Rapidinhas

Amigo encaminha o trailer – em março, disco novo do R.E.M. Espero que os produtores do Rock in Rio lembrem da banda e do estupendo show na última edição do festival.

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Você sabia que a “ditabranda” Folha de S. Paulo está processando dois sujeitos por parodiarem o nome do jornal? É esta a face da mídia gorda – aquela que sempre reclama de supostos cerceamentos da liberdade de imprensa pelo Governo Lula. O Biscoito Fino e a Massa conta a história.

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Entidades de direitos humanos do Rio divulgaram uma nota pública crucial para compreender a lógica e os efeitos práticos das operações policiais que compõem a política de segurança pública do governo Sergio Cabral Filho (PMDB), sistematicamente apoiada pelo Governo Lula (PT): “Manifestação Pública de Organizações de DH sobre Alemão e Vila Cruzeiro“. Trechos:

Desde o dia 28 de novembro, organizações da sociedade civil realizaram visitas às comunidades do Alemão e da Vila Cruzeiro, onde se depararam com uma realidade bastante diferente daquela retratada nas manchetes de jornal. Foram ouvidos relatos que denunciam crimes e abusos cometidos por equipes policiais.  São casos concretos de tortura, ameaça de morte, invasão de domicílio, injúria, corrupção, roubo, extorsão e humilhação. As organizações ouviram também relatos que apontam para casos de execução não registrados, ocultação de cadáveres e desaparecimento.

(…)

Por outro lado, o próprio Estado incentiva o desrespeito às leis e a violação de direitos quando informalmente instaura nas regiões ocupadas um estado de exceção. Os casos de invasão de domicílio são certamente os que mais se repetiram no Alemão e na Vila Cruzeiro. Foi o próprio coronel Mario Sérgio Duarte, comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, quem declarou publicamente que a “ordem” era “vasculhar casa por casa”, insinuando ainda que o morador que tentasse impedir a entrada dos policiais seria tratado como suspeito. Mario Sérgio não apenas suprimiu arbitrariamente o artigo V da Constituição, como deu carta-branca à livre atuação dos policiais.

Em qualquer lugar do mundo, a declaração do coronel seria frontalmente questionada. Mas a naturalidade com que a fala foi recebida por aqui reflete uma construção histórica que norteia as ações de segurança pública do estado do Rio de Janeiro e que admite a favela como território inimigo e o morador como potencial criminoso. Em comunidades pobres, o discurso da guerra abre espaço para a relativização e a supressão dos direitos do cidadão, situação impensável em áreas mais nobres da cidade. De fato, a orientação das políticas de sucessivos governos no Rio de Janeiro tem sido calcada em uma visão criminalizadora da pobreza.

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Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. luiz rogerio Says:

    o estado serve apenas aos seus interesses, como o senhor disse se fosse em um país serio, teria uma outra repercussao,mas como é no brasil,é normal esse tipo de comentario por parte de um fraudador dos direitos humanos como sempre os poderosos abusam da população que sofrem nas maos do estado.vai ser dificil,mudar essa realidade ,mas com a união de todos os setores será mais facil tentar melhora o caminho a ser seguido para haver mudanças de atitudes e outras posturas e pensamentos arcaicos de algumas pessoas do governo. um abraço rafael fortes.

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