Rapidinhas

Segunda-feira agora, 28/5, tem ato dos professores das universidades federais cariocas, como parte das atividades da greve nacional. Será na Praça XV, a partir das 16h.

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Ainda sobre a votação da PEC do Trabalho Escravo, a ONG Repórter Brasil listou os nomes e fotos dos deputados que votaram contra. A diferença para a lista que divulguei antes é que inclui os ausentes à votação. Nela, fica explícito algo que já havia me intrigado. Observe o vídeo abaixo, do dia da votação e divulgado pelo perfil do deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ) no Facebook:

Pois bem, entre 13 e 16, bem como entre 28 e 32 segundos, vê-se o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), conhecido por posições de extrema-direita, presente e atuante no plenário, como de costume. Contudo, ao se olhar a lista de votação, seu nome aparece como “ausente”. É isso mesmo? (Tive estômago e procurei informações ou explicações no site e no blogue da família Bolsonaro, mas nada encontrei.)

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Não comentei aqui e, por falta de tempo, não me alongarei no episódio da repórter de programa policial da TV Band(eirantes) baiana que esculachou um acusado de estupro. Pra quem não viu e tiver estômago, está aqui. Uma das razões para eu não me alongar é que me sinto contemplado pela excelente análise de Ivan Moraes Filho, no Bodega: “A repórter, a empresa, o desrespeito e a norma“. Um trecho:

A grande discussão, que envolve a construção do Marco Regulatório da Comunicação no Brasil, já está mais do que pautada. Isentar-se e deixar que a ganância do mercado continue estuprando o interesse público é pior que rasgar o código de ética dos jornalistas. É colaborar com atentados sistemáticos à própria democracia. Com hora marcada e todos os dias.

Reforço: isso é praxe no acompanhei e acompanho da mídia corporativa (imagino se acompanhasse mais…). O jornalismo policial presente nas duas emissoras de maior audiência no AM carioca – Tupi e Globo – é exatamente assim. Já ouvi abusos do arco da velha por parte de repórteres. Nada acontece e a vida segue. Como cantava Gabriel, o Pensador, no clássico 175 nada especial: “o pior de tudo / é que nessa grande viagem / nada disso do que aconteceu é novidade / (…) eu tô falando do dia-a-dia, a qualquer hora, em qualquer local“.

Vale ressaltar, também, que se trata de um exemplo – há milhares de outros disponíveis – dos efeitos deletérios da decisão das entidades representativas dos jornalistas de, nos últimos anos, só pensar na questão do diploma. No geral, discute-se a obrigatoriedade de diploma de faculdade específico para o exercício da profissão como se disto dependesse a salvação ou condenação eterna do jornalismo brasileiro. Enquanto isso, o jornalismo realmente existente na mídia corporativa segue firme e forte. E, via de regra, horroroso e distante dos anseios e necessidades do Brasil e da maior parte da população.

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Nessa véspera da Marcha das Vadias, a mesma Bodega soltou um “Pequeno guia prático (para homens) dos direitos sexuais e reprodutivos (das mulheres)“.

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