Política de moderação de comentários (ou resposta a Beni Dain Steinbruch)

Já estava há algum tempo para escrever um texto explicando minha política em relação à moderação de comentários. A insistência de alguém que assina Beni Dain Steinbruch em escrever certos comentários me deu a oportunidade de fazê-lo.

O leitor citado colocou quatro comentários (reproduzidos ao fim deste texto) em meu blogue até hoje, usando computadores que geraram três IPs diferentes. Os dois primeiros não publiquei por considerá-los ofensivos. O terceiro, que me motivou a escrever esta resposta, está aqui (é o comentário 3 abaixo). É a primeira e última vez que publicarei um comentário do gênero, e só o fiz para que todos possam ver com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões. São típicos de uma postura muito afeita a parte da direita (mas também a pessoas da esquerda) de deslegitimar o outro para não precisar discutir suas idéias. Veja, por exemplo, adora fazer isso. Muitos leitores que comentam em certos espaços como o Globo Online, também. Não me cabe determinar se a desqualificação alheia é uma postura consciente e proposital ou não.

Não vou responder linha por linha os comentários do senhor Beni, pois  considero que os mesmos são auto-explicativos. Fica evidente que ele não está disposto a discutir os pontos de vista meus ou dos autores que publico e indico. O que não é ataque dirigido a mim e a terceiros (aos surfistas, à autora de dois textos que reproduzi, à UFF etc.) é mera reprodução de comentários feitos em outros lugares, como no Centro de Mídia Independente e no blogue Diário do Oriente Médio (publicado no Estadão). Neste último, o comentário inclui a afirmação de que fará denúncias públicas e não comprará o jornal “até que haja uma faxina” na redação, o que eu entendi como uma sugestão de que o veículo deveria demitir o jornalista responsável pelo blogue.

Não aceitarei mais:

a) comentários anônimos;

b) comentários ofensivos a mim ou a quem quer que seja;

c) comentários que desqualifiquem os debatedores em vez de simplesmente discutir/debater.

A aceitação ou não de comentários nada tem a ver, portanto, com o fato de o leitor concordar ou não com o que está escrito aqui. Uma rápida passada de olhos pelos comentários aprovados por mim deixa isso claro.

Por último, subscrevo “Decálogo dos Direitos do Blogueiro“, de Idelber Avelar.

Taí, senhor Beni. Já teve seus quinze minutos de fama (?) em meu blogue. Passe bem.

*  *  *

Eis os comentários:

1) Enviado em 10/01/2009 às 14:02

Beni Dain Steinbruch

Israel – Verdades Verdadeiras

Chega a um ponto em que o bombardeio diário de hipocrisias morais e as difamações em larga escala explodem a paciência daqueles que têm o mínimo de bom senso.

Este não é apenas um desabafo, mas sobretudo uma convocação a todos que querem a verdadeira Paz: temos que agir. E logo !

Chega de nos acusarem de atingirmos civis, notoriamente utilizados pelos terroristas como escudos humanos, quando foram eles mesmos que treinaram os homens bombas que, em nome de Alá, destruíram a vida de quase 4 mil inocentes no World Trade Center e arruinaram a vida de seus familiares, que jogam a todo momento bombas em shoppings, pizzarias e no meio de cerimônias de casamentos em Israel; que acabaram matando até mesmo uma brasileira…

São estes mesmos covardes que atacam cidadãos em pleno metrô na Europa que explodiram sem piedade, e propositadamente, um campo de futebol no Iraque matando 12 crianças que apenas disputavam uma despretensiosa pelada.

É evidente que a morte de civis comprovadamente inocentes não justifica uma reação que tenha a mesma conseqüência do outro lado. Mas, infelizmente, as guerras não podem ser controladas, nem mesmo nos mais avançados videogames. As eventuais desobediências e excessos é que podem e devem ser averiguados, reprimidos e condenados.

“Enquanto crianças judias aprendem o significado da palavra ´Shalom´,
crianças árabes aprendem em livros escolares a ‘varrer Israel do mapa’

Esta é a proporcionalidade sugerida pela mídia ?”

Chega de somente serem divulgados na mídia mundial sob uma forma nitidamente parcial a ocorrência de vítimas de um só lado. Perpetuando-se esse estado de beligerância contínua naquela região o mundo todo sairá perdendo e não somente as partes em conflito.

Quem estaria por trás de toda essa violência nos últimos 60 anos para que em nome de Alá palestinos se tornem homens bomba ao invés do mundo muçulmano acolhê-los para ajudar na sua formação moral cívica e profissional, mas isso eles não fazem e pelo visto não querem apenas usam aqueles pobres infelizes à distância.

Nós judeus nunca mais vamos permitir o que aconteceu nos campos de concentração e que a mídia parece demonstrar esquecer convenientemente quando lhe interessa.

Bem finalizando, nós judeus nunca apoiaremos movimentos que visam o extermínio de qualquer que seja a raça ou credo envolvido, mas se necessário responderemos energicamente assim que for preciso.

P.S.: Ilana se voce encontra-se perdida como Médica e como Judia então sugiro a voce aderir ao Islã pois com certeza lá você terá o sucesso que ainda não conseguiu tentando negar as suas origens. Temos bastante pena de você. Shalom.

