Rapidinhas

Quando o tema é Oriente Médio, é sempre bom ouvir a voz sábia de Robert Fisk. Neste artigo, põe os pingos sobre alguns is em relação às bobagens que uma pá de gente anda falando por aí. Um trecho:

Então, há uma mudança no mundo político, social e cultural do Oriente Médio. Criará muitas tragédias, levantará muitas esperanças e derramará demasiado sangue. Talvez seja melhor ignorar os analistas e seus think tanks, cujos “especialistas” idiotas dominam os canais de televisão globais.

Se os tchecos puderam ter sua liberdade, por que não os egípcios? Se os ditadores podem ser derrubados na Europa – primeiro, os fascistas, depois, os comunistas – por que não ocorreria o mesmo no grande mundo árabe muçulmano? E – só por um momento – deixem a religião fora disso.

Bom complemento à leitura é a edição desta semana de Carta Capital – à esquerda, a bela capa.

*  *  *

Por falar na revista,  esbarrei com essa nota, bem interessante:

É isso mesmo: um avião da Força Aérea dos EUA contrabandeava “drogas, medicamentos e equipamentos para interceptar telecomunicações”, além de “armas pesadas”. Nada disso declarado nos documentos que acompanhavam a remessa. Uma pequena ponta do iceberg revela a atuação diária mundo afora dos emissários deste país que se considera o farol da democracia e cujos dirigentes vivem a cagar regra para todos.

O tema poderia ter sido objeto de manchete e de destaque na mídia gorda. Como house organs da Casa Branca que são, acharam melhor não dar destaque ao tema.

Em tempo: é por essas e outras que o governo Cristina Kirchner irrita tanto a mídia gorda brasileira.

Fica a pergunta: e no Brasil, alguém se atreve a conferir o que os EUA trazem e os crimes e ilegalidades que parte de seus representantes diplomáticos, espiões e funcionários afins praticam diariamente? Imagine se o Brasil tivesse permitido instalação de uma base aérea em Alcântara (MA), como tentou o governo lesa-pátria de Fernando Henrique Cardoso (PSDB)…

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Andei com obras em casa, incluindo pintura. Fazia tempo que um diário da mídia gorda não era tão útil e importante por aqui. De fato, não foi muito além do papel de um jornal…

*  *  *

Ouvindo a Voz do Brasil outro dia, fiquei sabendo de um programa do Governo Federal para financiar a compra de bicicletas para crianças irem à escola ou até o ponto de ônibus/barco. Deve ser uma espécie de pró-Caloi, ou seja, programa de uso de dinheiro público para fortalecer o oligopólio do setor de bicicletas, mas dane-se. A matéria era emocionante, assim como pensar em crianças que andam por duas, três ou mais horas até a beira do rio ou da estrada para alcançarem o transporte escolar e, nele, chegarem à escola. Se o programa for sério e funcionar, chegarão mais rápido. Ao fim do mês, horas a mais para trabalhar, dormir, estudar ou, melhor, brincar!

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Esbarrei com esse postal outro dia. Na frente, indica claramente tratar-se de propaganda – de conteúdo discutível – da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Até aí, vá lá. Mas confesso que não consegui entender as duas frases no verso: “Para a UVA, não existe problema sem solução. Por isso, eu consegui estudar em uma das melhores universidades do país.”

Deve ser burrice minha… Alguém me explica a relação entre as duas frases?

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Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Simone Arruda Says:

    Adorei essa matéria da Carta sobre o avião dos EUA. De fato, no Brasil, os policiais não se atreveriam sequer a indagar… Um exemplo disso foi a visita do Obama ao Rio, atestando a subserviência brasileira.
    Se tem algo que eu sinto falta, dos tempos de faculdade, são das tuas aulas de História!

    Um abraço!

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