Rapidinhas

De volta de uma viagem a Porto Alegre e São Paulo. Na primeira, entre outras boas, fui ao Olímpico torcer para o Grêmio em um animadíssimo jogo contra o São Paulo e comi um antológico chivito na lanchonete uruguaia na Cidade Baixa. Adoro ir ao Rio Grande do Sul. Na segunda, entre outras boas, fui ao Planeta Terra, festival mais organizado em que já estive. Pena que o som estava baixo e horroroso nas primeiras quatro ou cinco músicas do Primal Scream. A banda abriu com “Can’t Go Back”, minha preferida, que ficou comprometida pelo péssimo som. Estava tão ruim que os caras chegaram a interromper duas músicas.

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Por conta das viagens, acabei não dando pitaco sobre acontecimentos recentes dignos de nota, crítica, resmungo etc. Mas não poderia deixar de mencionar o caso da Uniban (até porque andei sendo cobrado a respeito). Primeiro, a tristeza por um troço daqueles acontecer. Segundo, a inacreditável decisão da universidade de expulsar a aluna. Senão vejamos os “valores” a instituição diz que segue:

ÉTICA – Observar os mais elevados princípios e padrões éticos, dando exemplo de solidez moral, honestidade e integridade.

RESPONSABILIDADE SOCIAL – Exercer a cidadania contribuindo, por meio da educação e das atividades sociais e culturais, para o desenvolvimento da sociedade e a promoção do bem comum.

GESTÃO – Valorizar e seguir os princípios da Transparência e Responsabilidade Corporativa. Para isso, um sistema de gestão da qualidade administrativa e acadêmica está implementado como instrumento de monitoramento do desempenho das atividades acadêmicas desenvolvidas na UNIBAN.

QUALIDADE – Estimular a inovação e a criatividade, de forma planejada e integrada, propiciando a perenidade da organização e a busca da melhoria contínua.

SER HUMANO – Propiciar tratamento justo a todos, valorizando o trabalho em equipe, o alto grau de sinergia e integração, estimulando um excelente ambiente humano de trabalho.

Observando o ocorrido e a conduta da instituição em sua condução e desdobramentos, fica flagrante o descompasso entre discurso e prática.

Terceiro, é evidente que um episódio de misoginia como este precisa de providências e de algum tipo de punição e/ou responsabilização. O efeito manada não pode servir de justificativa para a impunidade.

Quarto, tal acontecimento deve ser inserido no quadro amplo de precarização do ensino universitário levado a cabo nos oito anos da gestão de Paulo Renato Souza à frente do Ministério da Educação. No que diz respeito ao libera-geral para as privadas, os sete anos anos de governo Lula –  em que estiveram à frente do MEC ministros do PT – nada mudaram.

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O espetacular Manu Chao vem aí, informa Marco Aurélio Canônico. No Rio, será dia 10/12, na Fundição Progresso. Imperdível.

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Caiu na caixa postal esta versão bem bacana do Hino do Flamengo em inglês, por Leandrade:

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Por falar em futebol, da série “esporte violência”, este vídeo que também pingou na caixa postal:

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Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Roberta Says:

    Rafa,

    Valeu a cobrança por um posicionamento no absurdo caso UNIBAN. Acho que você explicitou uma dimensão bem interessante do caso, que além de uma questão de gênero, revela também todo o processo ideológico de mercantilização do ensino e, claro, as consequências disto.

    Roberta

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