2) Enviado em 10/01/2009 às 17:34

Seu Rafael,

Da maneira que você estimula a ira entre os povos judeu e palestino melhor seria você também se incorporar aos grupos terroristas Hamas, Hezbolah e demais por aí ( ou será aqui ?). Em relação a literatura sugerida estranho você não ter incluído o Mein Kampf (em português Minha Luta) de autoria de Adolf Hitler e outro comentário que fiz hoje (10/1/09) em relação ao besteirol de palavras que a Ilana Ilana Polistchuck faz questão de espalhar na mídia marrom talvez seja frustação na carreira de Medicina ou até mesmo no amor (agora é bastante tarde para encontrar um Carlos Vandenesse). Não tem problema pois acabo de mandar para ela minha réplica e também para, o Globo, Folha de SP e Estadão.

Sugiro a você também pesquisar o local em que aparece uma placa de boas vindas com os seguintes dizeres “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta) para que então você possa entender por não vamos mais permitir sua repetição em qualquer lugar do mundo inclusive aqui. Salam e Shalom.

benidain@gmail.com
Beni Dain Steinbruch

3) Enviado em 14/01/2009 às 19:24

Seu Rafael Fortes (!),

Interessante como voce manipula o conteúdo de seu blog eliminando os textos daqueles que agora eu entendo como sendo seus inimigos. O seu gesto é o mesmo que a Folha e o Globo o fazem e que voces malham mas copiam igualzinho né.

Não tem importancia pois eu coloquei minha opinião em diersos lugares que gente formadora de opinião acessa, inclusie aonde a ex-médica ajudpou a fazer propaganda anti sionista leiana e não nessa mídia marrom que voce popula.

Chega a hora em que voce tem que parar de encher o nosso saco colocando baboseiras na mídia em coluio com a médica fracassada Ilana Polistchuck.

Como não bastasse uma entidade de ensino ter te dado o título me Mestre com o assunto Surf o que realmente me espanta é que o mesmo é nitidamente de domínio e interesse do meio de vagabundos, ah UFF vou conversar com amigos lá para er o que esta acontecendo.

Vou torcer para que a UFF não te conceda o título de Dr pois aí é que vou achar que aquela entidade foi definitivamente para o brejo junto com a vaca.

Trabalhei muitos anos cordenando treinamentos de alto nível para novos empregados em estatais brasileiras e em destaque os da área de Comunicação e nunca vi nenhum empregado oriundo da ECA, PUC e UFRJ perder tanto tempo com assuntos imbecis como a sua área de interesse, o surf.

Finalizando, será que não estava na hora de você desistir de Comunicação e voltar a pegar onda aí mesmo em Niterói ou será que já passou da idade velhinho.

4) Enviado em 15/01/2009 às 7:21

Aí Rafael ficou mordido hein.

Apesar de eu ter me excedido um pouco (como também o fazem os seguidores do Hamas e Hezbolah ) gostaria que você refletisse quem são os verdadeiros encrenqueiros de carteirinha no oriente médio pois árabes, e judeus já coabitavam pacificamente aquele espaço antes de nós nascermos.

Aqui entre nós os dois povos viveram lado a lado até que o Petróleo passou a ter a importância que tem pois os ingleses e franceses que se instalaram por lá não fizeram nada para ajudar ninguém e sim por interesses próprios como o faz os EUA no Iraque e Afeganistão.

Aproveitando a oportunidade como você se pós graduou em história aí aí vai uma pequena colaboração do acontecido há muito tempo na diáspora dos judeus para ajudar algo que você talvez não lembra mais:

1- Os Assirios em torno do ano 720AC levaram cativo as 10 tribos de Israel. (Por causa da idolatria de Salomão, Hashem dividiu o reino de Israel em 2, ficando o reino de Israel com 10 tribos, e o Reino de Judah com 2 tribos (tribos de Judah e Benjamim)).

2- Os Babilônicos em torno do ano 580AC levaram cativo o Reino de Judá, as duas tribos (Judah e Benjamim).

3- O Império Persa tentou nos destruir por completo na figura de Hama. A Rainha Esther que era judia e principal esposa de Assuero (Ciro I, o Grande), de forma sabia, conseguiu livrar todos os judeus de um aniquilamento total.

4- O Império grego tentou destruir também todos os judeus. Durante anos, nos subjugamos a eles, ate que num ato de loucura os gregos tentaram nos helenizar, colocando ídolos de deuses gregos no Santo Templo, e sacrificando porcos no Santo Templo. Os Macabeus com o apoio Divino expulsou os gregos de Israel!

5- No ano 70 DC, os judeus receberam o seu mais duro golpe, e com o inicio da era crista só não fomos aniquilados pela misericórdia Divina.

6- O Paganismo Romano tentou nos destruir por rejeitarmos o sincretismo religioso romano e o culto ao imperador.

7- Com o catolicismo romano, sendo a religião principal do império romano, sofremos com a inquisição mais do que nenhum povo. Tivemos que mudar de nome, e esconder nossa identidade.

8- Os muslins também tentaram nos destruir
Bem, esse e’ um pequeno resumo da nossa diáspora!

Finalizando lutar até o fim por uma região que dizem ser o berço do mundo mas não tem água e nem petróleo você não acha que ambos os povos andam se matando à toa ?

Paz para todos

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