Rapidinhas

Não sei se é trágico ou irônico, mas a fila para tentar visto no Consulado dos EUA no Rio de Janeiro se alonga pela calçada da Rua México.

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De Mouzar Benedito, na Fórum de outubro:

‘O Brasil não fez o dever de casa’ ou ‘o Brasil tem que fazer o dever de casa’. Quantas vezes li ou ouvi com raiva gente falando uma besteira dessas, como se o país tivesse que obedecer o FMI, os EUA e a Europa, no estilo ‘farei tudo que meu mestre mandar’. É uma expressão de gente submissa, influenciada por economistas de direita que defendem interesses do capital internacional. Odeio quando alguém sai com uma frase dessas. Agora gostaria de perguntar a eles: vocês estão cobrando que os Estados Unidos e a Europa Ocidental façam o ‘dever de casa’?

Quem lê jornal diário, ouve rádio ou assiste aos telejornais provavelmente conhece alguns jornalistas – econômicos ou não – que se enquadram perfeitamente nessa classificação. Às vezes, são os mesmos jornalistas nas três frentes da mídia corporativa.

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Só para variar, o atual governo federal, da mesma forma que os anteriores, quer realizar nova (contra)reforma da Previdência com o objetivo de retirar direitos dos funcionários públicos e transferir renda para as entidades privadas do mercado financeiro. Tudo legitimado, do ponto de vista político, pelo suposto “rombo da Previdência”, entre outras falácias.

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Confira a lista de 18 deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) que não assinaram o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a bandalheira das privatizações realizadas pelo Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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Ouvi na Voz do Brasil de hoje (3/1) o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB/MG) – aquele do projeto tenebroso de regulação da internet – defendendo projeto que libera os recursos do FGTS para trabalhadores pagarem faculdades privadas para si ou para filhos até 24 anos. Por um lado, o governo do PT faz a alegria dos tubarões do ensino privado, seja via ProUni, seja via o libera-geral do MEC. Por outro, o representante do PSDB apresenta proposta no mesmo sentido – de enriquecer os donos de instituições de ensino superior privado. Entre os argumentos do parlamentar mineiro, o de que, se o governo pode usar recursos do FGTS para fazer Olimpíada, por que o trabalhador não pode usar esse dinheiro para investir em sua educação? O pior é que, neste ponto, não deixa de ter (alguma) razão.

Pra não dizer que ando criticando demais o Partido dos Trabalhadores (cujas semelhanças com o PSDB avançam mais e mais), ouvi também o senador Wellington Dias (PT/PI) defender a proibição de propaganda de bebida alcoólica. Medida correta, urgente e necessária. Por essas e outras, foi, é e será bombardeada pela mídia corporativa, que a coloca no plano da “liberdade de expressão”, e não da saúde pública.

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Pingou na caixa postal mensagem divulgando que 30 livros de comunicação (ao que parece, a maioria, de autores portugueses) foi disponibilizada online. Como estou com preguiça de procurar o atalho exato pro sítio da universidade, segue o que recebi.

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Da série “leituras atrasadas”, hoje esbarrei com essa boa matéria de Pedro Venceslau, em uma Fórum passada, sobre “O duro combate ao trabalho escravo“.

Enquanto isso, apesar da pressão popular, de abaixo-assinados e de declarações de boas intenções feitas por parlamentares (vale a pena ler a matéria…), a PEC 438/2001 continua lá, paradona no Congresso Nacional. Para alegria dos senhores de escravos do século XXI, protegidos pela bancada ruralista e pelo silêncio da mídia corporativa, que se arvora defensora dos interesses e direitos do povo brasileiro.

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Que outro partido, senão o PSOL, toparia – melhor, topou – ingressar no Supremo com a Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental elaborada pelo Intervozes contra concessão de rádio e televisão para políticos?

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Vale a pena ler este artigo sobre o projeto “Porto Maravilha”, do prefeito Eduardo Paes (PMDB).

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Li, no Brasil de Fato, matéria intitulada “O sofrimento palestino sob o olhar de um sindicalista brasileiro”. Não achei no sítio do jornal. No da Central Única dos Trabalhadores (CUT), achei uma praticamente igual. O conteúdo é assustador, seja pelo que o representante brasileiro viu, seja pelo que os funcionários do governo israelense fizeram com ele.

Apesar das evidências abundantes dos absurdos cometidos por Israel, nem por um decreto se consegue colocar, no debate público brasileiro, uma iniciativa básica como a de Boicote, Desinvestimento e Sanções. Afinal, para nossa mídia corporativa – e, por que não, partidos políticos, à exceção de PSOL, entre os que têm representantes no Congresso -, o mal reside onde quer que a Casa Branca aponte, de acordo com conveniências, pesos e medidas próprios. No momento, Irã, Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Síria, Equador e Bolívia, principalmente.

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