Rapidinhas

O Setorial de Comunicação e Cultura do PSOL divulgou nota criticando a decisão do governo Dilma Rousseff (PT), anunciada por autoridade do Ministério das Comunicações, de adiar a discussão de um novo marco regulatório. O Partido dos Trabalhadores também divulgou nota a respeito. Ambas estão reproduzidas aqui.

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Por contingências da vida, foi numa noite de sexta-feira de Carnaval, dentro de um vagão de metrô repleto de foliões, que terminei um dos livros mais importantes que já li. (Um dia, faço a lista e publico aqui.) Trata-se de Preconceito linguístico: o que é, como se faz, de Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília (UnB). Quando trabalhei numa certa universidade privada, a obra era leitura obrigatória de uma das disciplinas de língua portuguesa.

Além de ter ficado impressionado com o conteúdo, espantou-me o fato de sequer ter ouvido falar dele quando cursei Comunicação Social (Jornalismo) na Universidade Federal Fluminense. Vá lá que o livro foi lançado justamente quando eu cursava a graduação…

Ainda assim, acredito que deveria ser leitura obrigatória para todos os futuros profissionais de comunicação – quiçá, para estudantes de qualquer curso.

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Em entrevista à TV Unifesp, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), apresentou argumentos contrários à Lei 12.772/12 que, aprovada a toque de caixa no final de 2012, modifica as carreiras do magistério federal (via Jornal da Ciência):

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“Além disso, quanto maior fosse a sua qualificação, o trabalhador tornava-se mais resistente à disciplina, ‘mais obstinado e… menos preparado para as funções de componente de um sistema mecânico que poderia ser prejudicado na totalidade por suas atividades irregulares ocasionais’.”

Citando Andrew Ure (1835), o bom e velho E.P. Thompson refere-se a outro país, outro século e outros mundos do trabalho. Mas que, às vezes, parece próximo e atual, ah, parece.

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O artigo desta semana no blogue História(s) do Sport é Saudades de Lima Barreto“. Nele, o professor Cleber Dias discute as relações entre dinheiro público e esporte. Boa leitura para começar a semana.

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Às vezes pelo conteúdo, às vezes pela falta de transparência (ao não informar certas coisas ao leitor), fico com a sensação de que a mídia de esquerda, muitas vezes, é igual à de direita, só que com sinal contrário. A notícia de que a revista Caros Amigos demitiu os profissionais de redação em greve, divulgada pelo Brasil de Fato, fortalece minha impressão, agora no plano das práticas.

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Pingou na caixa postal há um tempinho e só ontem consegui ler: “Libelo contra el inglés“, belo artigo de Horacio Capel, professor de Geografia da Universidade de Barcelona. Malgrado o conservadorismo linguístico que aflora no final (bem na linha criticada pelo livro de Marcos Bagno que elogiei acima), o artigo é um primor ao apontar os numerosos problemas da valorização do inglês e, principalmente, da detração das demais línguas no plano científico internacional.

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