Rapidinhas

Ivan Valente (PSOL/SP) – que os(as) que acompanham este blogue já sabem que considero o melhor representante do povo entre os 513 deputados federais e 81 senadores – cobrou do governo brasileiro uma posição com relação à repressão desmedida e injustificável contra cidadãos de diversas nacionalidades – brasileiros, inclusive – perpetrada por Israel em maio.

Trata-se de uma postura inaceitável, uma atitude arbitrária do Estado de Israel, que repudiamos desta Tribuna. Também cobraremos do Estado brasileiro que se posicione publicamente diante desses fatos, exigindo uma explicação de Israel sobre o ocorrido. Há diversos relatos de discriminação sofridos por brasileiros em Israel, sobretudo contra ativistas e cidadãos e cidadãs de origem árabe. O povo israelense jamais seria tratado desta forma em nosso país. Por isso, não podemos admitir o mesmo.

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O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) mandou o BOPE e o Batalhão de Choque para reprimir o protesto dos bombeiros. Estes funcionários públicos exigem melhores salários e condições de trabalho. A matéria, aliás, diz que “alguns bombeiros saíram feridos do quartel com marcas de tiros de balas de efeito moral.” Vem cá, se feriram, como assim “de efeito moral”? Aliás, o que são “balas de efeito moral”? De chumbo, borracha ou outro material, balas são feitas para ferir (e/ou matar).

Vale lembrar que, no Rio de Janeiro, a população paga, anualmente, o que o linguajar popular batizou “taxa do bombeiro“. Trata-se de um imposto extra instituído pelos governos do PMDB e que se destina à aquisição de equipamentos para a corporação. Pelo que se percebe dos protestos, pelo visto, o dinheiro não anda gerando condições boas de trabalho para todos os bombeiros. É o caso de perguntar: para que serve a taxa e para onde vai o dinheiro, então?

Vale registrar, ainda, que o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), lamentavelmente, fazem parte deste governo estadual. E que Cabralzinho é um candidato potencial a presidente ou vice em 2014.

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Nova edição do programa Panorama, da BBC (canal público britânico de televisão), retoma a discussão de falcatruas e roubalheiras na Fifa. E apresenta novas denúncias e dados. Ricardo Teixeira e João Havelange são apontados como participantes de diversos esquemas. Além disso, no final da reportagem, são apontados como dois dos principais interessados em manter os escândal0s sob segredo de justiça – inclusive um acordo feito em processo judicial por corrupção que correu nos tribunais suíços -, para se manterem como figuras-chave na administração e organização da próxima Copa do Mundo, que será no Brasil.

Seria de grande interesse público que o programa fosse exibido na televisão brasileira. Mas, justamente, como se trata de interesse público, nenhum dos nossos canais – nem os privados, nem o estatal – o exibirá.

Ministério Público, governo federal e demais instituições fazem que não é com eles. Ao menos o deputado federal Romário (PSB/RJ) tomou a iniciativa – felizmente aprovada pelos colegas de comissão – de convocar Ricardo Teixeira para comparecer à Câmara e se explicar.

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Divulgando: “na segunda-feira (6/6), às 19h, o PSOL promove o debate “O Rio e os Megaeventos”, no Sindicato dos Metroviários (Av. Rio Branco, 277/4º, Centro). Na mesa, o vereador Eliomar Coelho, e Nelma Gusmão de Oliveira, doutoranda do IPPUR/UFRJ.”

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Uma boa notícia: avançou na Câmara dos Deputados o projeto para tornar obrigatória a realização de eleições para os cargos principais das universidades públicas. Quando virar lei, a medida impedirá atos absurdos como o do ex-ministro Paulo Renato Souza (PSDB), que nomeou reitor da UFRJ o terceiro colocado na consulta à comunidade.

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Dois textos muito bons sobre trabalho na Fórum de maio:
a) um artigo de Marcio Pochmann, presidente do IPEA. Trecho:
Por conta disso, o padrão regulatório precisa limitar as jornadas semanais de trabalho para 25 horas no período anual de 200 dias, ou seja, cerca de mil horas de trabalho ao ano. Ao mesmo tempo, também ter como meta a postergação do ingresso dos jovens no mercado de trabalho a partir do ensino superior completo. Dessa forma, parcela significativa dos jovens termina cumprindo o ciclo educacional mais longo, buscando se preparar mais para ocupar as melhores oportunidades de trabalho e renda na sociedade do conhecimento. Os filhos dos estratos mais ricos da população já optam pelo ingresso no mercado de trabalho após terem concluído o ensino universitário, quando não a pós-graduação, uma vez que dispõem de condições próprias para financiar a inatividade por maior tempo. A universalização do tempo da inatividade requer o fortalecimento das políticas públicas, com a ampliação dos fundos públicos direcionados ao financiamento da ampliação da educação e da formação ocupacional para a vida toda. Tudo isso, é claro, contemporâneo às exigências de uma nova sociedade em que o conhecimento torna-se cada vez mais o elemento decisivo na trajetória ocupacional que permite reduzir drasticamente o trabalho pela sobrevivência.
b) Uma reportagem sobre  a intensificação do ritmo e do tempo de trabalho em diversos ramos de atividade, com prejuízos diversos para os trabalhadores.
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