Rapidinhas

Da caixa de comentários da entrada anterior (sobre a reportagem pilantra do Jornal Hoje) para este apanhado de curtas: vale a pena ler “Por uma Clínica da Mídia Brasileira: a Propósito da Polêmica em torno do PNDH“, de Pablo Dias Fortes – que, até onde sei, não é parente, e a quem agradeço a dica. : )

A mídia corporativa, mais e mais, defende um estranho modelo de democracia em que uma instituição paira acima das demais, acima do bem e do mal, acima dos três poderes republicanos, do voto popular, da sociedade. Esta casta de iluminados se arvora o direito de fazer o que quiser, produzir as verdades que quiser, inclusive questionando as escolhas do povo. E não admite contestação alguma. Opera e reforça, o tempo quase todo, uma suposta divisão da sociedade entre bem e mal, entre bons e maus. E, claro, é ela própria quem atribui os papéis e aplica os adjetivos (que, claro, são cambiáveis de acordo com suas conveniências e a de seus patrões/patronos/sócios, como o ocupante de turno da Casa Branca).

Se isto não é uma forma de fascismo, alguém, por favor, me explique melhor o que é fascismo.

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Mauricio Drumond, camarada e pesquisador de mão cheia de história do esporte (e entendedor de fascismo!), começou um blogue sobre história política do esporte: História em Jogos. Promete!

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As chuvas anuais que produzem desgraças também anuais de dezembro a abril, no Rio de Janeiro, são uma boa oportunidade para o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) explicar como usa o dinheiro dos royalties do petróleo para garantir direitos da população. Seria legal dar um pouco de conteúdo à retórica raivosa e pseudo-defensora dos interesses dos fluminenses, exibida a cada primavera por Cabralzinho, como se de fato houvesse, de sua parte, alguma preocupação com o bem-estar do povo do estado do Rio. Ou será que não há conteúdo a apresentar?

Para mim, a discussão, da maneira como é apresentada pelo governo do estado, sempre esteve mais para retórica vazia, jogando para a plateia, do que para uma discussão séria sobre financiamento estatal, modelo de exploração de petróleo etc.

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Ganhei de presente de fim de ano o livro A Privataria Tucana. Ainda não li. (Acima, Ivan Valente discursando a respeito.)

Embora sua primeira edição tenha rapidamente se esgotado e bombado em blogues e redes sociais, a mídia corporativa e seus colunistas calaram a respeito. Mas não é só isso. Segundo me informou quem me deu o presente (obrigado, amor!), ele não estava visível em lugar algum da livraria (Saraiva). Foi preciso perguntar a um funcionário, que buscou a obra em uma estante do fundo. Estranho, no mínimo.

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