educação. Não há dúvidas sobre  a aplicabilidade da norma na questão da carreira e a reitoria, sem maiores explicações, se movimentou equivocadamente em relação ao tema, gerando muito descontentamento.

A medida adotada pela reitoria, baseada em um parecer frágil da Procuradoria Geral da Unirio, buscava, através da modificação da resolução, ferir o direito de professores e ignorar decisão dos Conselhos Superiores.

Fica evidente que a reitoria da Unirio se mobilizou para contrariar o direito e os interesses dos docentes, duramente conquistados, a partir de muita luta e dedicação. O que não está ainda explicado é o porquê de a administração abdicar de representar os interesses da comunidade local em favor das medidas de ajuste fiscal do governo federal e quando pretende retroceder na decisão, evitando o acúmulo e o agravamento do problema.”

*  *  *

Nesta entrevista com a nova presidência da Andifes, nenhuma palavra sobre os problemas relativos à carreira do magistério superior, ao padrão salarial em comparação com outros ministérios, ou à lamentável situação da infraestrutura física das universidades e demais instituições. A leitura sugere que vai tudo de vento em popa na educação superior brasileira e inclui uma declaração de apoio à Ebserh (ou seja, à privatização dos hospitais universitários). (via Jornal da Ciência)

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Título de coluna de Elio Gaspari: “A Lava-Jato chegou ao PSDB“. A notícia seria manchete se as corporações de mídia tivessem algum interesse em fazer jornalismo ou combater a corrupção.

 

Rapidinhas olímpicas

8/8/2016

Não é que a seleção brasileira masculina de futebol tenha jogado pavorosamente nos dois primeiros jogos. Poderia ter vencido. No segundo, poderia também ter perdido, se aquela bola na trave do primeiro tempo tivesse entrado. O duro é me acostumar com essa pobreza de bola, de resultados e, me parece, de vontade de alguns jogadores, ao menos quando se compara com outras seleções – por exemplo, a feminina brasileira de futebol. Nas Copas América desse ano e do ano passado (o que foi, por exemplo, aquele 0x0 de estreia contra o Equador, este ano?), foi mais ou menos a mesma coisa: no geral, os piores jogos que vi foram os do Brasil. Mais: quase todas as partidas que vi do Brasil foram ruins, enquanto quase todas em que a seleção não estava em campo foram boas.

Ontem, um dos atacantes que são o nosso futuro, Gabigol, deu um rodopio se atirando para cavar um pênalti. E, num escanteio, puxou a camisa do goleiro. Fiquei pensando se seria uma jogada ensaiada pelo técnico: no córner, o camisa 9, em vez de se posicionar para cabecear e fazer o gol, fica atrás do goleiro (onde a bola dificilmente chegaria) e puxa a camisa deste. Nunca vi algo parecido. Não se pode dizer que falte criatividade a esta seleção… Nos dois lances, o juiz apitou certo e o Iraque ganhou um tiro de meta e uma falta. Dois entre os muitos lances de ataque jogados fora por erros individuais e/ou coletivos.

*  *  *

Para quem acha ruim ver Jogos na televisão brasileira: o esquema de transmissão da NBC, que detém o monopólio nos EUA, é muito pior: deixa deliberadamente de transmitir ao vivo a maioria dos eventos para exibir compactos e videoteipes cheios de cortes e intervalos comerciais. Sequer a cerimônia de abertura e os eventos em que atletas dos EUA são transmitidos ao vivo na televisão (o são pela internet). Censura brutal, daquelas que seria amplamente noticiada pelas corporações de mídia brasileiras se fosse feita por algum governo de Cuba, Irã, Venezuela ou Coreia do Norte. Como estamos falando do centro do capitalismo e o censor é uma empresa de comunicação, nada se diz. E assim caminham os campeões da liberdade.

O modelo regulatório de televisão brasileiro, desde as suas origens, imita o dos Estados Unidos. Em muitos aspectos, é uma cópia piorada. Em outros, como a transmissão da Olimpíada, é menos pior.

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Em meio à Olimpíada, o governo interino do Nosferatu segue firme preparando o plano de sacanagens para quebrar o contrato de dezenas de milhões de trabalhadores e mudar para pior a Previdência Social brasileira. E ainda há quem diga que os neoliberais são a favor do cumprimento dos contratos…

 

Rapidinhas

4/8/2016

Janio de Freitas, irretocável: “Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houve no Brasil“.

Saudações aos que foram às ruas lutar contra a corrupção e ajudaram a colocar o país nessa encalacrada.

Rapidinhas Olímpicas

4/8/2016

Em situações normais, e mais ainda quando a chapa esquenta, é sempre bom ouvir o advogado João Tancredo.

 

“Ato homenageará trabalhadores vítimas das obras das Olimpíadas Rio 2016”

28/7/2016

Pingou na caixa postal divulgação deste evento, marcado para hoje. Divulgo pelo registro, muito importante.unnamed

Onze mortos. Nenhuma cobertura sôfrega das corporações de mídia. Nenhuma pressa para apontar culpados ou responsáveis. Nenhuma classificação do ocorrido como terrorismo, nem dos patrões responsáveis como terroristas. Nenhuma coletiva de imprensa espalhafatosa do ministro careca do ABC para apresentar providências.

