Rapidinhas

Conheço (bastante) gente que não entende a existência, a permanência, o sentido e a necessidade do Dia Internacional da Mulher; que acha que alcançamos a igualdade; que “piadas” de certos programas televisivos de segunda não são nada demais etc. Seria interessante que essa galera lesse esta notícia e prestasse bastante atenção às fotografias. Longe de ser exceção, esse tipo de ocorrido é regra na socidade carioca, fluminense e brasileira.

[Em tempo: a matéria é exploração de drama individual pela mídia (o que certas pessoas chamam sensacionalismo)? É, sem dúvida. E acho isso problemático por diversas razões.]

*  *  *

Do juiz federal do trabalho Jônatas de Andrade – em entrevista a Márcio Zonta, no Brasil de Fato -, relatando as pilantragens, ilegalidades e crimes cometidos no Pará pela Companhia Vale do Rio Doce:

Parece que o Grande Programa de Carajás, em toda sua cadeia de produção, implica ainda mais em desrespeito e precariedade ao trabalhador, em vez de ser ao contrário, pela alta rentabilidade das empresas. Por que isso acontece?

[…] Não há nada que force uma melhoria, que empurre isso no sentido contrário. O Estado é o responsável. Esse desrespeito e precariedade estão ligados à forma de concorrência desleal entre as empresas, gerando o dumping social. As empresas que respeitam as leis ficam sem condições de concorrer. Por isso a importância da intervenção do Estado. A Justiça do Trabalho de Parauapebas ficou 15 anos sozinha tentando conseguir que a Vale pagasse os horários referentes à itinerância dos funcionários, de suas casas à mina. O trabalhador da Vale levanta às três da manhã, apanha o ônibus às quatro e chega na mina às seis. Sai às 15 horas e chega a sua residência às 18h. Assim, ele tem seu tempo livre de fruição pessoal das 18 horas às 3 da manhã. É um tempo que ele passa dormindo. Portanto, ele vive para trabalhar e dormir e, na folga, abusa do álcool e da prostituição. Isso explica o alto índice de violência em Parauapebas. Essa é a forma com que se pratica o trabalho em Carajás, na segunda maior mineradora do mundo.”

 

 

 

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3 Respostas to “Rapidinhas”

  1. LUIZ ROGERIO Says:

    O SENHOOR ESTA CERTO AINDa existempessoas atrasadas que pensam que a mulher nao tem nenhum direito ,só devers e que devem ser marginalizadas ou fAZEREM SERVIÇOS DOMESTICOS,A ETERNA AMELIA DA MUSICA DE MARIO LAGO UMA DONA DE CASA.ESTAMOS EM PLENA MODERNIDADE UM ABSURDO ESSE TIPO DE PENSAMENTO ATUALMENTE,PESSOAS RETROGADAS TEM QUE HAVER VARIAS HOMENAGENS A ELAS ,POIS SAO PESSOAS BATALHADORAS E SACRIFICADS DIANTE DESSA SOCIEDADE PRECONCEITUOSa e machista em que vivemos ,a começar pelos salARIOS DESIGUAIAS QUE ELAS Ganham ,trabalham a mesma coisa que os homens e ganham a metade do que eles ganham as vezes ,eess é um mundo imperfeito,que tem que mudar.obrigado pela sua atençao rafael fortes um abraço.

  2. Fabricio Vinhas Says:

    Será que a Vale vai publicar esses comentários no seu belo relatório de sustentabilidade?

  3. Rafael Fortes Says:

    Pois é, rapaz. Pois, é.

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