Rapidinhas

Acompanhei de longe o processo que levou à saída de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo. Fiquei feliz e aliviado com a notícia, embora saiba que os efeitos da cagada – assumir o contrato após a Traffic vazar – ainda durarão. Parte dos motivos estão nesse texto de Lúcio de Castro.

O pior é saber que, nas eleições do fim do ano, as opções à atual diretoria são as anteriores – pródigas em também cometer erro em cima de erro. Como eu queria que diretorias recentes do Grêmio ou do Internacional assumissem a Gávea…..

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Dia 19/6, terça-feira, às 18h, será lançado o livro A informação na internet: arquivos públicos brasileiros, da colega Anna Carla Almeida Mariz, professora da Unirio. O local é a Livraria da FGV, na Praia de Botafogo, 190, térreo.

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Tempo atrás, pingou na caixa postal email de um amigo que acompanha futebol e entende das coisas. Recomendava  o artigo “Depois do 4×0“, de Nuno Ramos. Hoje fui ler. Discordo de muita coisa, mas o texto, de fato, é bom. E tem, ao menos, um parágrafo que considero brilhante.

Peço licença para um parêntese. Seria preciso um grande, mas grande poeta para cantar a sina de Rivaldo. Jairzinho jogou uma grande Copa (70), e será sempre lembrado por isso. Rivaldo jogou duas Copas extraordinárias (talvez melhor do que Ronaldo, inclusive). Ganhou tudo o que é possível ganhar, fez gols decisivos nos times por onde passou e na seleção (considero seu gol contra a Bélgica, em 2002, o mais importante da Copa, pois estávamos jogando muito mal e o juiz já tinha dado uma ajuda anulando um gol legítimo deles), foi eleito o melhor do mundo e termina seus dias implorando um lugar junto aos meninos do São Paulo. Foi limado da seleção de 2006 sem ninguém lamentar – e, olhando de trás pra frente, quanta falta fez! Não vão fazer um jogo de despedida para ele? Um programa de televisão, um mísero sambinha? Entre nossos craques maiores, Rivaldo é de longe o menos amado. Mal-humorado, magro, feio e pouco expressivo, parece ter entrado na máquina cosmopolita sem verdadeiramente partilhá-la. Mas, um pouco como Joaquim Cruz ou Nelson Piquet, talvez saia dela parecido com o modo como entrou.

Eu acrescentaria às razões para a notória má-vontade dos jornalistas que cobrem futebol o fato de ser um jogador um tanto “arisco” à imprensa e não gostar de aparecer. Mais: não o conheço pessoalmente, mas suponho que não seja do tipo que faz amizade com jornalistas ou fica a bajulá-los, disposto a trocar favores e presentes (por exemplo, dar camisa pra repórter, a pedido ou espontaneamente).

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O tempo passa, eu ouço músicas novas, presto atenção e aprendo as letras de algumas, mas Rearviewmirror continua sendo uma das melhores sobre a combinação entre catarse e superação definitiva – em outras palavras, entre emoção e razão – de relacionamentos turbulentos, daqueles que ferram a cabeça da gente. E vamos combinar que não é só a letra, porque a melodia e a energia não são pouca merda, não. Felizmente, esteve entre as tocadas na Apoteose, em novembro.

Um dia ainda escrevo sobre a relação entre o Pearl Jam e minha vida afetiva, especialmente nos momentos difíceis.

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