Rapidinhas

Ouça o deputado federal Jean Willys (PSOL/RJ) travando o bom combate e batendo de frente com um representante do que há de mais conservador no Congresso.

*  *  *

Por falar no partido, vale a pena ler este texto com propostas e argumentos de Léo Lince a respeito da reforma política – aquela que é alardeada como prioridade de todo governo do PT, mas que a sua maioria parlamentar nunca vota e aprova.

Concordo com a maioria dos pontos, especialmente:

a) a necessidade de adequar a representação de cada estado da federação na Câmara dos Deputados ao eleitorado do mesmo.

b) financiamento público exclusivo de campanha

c) voto obrigatório. Aliás, vou além: acho que as campanhas para deputado estadual e governador deveriam ser desmembradas para anos diferentes das que colocam os eleitos em Brasília. De cada quatro anos, teríamos eleições em três.

Mas quero mais: deveríamos votar também em plebiscitos e referendos relativos aos assuntos relevantes do país. Por exemplo, cada emenda constitucional só entraria em vigor após aprovada em referendo popular. E precisamos facilitar as iniciativas populares de lei.

A partir do texto, fiquei a fim de ler a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político – que, ao que parece, contempla algumas propostas que defendo, como o fim da reeleição para o Executivo. Pra hoje não dá, mas, quando eu ler o documento, volto aqui para comentar.

*  *  *

Indo a Niterói dia desses, pela primeira vez reparei nas grades construídas na entrada principal do Hospital Universitário Antônio Pedro, da UFF. Quando eu era criança, raros prédios e praças niteroienses tinham grades. Agora, estão por toda parte. Em tese, trazendo um pouco de segurança. Com certeza, enfeando a cidade.

*  *  *

Lendo a revista Sueños Compartidos, fico sabendo que, desde março de 2006, está no ar, em Buenos Aires, a AM 530, La Voz de las Madres. É isso: por lá, movimento social de esquerda tem rádio no ar. E por aqui, quando isso ocorrerá? Em 2200?

Anúncios

Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Cristiane Says:

    Rafa,
    certamente o financiamento das campanhas eleitorais e o fim da reeleição reduziriam, ao menos em tese, as frequentes cenas de “flagrantes” de nossos distintos representantes pagando com dinheiro público dívidas de suas campanhas eleitorais, bem como favorecimento em licitações das empresas patrocinadoras das mesmas.
    Infelizmente, pouco podemos esperar de uma Reforma Política cujas Comissões são formadas por alguns representantes do que há de pior na política brasileira, como Maluf, Jaqueline Roriz (a bola da vez, que malandramente renunciou ao cargo na Comissão, após a divulgação do vídeo em que pagava propina justamente para o financiamento de sua campanha ao já conhecido Durval Barbosa), Berzoini e outros, na Câmara, e Collor, no Senado.
    Lamentável, como sempre…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: