Rapidinhas

Não leio jornal diário, não me informo sistematicamente pelas empresas de comunicação da mídia corporativa, mas me considero razoavelmente bem informado. Recebo, por um lado, com tristeza as últimas notícias relativas à trágica situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Por outro, fiz uma busca rapidinha aqui e encontrei dois breves comentários (este e este) meus, de 2008, aqui n’A Lenda, a respeito da situação. O tema e o problema estão longe de ser recentes, não obstante os desdobramentos particularmente bizarros dos últimos dias, graças, inclusive, à contribuição de uma decisão da Justiça Federal para acelerar o extermínio que já demora a se concretizar por completo, pois começou em 1500. Ainda bem que houve alguma visibilidade midiática e repercussão nas redes sociais. Até passarmos para a próxima tragédia – e os índios continuarem a ser dizimados tranquilamente.

Os veículos de comunicação em que fiquei sabendo disso, lá em 2007 e 2008? Revista Fórum e jornal Brasil de Fato. Talvez seja um bom momento para clicar, ver do que se trata e assinar.

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A atual campanha publicitária da cerveja Brahma é uma das coisas mais escrotas que vi nos últimos tempos no “maravilhoso mundo da publicidade”. Não sou de consumir ou deixar de consumir, simpatizar ou deixar de simpatizar com marca e empresa em função de anúncio. Mas confesso que sinto menos vontade de beber a cerveja depois dessa campanha. Deve ser a primeira vez na vida que me sinto claramente influenciado, em minhas atitudes de consumo, por uma propaganda.

Casa direitinho com a campanha do Ministério do Esporte, protagonizada por Pelé e Ronaldinho, dizendo que a Copa será tudo de bom. Rodo midiático pra dar e vender.

Por essas e outras, cada vez acredito menos na utilidade e na pertinência da (suposta) separação entre jornalismo, publicidade e entretenimento para analisar a cobertura esportiva realizada pelas corporações de mídia.

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Fluminense x Coritiba, quinta à noite. O locutor do Sportv diz: “por causa do segundo turno das eleições, a rodada termina na quarta-feira” – quase uma semana após o início. Mentira. Termina na quarta-feira por causa da lógica de transmissão ao vivo da Rede Globo, que precisa de um jogo para botar no ar nas noites desse dia da semana. Por isso, dividiu a rodada ao longo de sete dias.

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Se você um dia for a um congresso ou evento na UFMG (Campus Pampulha, ou seja, o principal), recomendo que não se hospede na Pousada Sossego da Pampulha. Estive lá em outubro de 2012 e, na primeira noite de hospedagem, matei 15 mosquitos no quarto. Não é exagero; contei. No dia seguinte, melhorou: foram uns dez. Na terceira noite, apenas seis ou sete. (Que o Ibama não leia esse texto!)

Para completar, a torneira do box dava choque quando se ligava o chuveiro elétrico. Mesmo desligado (frio), também soltava descargas (mais leves). Reclamei na portaria. O funcionário respondeu: “vou anotar pra passar pro pessoal da manutenção”. E foi fazer outra coisa – sem anotar, claro.

Duas reclamações, dias, e funcionários depois, resolvi, pela última vez, tentar abrir a torneira sem usar uma toalha. A chave do chuveiro estava na opção desligado – que dava choque menor que quando ligada numa das “estações”. Resultado? Choque. Mas o importante é que os três funcionários falaram para eu ficar tranquilo, que o problema seria resolvido.

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