Rapidinhas

Lula sanciona MP da grilagem que doa 72% da Amazônia para latifundiários“, informa o Brasil de Fato reproduzindo notícia da Radioagência NP.

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Em Honduras, “um golpe [de Estado] latino-americano clássico“, segundo Idelber Avelar.

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No Rio, a polícia militar proibiu a roda de funk que seria realizada no Santa Marta na tarde de ontem (domingo). Infelizmente a ocupação policial que expulsou o tráfico de drogas não significa necessariamente uma intervenção cujo objetivo principal seja garantir o direito das pessoas e protegê-las. Na verdade, para proteger e garantir direitos, precisaríamos de uma outra polícia (que é possível, embora não nos marcos atuais). Até lá, uma “manifestação político-cultural” como a roda de funk organizada pela Apafunk e pelo Visão da Favela é proibida pelas autoridades. Por quê?

Abaixo, o texto divulgado pelos organizadores.

Manifestação pela liberdade cultural no Santa Marta é proibida

Roda de funk prevista para a tarde deste domingo (28/6) no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi proibida pelo comando do batalhão de Polícia Militar da área. A manifestação político-cultural foi organizada pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e pelo movimento Visão da Favela, como atividade da campanha Funk é Cultura, em defesa da liberdade de expressão cultural, pelo direito dos artistas populares ao trabalho, contra o preconceito e a criminalização do funk e da cultura popular.

Sob o lema Paz sem voz é medo, o ato previa uma apresentação teatral, graffite e apresentação de rappers e funkeiros com letras de resgate do funk de raiz, de compromisso social. A Apafunk nasceu da união de MCs e DJs para buscar, por meio das rodas, a conscientização da sociedade em relação ao fato de que nem toda letra de funk contém pornografia ou apologia ao crime.

Ao longo de um ano de luta, artistas de outras vertentes culturais populares se articularam com o movimento na promoção de debates e rodas de funk pela cidade. Em um contexto de repressão rotineira ao funk, pela primeira vez a Polícia Militar proíbe uma manifestação da campanha. No Santa Marta, alguns agentes culturais têm enfrentado dificuldades na realização de eventos artísticos, assim como em outros locais do Rio sob modelo de policiamento semelhante — como na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e no Morro da Babilônia/ Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Os organizadores da manifestação vão continuar cobrando das autoridades públicas o direito à livre manifestação e à expressão cultural das comunidades.

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Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Pequeno panorama de absurdos « A Lenda Says:

    […] panorama de absurdos By Rafael Fortes O Observatório de Favelas se manifestou contra a proibição, pela polícia militar do Rio de Janeiro, da roda de funk que seria realizada dois domingos atrás […]

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