Rapidinhas

Bacaninha o sítio da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes – da qual, orgulhosamente, sou sócio. Vale a pena visitar e associar-se!

*  *  *

Olhando o tanto de alienação e descompromisso social rolam na universidade brasileira hoje – inclusive nas públicas, embora o panorama seja muito pior nas privadas -, é uma bênção quando a gente esbarra com um trabalho que se debruça sobre um tema espinhoso e apresenta um olhar crítico (ainda não li este, mas estou curioso para fazê-lo).

Dia 10/8, terça-feira, José Rodrigues defende a dissertação de mestrado em Psicologia intitulada “A ‘Chacina do Pan’ e a produção de vidas descartáveis na cidade do Rio de Janeiro: ‘Não dá pé. Não tem pé nem cabeça. Não tem ninguém que mereça. Não tem coração que esqueça’.” Às 14h, no Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), Bloco O, sala 510.

Abaixo, texto que acompanha o convite para a defesa enviado pelo autor:

“Enfim, depois de dois anos de pesquisa chegou a hora de defender a dissertação. Mais do que ser aprovado e obter o grau de mestre trata-se do registro e, ao mesmo tempo, da denúncia de práticas de extermínio, já naturalizadas, contra a vida dos moradores de comunidades pobres. A pesquisa tomou como analisador a “Chacina do Pan”, ocorrida no Complexo do Alemão em junho de 2007, e buscou discutir: a) como se dá, hoje, na cidade do Rio de Janeiro, a produção de vidas descartáveis, isto é, vidas sem valor; b) como alguns veículos de comunicação de grandes corporações midiáticas cobriram e apoiaram a Chacina no Complexo do Alemão; c) que processos de subjetivação são estes que vem sendo produzidos e que corroboram na produção do medo e da insegurança e, também, em aplausos e apoio a políticas de extermínios das populações pobres cariocas.

Hoje, três anos após a “Chacina do Pan”, poucos são aqueles que ainda lembram e falam da mesma. Pior, pouquíssimos foram aqueles que souberam que houve uma chacina antes dos jogos Pan-Americanos em 2007. Apesar da produção do esquecimento e do medo, da violência constante presente nas operações policiais, de novas e terríveis chacinas, é preciso que nos recusemos a aceitar este estado de coisas que violenta e aniquila não apenas a vida dos moradores de favelas, mas a nossa própria vida.”

*  *  *

A julgar pela nova campanha, a Brahma não está querendo muito vender para praticamente metade do Rio Grande do Sul…

*  *  *

A Agência Petroleira de Notícias informa: essa sexta, dia 30/7, tem arraiá promovido pela campanha O Petróleo tem que ser nosso. Nos Arcos da Lapa (Rio de Janeiro, RJ), a partir das 19h.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: