Rapidinhas

Trecho de matéria na Caros Amigos de outubro, sobre a situação na Síria:

“O comerciante aposentado Jawdat Makhoul, 63 anos, também não consegue voltar para a Síria. ele mora no Brasil desde 1971, quando deixou seu país fugindo da repressão do então ditador Hafez Assad, pai de Bashar, morto em 2000. Jawdat fazia oposição ao regime, chegou a ser preso e apanhou diversas vezes da polícia síria. Recomeçou a vida aos 21 anos, em Sorocaba, interior de São Paulo, e nunca mais voltou ao seu País; mais por dificuldades financeiras do que por questões políticas.

Jawdat, que sempre foi contra o regime dos Assad, agora apoia o ditador. ‘Oitenta por cento dos sírios apoiam o regime e são contra os chamados rebeldes. Que de rebeldes não têm nada, são todos estrangeiros a serviço dos Estados Unidos, França, Inglaterra”, explica. (…)

‘(…) meus conterrâneos estão sendo massacrados e não podem reagir. A oposição está matando a torto e a direito e a imprensa internacional joga toda a culpa no governo. Não gosto deste governo, sou contra. Mas não posso aceitar que estrangeiros façam uma guerra em meu país, em meu nome, sendo que esta guerra não é nossa.'”

Enquanto isso, tem muita gente por aí que acha que bombardeios humanitários são a saída para levar democracia, direitos humanos e uma vida melhor aos Sírios. Não foi no Afeganistão (mais de uma vez), não foi na Sérvia, não foi na Líbia, não foi no Iraque (mais de uma vez), não foi no Egito. Onde mais (não) será?

*  *  *

Sobre o lamentável leilão do pré-sal realizado pelo Governo Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), fico com a insuspeita – porque filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), governista até o talo – nota divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). A entidade define a privatização como “um dos maiores crimes à soberania do país” e a data de ontem como “um dia triste para o povo brasileiro“. Abaixo, a íntegra da nota:

Ataque à soberania: leilão de Libra deixa a nação brasileira 60% mais pobre

Apesar da força da greve nacional dos petroleiros e das diversas manifestações e mobilizações que a categoria realizou pelo país afora junto com os movimentos sociais e centrais sindicais, o governo federal concluiu nesta segunda-feira, 21, o primeiro leilão do regime de partilha, entregando às multinacionais Shell e Total Elf 40% do campo de Libra e 20% às petrolíferas chinesas CNPC e CNOOC.

O país antes do leilão era 100% dono de um dos maiores campos de petróleo já descobertos no mundo. Agora o povo brasileiro está 60% mais pobre, pois o Estado brasileiro na, melhor das hipóteses, ficará com 40% desse estratégico reservatório de petróleo.

A Petrobrás, que descobriu Libra, terá menos da metade do campo. O consórcio vencedor do leilão – formado pela Petrobrás (10%), Shell (20%), Total Elf (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) – ofertou à União o excedente de petróleo mínimo previsto na licitação, ou seja, 41,65%. No entanto, em função da manobra que a ANP realizou no edital, a Estado brasileiro poderá ficar com apenas 14,58% do óleo gerado pelo campo de Libra. Esse foi inclusive um dos principais fatos denunciados pela FUP e pela CUT na Ação Civil Pública que tentou barrar o leilão.

A entrega de 60% do campo de Libra para as multinacionais é um dos maiores crimes contra a soberania do país. Um dia triste para o povo brasileiro.”

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