Rapidinhas

De todas as segundas-feiras do ano, sem dúvida a pior é hoje: o dia após a quarta-feira de Cinzas. A única vantagem é que amanhã já é sexta.

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Ao contrário da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), infelizmente não há renúncia que ameace a realização da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro e da Copa do Mundo de 2016 no Brasil.

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Meses atrás, inaugurei uma nova série d´A Lenda: “Como é fácil fazer ciência no Brasil”. Escrevi sobre dois temas: acervos de bibliotecas e avaliação de periódicos científicos. Outros temas virão, já que, infelizmente, os problemas não se limitam a estes dois assuntos. Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), então…

Pois bem, outro dia pingou na caixa postal eletrônica artigo de uma professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado no blogue dela e reproduzido no Jornal da Ciência, a respeito dos critérios que orientam certas escolhas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É daqueles textos que, mesmo descrevendo uma realidade presente no dia-a-dia, dão vontade de pedir licença e ir embora. Aliás, esta opção é aventada pela autora ao final do desabafo. É triste admitir, mas ela tem toda a razão de pensar assim. Ao menos, no campo de conhecimento em que atua, a transferência para o exterior e a publicação em inglês é menos complexa que nas ciências humanas e em áreas que dependem fundamentalmente da linguagem.

Creio que sou insuspeito para falar, pois:

a) sou um ignorante quase completo no que diz respeito à Neurociência;

b) tenho os dois pés atrás quando se trata desta área, provavelmente o ramo da científico preferido das corporações de mídia, de Veja ao Fantástico. Minha reticência não se deve apenas à aparente afinidade com a mídia reacionária, mas também às implicações políticas e sociais que se pode extrair de alguns estudos (ou, ao menos, na divulgação que se faz deles na própria mídia corporativa).

Ou seja, minhas inquietações não têm a ver com o mérito do caso em si, pois não domino os conhecimentos necessários para decidir se a crítica da colega da UFRJ procede ou não (em tempo: suspeito que sim). Outrossim, isto pouco importa para meu argumento: o tipo de procedimento que ela critica é mato na ciência brasileira. Trata-se de algo vergonhoso e que contraria tudo que os próprios sistemas de avaliação científica (e o Estado, que os legitima) dizem que são.

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No início de 2013, século XXI, assassinaram dois membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no norte fluminense. Mais precisamente, no município de Campos, famoso por sediar trabalho em condições análogas às de escravo, e ser a base onde, seguidamente, se elegem os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) e Rosinha Garotinho (idem). Vale conferir o pronunciamento do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) sobre o tema:

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