Profissionalismo é isso aí

Em duas oportunidades (15/4 e 17/4) tentei, em vão, comprar ingressos antecipados para Flamengo x Horizonte, jogo da Copa do Brasil a ser realizado na quarta, 20/4/2011. No sítio da empresa que vende ingressos pela internet, recebi a mensagem “evento não disponível no momento. Tente mais tarde.”

No sítio do clube, em 17/4, a notícia mais recente na seção Ingressos é sobre “Venda de ingressos antecipados para Flamengo x Macaé“, como se houvesse grande interesse numa peleja que (quase) nada vale e, esdruxulamente (como é típido deste horroroso campeonato estadual do Rio), será disputada em Volta Redonda, muitos quilômetros distante das cidades-sede de ambas as equipes.

Sítio oficial do Flamengo em 17/4: nenhuma informação sobre o jogo de 20/4. Antecedência e antecipação de receita para que, né?

Ao que parece, apesar de sua dívida astronômica, o Flamengo não está interessado em arrecadar dinheiro. Nem em facilitar, um pouco que seja, a vida do torcedor que vai pagar caro e se despencar para o Engenhão para ver uma partida no inacreditável horário de 22h – e, pior, terá que sair de lá ao término. Seja o torcedor do Rio de Janeiro, que pode aproveitar um jogo tarde pra cacete, mas em véspera de feriado. Ou para o torcedor e/ou turista de fora do Rio, que chegará à cidade para o feriadão na quarta e se interessará por assistir à partida.

Para efeito de comparação: segundo um portal cearense, a venda das entradas para a partida de volta, a ser disputada daqui a dez dias (27/4) em Horizonte, começou anteontem (15/4).

Vender pacotes para vários jogos? Vender ingresso com uma semana, um mês ou dez meses de antecedência? Facilitar a venda de ingressos com programas de sócio-torcedor como os do Grêmio e do Internacional? Democratizar a política interna do clube, permitindo voto aos sócios-torcedores? Garantir público nos jogos, pois o grosso dos torcedores paga por mês e comparece a todas as partidas? Garantir renda, mesmo que o time vá mal, pois os ingressos são pagos por mês, com boleto bancário recebido na casa do sócio-torcedor (ou via cartão de crédito etc.)? Dar ao torcedor um cartão que seja carregado para entrada nos jogos, de maneira que ele não precise se deslocar a nenhum lugar para realizar a compra, comparecendo apenas ao estádio no horário da partida? Dar um cartão que permita a outra pessoa que não o próprio sócio-torcedor comparecer ao jogo, caso este não possa ou não queira ir?

Nada disso.

O “profissionalismo” da diretoria do Flamengo – a atual e as anteriores – é assim: ações de marketing e imensas fanfarronices como a entrega do manto ao genocida popstar Barack Obama, enquanto o básico fica de lado. O torcedor? Ora, que se foda o torcedor.

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3 Respostas to “Profissionalismo é isso aí”

  1. Alvaro Cabo Says:

    Infelizmente esta é a realidade do nosso futebol Só retorno no Engenhão se o Flamengo chegar na final da Taça Rio e mesmo assim por teomosia e um certo grau de fanatismo. Este jogo deveria ser mais cedo ou no feriado,mas quem tem a prioridade, a Rede de Tv a cabo e o horário depois da novela. Nós torcedores somos sempre os prejudicados.

  2. LUIZ ROGERIO Says:

    AI CONCORDO COM O SENHOR NÃO É SÓ NO FLAMENGO ACONTECE MUITO COM OS TIMES DO RIO DEPENDENDO DO ESTADO É PIOR MAS O SENHOR É INTELIGENTE PRA SABER ASSI M QUE FUNCIONA NO BRASIL O POVÃO SEMPRE CHOVE E OS CAMBISTAS SE DAO BEM ESSE HORARIO É POR CAUSA DA MIDIA GORDA QUE O IMPOEM É UM ABSURDO PRA QUEM TRABALHA CEDO CHEGAR DE MADRUGADDA E TER QUE TRABALHAR SEM DESCANSO NENHUM INFELIZMENTE É A NOSSA REALIDADE FALTA DE UMA POLITICA DOS CLUBES QUE SEMPRE RECLAMAM DE BARRIGA CHEIA E DEIXAM ESCAPAR MUITO DINHEIRO NO RALO EUROPEU NAO FAZ SSO LÁ É LEVADO MAIS A SERIO O FUTEBOL EO RESPEITO AO TORCEDOR NO SUL É OUTRO MUNDO UMA OTIMA PASCOA PRO SENHOR CARO RAFAEL FORTES OBRIGADO PELA SUA ATENÇÃO

  3. André Alexandre Says:

    Caro Rafael:

    Concordo com os seus comentários. Principalmente, em relação ao fato dos clubes não aproveitarem a sua marca para arrecadar recursos para o próprio clube. Véspera de feriado seria uma ótima oportunidade para dialogar com as agências de turismo e trazer público para os estádios.

    Os dirigentes abusam do seu amadorismo. Por isso, a ideia do clube-empresa poderia ter dado certo, pois os mesmos seriam cabalmente demitidos por seus sócios/acionistas em caso de má gestão.

    Um abraço,

    André Alexandre

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