Rapidinhas

Estamos em 2013. A Copa do Brasil é disputada desde 1989. Foi, é e, creio, continuará sendo um título bacana de se conquistar. Contudo, para muito do jornalismo sobre futebol realmente existente no Rio de Janeiro, trata-se apenas de um “caminho mais curto” ou “atalho” para a Libertadores.

É praticamente impossível encontrar uma reportagem ou comentário que trate uma possível conquista da Copa do Brasil como um título importante e digno de comemoração. Sempre aparece o chavão de ancorar a importância no fato de que abre vaga para algo mais.

Este tipo de comentário é bizarro por si próprio. Torna-se pior quando é repetido por comentaristas rubros-negros, referindo-se ao Flamengo. Afinal, basta olhar para o que o time conseguiu arrumar nas últimas vezes em que se classificou para a Libertadores. Soma-se a isso a desvalorização da conquista: parece que qualquer time grande do Brasil e do Rio já a alcançou, e que ninguém se importa muito em consegui-la.

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“As universidades também começam a criar suas comissões [da verdade]. Elas estãos presentes na Universidade de São Paulo (USP), na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidades Estadual e Federal do Ceará (UECE e UFC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Há encaminhamentos nesse sentido na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade Federal do Pará (UFPA). A União Nacional dos Estudantes (UNE) também instituiu uma comissão da verdade.”

O trecho é de uma boa matéria de Maria Angélica Ferrasoli sobre a Comissão Nacional da Verdade, publicada na edição de setembro da Caros Amigos.

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Na mesma edição, trecho da coluna de João Pedro Stédile, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST):

“Durante o governo Lula (2003-2010) foram desapropriadas 1990 fazendas improdutivas, média 248 por ano, atingindo 3,9 milhões de hectares, que beneficiaram 94.709 famílias. Já no Governo Dilma (2011 até agora), foram desapropriadas apenas 76 fazendas, média de 30 por ano, beneficiando apenas 3.472 famílias. Essas informações são oficiais e têm como fonte o Incra.”

Até onde acompanhei e compreendi, o MST apoiou a eleição de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno presidencial de 2012. E um de seus coordenadores, que escreve regularmente tal coluna, defendeu o voto nela. Agora, faz o trágico balanço.

É por esses e muitos outros motivos que, em 2014, o PT perdeu meu voto no (possível) segundo turno das eleições presidenciais.

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Na edição do Rio do Brasil de Fato (edição de 17-23/10/2013), uma boa matéria de Fania Rodrigues sobre as pilantragens no ensino superior privado. Entre os achados de Comissão Parlamentar de Inquérito realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, estão os crimes de apropriação indébita, “formação de quadrilha, estelionato, enriquecimento ilícito, desvio de recursos públicos (do Prouni e Fies) e possível lavagem de dinheiro”.

Enquanto isso, o Ministério da Educação, via os programas citados (Prouni e Fies), segue financiando e/ou transferindo dinheiro público para tais instituições. E muitos setores que se consideram de esquerda apoiam tais políticas.

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