Rapidinhas em greve

Dia 27/6 acontece o Seminário Liberdade de Expressão, Rádios Comunitárias e Direito de Acesso à Informação. Promoção da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC Brasil) e da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), com apoio do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC/UFRJ). Das 14h às 20h, na ECO/UFRJ (Campus da Praia Vermelha: Av. Pasteur, 250, fundos).

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Entro no site da UFSC para buscar uma dissertação de mestrado e encontro, na página principal, chamada para uma matéria com informações sobre a greve. E isso antes de os professores decidirem se vão aderir. Óbvio que deve haver várias brigas por lá (ver abaixo), mas se trata, indiscutivelmente, de um exemplo de espírito público. Bem diferente da Unirio, onde os três segmentos (professores, técnico-administrativos e alunos) estão parados, mas o site sugere que a universidade funciona normalmente.

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A ser verdade essa notícia divulgada no sítio da Carta Capital hoje (segunda), o mundo tá pra acabar: “Governo adia negociações e greve nas universidades federais continua“. É tão bizarro que eu custo a acreditar. Se se confirmar, lembra certa canção: “Deixa de bobeira / deixa de bobagem / já virou / sacanagem”.

De acordo com o Correio Braziliense, o Proifes disse que a explicação para o adiamento é a Conferência Rio +20. O pior é que é verdade (a fala do Proifes, digo; não a explicação). Como afirmei no domingo, quem quiser um ponto de vista favorável ao Governo Dilma Rousseff (PT) durante essa greve dos docentes das Ifes, não precisa ir ao site do MEC. Basta consultar o do PROIFES.

Em tempo: praticamente todas as dificuldades em aderir à greve se concentram em universidades cuja Associação Docente não está filiada ao Andes. Tal é o caso da UFSC e da UFMG. Na última, a greve foi decretada pela base, mas o sindicato, supostamente indepentente (do Andes e do Proifes), adota as técnicas do Proifes para minar a mobilização.  Na maioria, estão vinculadas ao Proifes – tal é o caso da UFG, onde a direção sindical tem adiado uma greve aprovada em assembleia com centenas de professores. (Essas informações se baseiam em conversas que tive na última semana com colegas que estiveram presentes e têm acompanhado o processo tanto na UFG quanto na UFMG.)

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Escrevia eu o que vai acima, até ver no sítio da Apubh a notícia confirmada por diversas fontes: Andes, Agência Brasil e Apubh.

Tendo em vista que o governo ignora as propostas dos docentes desde 2010 e que temos uma greve forte em 2012, fica a pergunta: o que será preciso? Que fiquemos em greve para sempre? Não é hora de fortalecer o movimento, aumentando as atividades paradas? Por exemplo, os sistemas de ingresso na universidade?

E a Unirio? Vai se manter fingindo que nada acontece? Permanecerá a única federal do Rio de Janeiro a não convocar qualquer conselho para discutir a greve? Na UFF, na UFRJ e na UFRRJ (Rural), os órgãos de decisão coletiva  já suspenderam o calendário acadêmico.

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Uma resposta to “Rapidinhas em greve”

  1. Rapidinhas em greve « A Lenda Says:

    […] A Lenda « Rapidinhas em greve […]

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