Os pesos e as medidas da mídia gorda (4)

Recomendo a leitura desta notícia: “A Lei Seca é para todos. Até para ciclistas?” Ao contrário do que o(a) leitor(a) pode a princípio pensar, não vou discutir o mérito da ação estatal, mesmo sendo um ciclista histórico – compareci à maioria das aulas das duas graduações que cursei usando bicicleta como meio de transporte (e não poucas do mestrado e doutorado). Quero discutir os preceitos que orientam a lógica do denuncismo e da irresponsabilidade no nosso jornalismo.

Neste caso, contudo, não vou esculhambar a matéria. Acho que ela é um bom exemplo de como as coisas devem ser feitas. Contudo, não sou ingênuo a ponto de acreditar que o exemplo seja fruto do acaso. Deixo duas perguntas: se o sujeito autuado pelos agentes da Lei Seca fosse pobre (outros qualificativos podem ser acrescentados, claro), estivesse na Zona Norte ou Oeste e trabalhasse em algo distante do cotidiano profissional e do círculo de amizades típico dos jornalistas, seu pedido de preservação de identidade após ser autuado por infrações ou crimes seria respeitado? Aliás, será que sequer teria a possibilidade de solicitar algo do gênero?

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