De volta à terra do Tio Sam

Muitas sensações diferentes ao pisar novamente nos EUA, quase 16 anos depois da última vez. Difícil deixar de lado certos estereótipos e realmente curtir a experiência. Por outro lado, o lugar e o contexto ajudavam: fui para a Califórnia apresentar trabalho no congresso anual da NASSH (North American Society for Sport History). Estive em três cidades bem interessantes – Berkeley, Oakland e San Francisco – e tive o privilégio de viajar com dois amigos, também pesquisadores.

Um bom programa foi rodar livrarias. Em Berkeley, recomendo a Half Price Books (2036 Shattuck Ave.), a Moe´s Books (2476 Telegraph Ave.) e a University Press Books (2430 Bancroft Way, em frente ao espetacular campus da Universidade da Califórnia). As duas últimas foram dicas do Lonely Planet que peguei emprestado com uma amiga.

Outro, ver, no Oakland Museum of California duas exposições que adorei:  All of Us or None: Social Justice Posters of the San Francisco Bay Area (as fotos desse texto são da colagem na parede da antessala da exposição) e outra sobre 1968 – é, ir aos EUA, mas sendo Califórnia, tem suas vantagens. Tinha ainda uma sobre história do estado, mas não deu tempo de ver. Pena. Dica: no primeiro domingo de cada mês, a entrada é franca.

Na minha linha de, em viagens, tentar ler um livro cuja trama se passe no país para onde vou, levei O Grande Gatsby, mas o bicho praticamente acabou na interminável viagem de ida. Um ou dois dias depois, larguei-o na estante de trocas do albergue, mas não encontrei nela algo que me interessasse. (Curiosamente, já no dia seguinte, o livro, em português, havia saído da estante. No lugar dele entrara outro no mesmo idioma. Não me animou.) De novo, me vi viajando e precisando de um romance para ler. Dessa vez, não foi acaso: procurei logo um de Nick Hornby. Achei Juliet, Naked, cuja leitura já me fora recomendada por uma amiga. A grata surpresa foi, logo nas primeiras cinquenta páginas, um dos personagens ir a Berkeley, usando o mesmo metrô (BART) que eu pegava diariamente para ir ao congresso.

E teve, sim, muita junkie food de primeira: comi cheeseburgers maravilhosos, burritos inenarráveis, além de pizza e comida árabe. Ai, ai.

Poderia escrever sobre as bandeiras de arco-íris nas ruas, o vento onipresente, a visita a Alcatraz e o sistema de transporte público eficiente, mas fica pra outra.

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