Rapidinhas

Arthur Muhlenberg, que sabe das coisas, fala sobre o problemão que é o Flamengo não ter casa (leia-se estádio próprio), nem mandar jogos no Maracanã. E olha pra frente:

O que não pode acontecer é deixar pra resolver essa encrenca só depois da Copa das Confederações. Tanto os jogadores quanto os torcedores precisam saber onde serão os jogos com um mínimo de antecedência.

Sempre lembro da derrota para o Ceará no jogo de ida (mandando!) da Copa do Brasil de 2005, jogo em Campo Grande (MS): 0x2. Perrengues em Volta Redonda, Macaé e Juiz de Fora abundam nos últimos 10 ou 15 anos. Nada contra estas cidades – passamos perrengues horrorosos jogando no bairro da Ilha do Governador, situada na flamenguíssima Zona Norte do Rio de Janeiro -, mas não é o mesmo que jogar em casa (Maracanã). Ou, melhor ainda, ter sua própria casa: estádio privado, público, estatal, seja o que for, desde que servindo prioritariamente ao Flamengo (e cabendo a este decidir sobre o uso).

*  *  *

Você acha que tem um monte de gente maluca no mundo? Que essas pessoas tem algum tipo de pré-disposição pra violência e que são muito diferentes de você, de nós, de mim? Pior: acredita no que as corporações de mídia noticiam sobre violência (articulando/justificando com doença mental) ou sobre doença mental (articulando com violência)? Talvez seja útil ler esse manifesto. Um trecho:

Noticias con un tratamiento sensacionalista y basadas en justificar hechos violentos usando la enfermedad mental como detonante provocan un daño irreparable a personas, familiares y profesionales que día a día luchan contra el estigma al que les somete la sociedad y que relega su sufrimiento a un segundo plano. Tengan en cuenta que la información que recibe la sociedad sobre la enfermedad mental proviene casi exclusivamente de los medios de comunicación. Si se distorsiona de forma negativa, se ataca directamente a la propia concepción de la enfermedad que tienen las personas que la padecen, influyendo negativamente en su autoestima, la aceptación de la enfermedad o la posibilidad de buscar ayuda profesional. Y por supuesto, también les afecta, indirectamente, al reforzar las concepciones negativas que de la enfermedad mental tiene la sociedad.

O texto foi publicado no site do El País, um dos principais veículos da mídia conservadora espanhola. Por aí, se tem ideia do alcance do tema. E da falta de debate, quando se trata de cobertura diária, cotidiana e decente, por parte dos meios de comunicação. Na Espanha, dizem os autores.

No Brasil, não tenho dúvida.

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