Rapidinhas

Em relativamente poucas palavras, Paulo Passarinho põe os pingos nos is a respeito do beicinho que o governador fluminense, Sérgio Cabral Filho (PMDB), vem fazendo a respeito da discussão sobre a divisão federativa royalties do petróleo. Trata-se de um ponto de vista ridículo e tacanho. Ao negar-se a discutir as questões de fundo, presta um enorme serviço àqueles que querem abocanhar as receitas nacionais. Estamos desperdiçando a enésima oportunidade de realizar uma discussão ampla, pública e nacional sobre um projeto de país. Ao focarem suas atenções e discursos na partilha do miserê – em vez de tocar as questões políticas e estratégicas centrais a respeito da riqueza da natureza chamada petróleo -, autoridades como o governador do Rio assumem brigam entre si para facilitar a dominação alheia. Multinacionais, especuladores estrangeiros, acionistas e governos dos países centrais do capitalismo agradecem.

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Obama andou chiando em relação a Lula? Desta vez, ponto para Lula. Por abrigar o presidente legítimo, democraticamente eleito e vítima de golpe em Honduras, Manuel Zelaya. Por receber o presidente do Irã. Por criticar Israel e defender o cumprimento das leis internacionais na ocasião da visita de Mahmoud Abbas (presidente da Autoridade Nacional Palestina). Por às vezes não se alinhar à política externa dos Estados Unidos, danosa para os povos do mundo. A mídia gorda brasileira, defensora dos interesses imperialistas dos EUA, deu tanto espaço aos protestos contra visita de Ahmadinejad quanto silencia sobre as barbaridades cometidas pelo Estado de Israel.

A propósito, Paulo Ramos, deputado estadual fluminense pelo PDT, falou e disse: “As coisas são muito óbvias para que nós nos deixemos confundir. […] O óbvio, aquilo que ninguém pode virar as costas para, é o expansionismo israelense; a ocupação dos territórios; o massacre dos árabes; o massacre dos palestinos“. Trata-se de um nome a lembrar na hora de votar nas eleições de 2010.

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Lendo o boletim do Observatório de Favelas, fico sabendo que na segunda semana de dezembro ocorrerá a “VIII Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente“. Sem desmerecer a luta e a urgência da questão da criança e do adolescente no Brasil, é inevitável a comparação: no caso da comunicação, caminha-se, a duras penas, para a primeira. E olha que estamos no penúltimo ano de um governo que muitos caracterizam como de “centro-esquerda” ou de “esquerda”.

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