Reproduzo abaixo o texto de divulgação:

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A construção civil é, atualmente, o segundo segmento da economia brasileira com maior número e proporção de lesões no trabalho. Desde que tiveram início as obras dos Jogos Olímpicos Rio 2016, 11 trabalhadores perderam a vida e 3 foram vítimas de acidentes graves. O Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador (Cesteh/ENSP/Fiocruz), em parceria com outras instituições, promoverá o ato Vidas perdidas nas obras das Olimpíadas do Rio de Janeiro: uma homenagem aos trabalhadores, no dia 28 de julho, às 11 horas, cobrando das empresas e da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, assim como de outros órgãos públicos, mudança nas condições e organização do trabalho, além de garantia efetiva da vida e da saúde dos trabalhadores.

Participam do ato as seguintes instituições e seus respectivos representantes: Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Cesteh/ENSP/Fiocruz); Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro do Ministério do Trabalho e Emprego; Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM Brasil); Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (SITRAICP); e Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil do Rio de Janeiro (SINTRACONST-RIO).

O evento objetiva alertar a sociedade sobre as mortes e acidentes graves nas obras dos grandes eventos e exigir das autoridades a criação de instrumentos que proporcionem condições de segurança e de saúde aos trabalhadores. Segundo o professor Francisco Pedra, “durante as 260 ações da equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho, nas obras dos Jogos Olímpicos Rio 2016, 1.675 autos de infração foram emitidos e, em 39 ocasiões, as construções foram embargadas, o que corresponde a 15% delas. As obras para as Olímpiadas de Londres foram concluídas sem registro de mortes”.

Ao longo do evento, haverá pronunciamento dos representantes dos trabalhadores e dos familiares das vítimas, representantes das instituições promotoras, e uma Carta será lida em nome do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) e entregue à imprensa. Além disso, haverá o plantio de uma árvore e colocação de uma placa em homenagem aos trabalhadores. A programação do evento terá início às 11 horas e se encerrará às 12h40.

Serviço:

Vidas perdidas nas obras das Olimpíadas do Rio de Janeiro: uma homenagem aos trabalhadores

Data: 28 de julho
Horário: a partir das 11 horas
Local: Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) 
Endereço: Rua Leopoldo Bulhões, n. 1.480, Manguinhos – Rio de Janeiro.

Rapidinhas esportivas

20/7/2016

Saiu recentemente na revista Diálogos, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma resenha que fiz do livro A gymnastica no tempo do Império, de Victor Andrade de Melo e Fabio Peres.

*  *  *

Até 25 de setembro, está rolando a exposição Esporte Movimento, no Centro Cultural da Caixa (Av. Almirante Barroso, 25, Centro, do lado da Estação Carioca do Metrô). De terça a domingo, 10 às 21h. Ainda não vi, mas promete ser bacana.

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Por falar em esporte, saiu em junho número novo da Recorde: Revista de História do Esporte, da qual sou um dos editores. Tem vários artigos bacanas:

 
Artigos
O TRATO DO ESPORTE NOS SIMPÓSIOS DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA (ANPUH)
Victor Andrade de Melo
 
MEMÓRIAS PELUDAS: MASCOTES UNIVERSITÁRIOS E A LUTA PARA ENCONTRAR LEGADOS APROPRIADOS DA GUERRA CIVIL AMERICANA
Megan L. Bever
 
ALÉM DA DIFUSÃO: O ESPORTE E SUA RECONSTRUÇÃO EM CONTEXTOS TRANSCULTURAIS
Maarten van Bottenburg
 
REPRESENTAÇÕES DO NACIONALISMO EM TEMPOS DE COPA DO MUNDO: UM ESTUDO SOBRE A “GRANDE IMPRENSA” MINEIRA (1949-1950)
Marcus Vinícius Costa Lage, Euclides de Freitas Couto
 
POR QUE NOS FLA X FLUS ERA UM “AI JESUS”? A CONSTRUÇÃO DA RIVALIDADE ENTRE FLAMENGO E FLUMINENSE E O IDEÁRIO DA IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA
Renato Soares Coutinho
 
OS DIFERENTES USOS DO ESPORTE EM SITUAÇÕES DE MOBILIZAÇÃO MILITAR: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS E ESTADUNIDENSES NO CONTEXTO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA
Karina Cancella
 
ESPAÑA CONTRA LA UNIÓN SOVIÉTICA. ANÁLISIS DE LA FINAL DE LA EUROCOPA DE FÚTBOL DE 1964
Sergio García Pujades
 
MEDINDO MAIÔS E CORRENDO ATRÁS DE HOMENS SEM CAMISA: A POLÍCIA E AS PRAIAS CARIOCAS, 1920-1950
B. J. Barickman
 
Resenhas
A LUTA NOSSA DE CADA DIA: RESENHA DO LIVRO ‘[RONDA] ROUSEY – MY FIGHT/YOUR FIGHT’
Bruno Pedroso

Um vídeo

17/7/2016

Pequeno perfil de Adriano de Souza, campeão mundial de surfe profissional.

 


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