Rapidinhas

A Olimpíada já passou e a bomba-relógio de sediá-la está exclusivamente nas mãos da cidade onde vivo. Críticas à parte – tenho muitas e elas provavelmente aumentarão nos próximos anos -, assisti, torci, me diverti, me irritei, vibrei e me emocionei com diversos momentos dos Jogos Olímpicos de Londres.

Pra mim, o melhor momento, sem dúvida, foi o Brasil 3×2 Rússia no vôlei feminino. Jogo espetacular, sobrevivência impressionante do Brasil (virando várias bolas seguidas e impedindo a Rússia de fechar a partida), vitória final emocionante. De chorar, principalmente para quem acompanhou o desempenho sofrível na primeira fase.

Quase tudo acompanhamos do esporte, hoje em dia, é mediado. No caso da Olimpíada, por exemplo, tudo (exceto para quem foi a Londres e tinha ingresso para os eventos). Então faz a maior diferença se a transmissão é boa ou não, se o narrador é um mero torcedor ou se também informa e narra corretamente o que acontece, se o comentarista entende do riscado etc. Pois bem, no Sportv, na maioria dos jogos que vi da seleção feminina, por sorte, quem narrou foi Luiz Carlos Júnior. Uma narração excelente: sem exageros, assumindo (e mesmo brincando com) os próprios erros, torcendo para o Brasil (mas sem fazer disso o principal). Somam-se a ela os comentários de Marco Freitas – para mim, de longe, o melhor comentarista do canal.

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Para completar, uma pérola ao final da partida. Embora melhor e mais simpático do que a média dos colegas (sobretudo os que cobrem futebol no rádio), o repórter da Sportv, numa atitude típica do jornalismo esportivo brasileiro, fez uma pergunta enorme. Na verdade, uma longa colagem de frases em que afirmava quatro ou cinco coisas e tacava uma interrogação ao final. A resposta, num tom simpático e sorridente, veio de uma Fernanda Garay felicíssima com a vitória:

– Você falou tudo, né? Deixou pouco para eu falar.

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De onde menos se espera – o Poder Judiciário – chega uma boa notícia. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso do réu Carlos Brilhante Ustra numa ação civil em que foi declarado torturador. Decisão histórica e importantíssima.

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Amanhã (quinta), 16/8/2012, o professor Cláudio Ribeiro, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ, dará a aula pública “Urbanismo VIP: o projeto contemporâneo de privatização do espaço público carioca”. Às 15h30, na escadaria do IFCS/UFRJ, no Largo de São Francisco de Paula (Centro).

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