Jornalismo hediondo

G1 inova jornalismo 9-2-2014

Estagiário de advogado diz que ativista afirmou que homem que acendeu rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo

O título fala por si só. É produto de duas empresas de jornalismo do maior conglomerado de mídia brasileiro: G1 e Fantástico. Tem quase 8.000 caracteres, mas nele não consta assinatura, como se fora uma nota de três linhas assinada por um estagiário.

Há de ser utilizado em qualquer curso que se preze de Redação Jornalística e de Técnica de Reportagem. Há de ser ensinado aos ávidos alunos de universidades que prometem prepará-los “para o mercado”. Afinal, nesse modelo que temos aí, cabe à universidade a nobre tarefa de formar os assassinos de reputações de amanhã.

(Pérola cantada por Rodrigo Viellas.)

*  *  *

Hoje fui ver uma exposição – interessante, diga-se de passagem, sobre surfe e skate – no Museu de Arte do Rio. A instituição foi concebida e executada pela Fundação Roberto Marinho e pela Prefeitura do Rio. Tem patrocínio das Organizações Globo. O dinheiro que sai por uma mão rapidamente é apanhado pela outra. Público e privado entram na batedeira e rodam de uma mão para outra, em loop, tal como limões alçados por um menino num sinal.

Mas, segundo o jornalismo cometido pelas corporações de mídia, bandido é o Marcelo Freixo. Podemos dormir tranquilos.

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