Rapidinhas

Já disse algumas vezes que considero Ivan Valente (PSOL/SP) o melhor parlamentar do Congresso. Nas semanas recentes, merece destaque o pronunciamento sobre a briga entre as TVs Record e Globo. Um trecho:

Neste sentido, a guerra midiática tem um aspecto curioso. Dos dois lados da disputa, informações de interesse público, que sempre foram omitidas dos cidadãos e cidadãs brasileiras, finalmente vêm à tona. É fundamental que o grande público tenha a chance de ouvir, na televisão, que o crescimento da Record contou com a “ajuda” involuntária e ilegal dos recursos da Igreja Universal. É essencial que o mesmo público conheça os bastidores da história que transformou a Rede Globo num poder intocável no país, capaz de eleger e derrubar presidentes.

A questão é que, nesta briga, o melhor lado para se apoiar é aquele que, mais uma vez, está sendo ignorado. Na disputa política e econômica por audiência e poder, Globo e Record transformaram o espaço público da radiodifusão em palco para defesa de interesses privados. […] É a fotografia mais nítida da privatização das concessões públicas de televisão.

Sobre o mesmo tema, há um bom artigo de Rodolfo Vianna, do Intervozes. (via Correio Caros Amigos)

*  *  *

Para mim, a iniciativa mais importante de Ivan Valente resultou na instalação da CPI da Dívida Pública, apesar dos esforços contrários de PT e PSDB. Vale a pena ouvir o economista Rodrigo Ávila falar, no Programa Faixa Livre, sobre a luta pela instalação da comissão.

Considero a dívida pública o principal problema do país, hoje. Para se ter uma breve noção do alcance da transferência de dinheiro público para poucos investidores privados:

Entre 1995 e 2009, a dívida interna cresceu 25 vezes, tendo subido de R$ 62 bilhões para R$ 1,6 trilhão, enquanto a dívida externa aumentou 80%, de US$ 148 bilhões para US$ 267 bilhões. A soma destas duas dívidas (R$ 2,2 trilhões) representa nada menos que 80% do PIB brasileiro (tudo que o país produz em um ano), e sobre a maior parte dela incidem taxas de juros altíssimas, muito maiores que as pagas pelos países ricos.

Agora vamos ver como caminhará a CPI. Duvido que a mídia gorda – que apoia o endividamento e a apropriação, por poucos, dos recursos que pertencem a todos – dê visibilidade aos trabalhos.

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