De viagens e livros

Ao contrário dos anos anteriores, esse foi recheado de viagens. Tive a oportunidade de conhecer uma cidade em especial (e voltar a ela,  e voltar a ela) e revisitar (duas vezes) aquela que mais me encanta. Refiro-me, no primeiro caso, a Belém. Nunca tinha vindo (sim, é nela que escrevo estas linhas) pra cá até maio. Vim, voltei um tempinho depois e, agora em dezembro, cá estou pela terceira vez. A segunda cidade é Buenos Aires, que conheci em 2005. Entre algumas tormentas e muitas bênçãos que recebi em 2009 – talvez o ano mais importante da minha vida -, tive o privilégio de visitar a capital argentina pela terceira e quarta vezes.

Boa parte das leituras não-acadêmicas deste período que separa um verão do outro – também conhecido como ano – foi escolhida de propósito e tinha como assunto Buenos Aires (e/ou a Argentina), seguindo o propósito de, sempre que possível, viajar para os lugares lendo sobre eles (ou lendo ficção cuja trama se passe por lá). O primeiro e mais impressionante foi o tomo 5, La Caída (1976-1978), de La Voluntad: Una historia de la militancia revolucionaria en la Argentina, sobre o qual escrevi umas linhas. Esse me acompanhou durante a maior parte do ano. Também passei por The Buenos Aires affair, de Manuel Puig. Depois, O quinteto de Buenos Aires, divertido como outros policiais protagonizados pelo detetive Pepe Carvalho, mas misturado a uma trama em que ressurgem personagens diversos envolvidos com a última ditadura argentina – boa parte deles ambivalente, ambígua, difícil de definir, tal como as pessoas reais do mundo real. Meu terceiro mergulho no encantador submundo policial e gastronômico de Manuel Vásquez Montalbán. Na sequência, Cordilheira, de Daniel Galera, trama envolvente com um punhado de personagens argentinos esquisitos. E, pra fechar, o maravilhoso O informe de Brodie, de Jorge Luis Borges. Um presentaço de aniversário (como vários outros bons livros desbravados ao longo de 2009).

No momento, leio Rio Maria – Canto da Terra, de Ricardo Rezende Figueira. Viagem pro Pará, livro sobre o Pará. Na volta, a prioridade é pegar o novo Garcia-Roza (com um belíssimo título) emprestado com um camarada que é ainda mais fã do Espinosa do que eu.

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Uma resposta to “De viagens e livros”

  1. Rapidinhas « A Lenda Says:

    […] By Rafael Fortes Já me referi algumas vezes ao livro La Voluntad. Um dos documentos que o livro reproduz e que me impressionaram […]

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