Rapidinhas

Pelo visto, o Flamengo esgotou contra o Palmeiras a cota de gols do primeiro pedaço do Brasileiro. Algo semelhante aconteceu com o Botafogo, contra o Criciúma.

E Paulinho, um dos raçudos do time, segue fazendo jus ao epíteto Cabo Canaveral. Ontem lançou duas em órbita.

*  *  *

Esse fim de semana vi um documentário muito interessante sobre a ocupação da Cisjordânia por Israel: 5 Broken Cameras (Cinco Câmeras Quebradas).

Por falar em ocupação, vale a pena ler esta entrevista de Reginaldo Nasser, professor da PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) à Fórum, publicada em novembro de 2012. Dois trechos:

“Não podemos pensar as coisas como estáticas ou como uma variável fixa, a direita e a esquerda estão se reformulando lá. Observe o retrocesso: o Sharon era extrema-direita, em termos relativos, em Israel ele foi para o centro, quase centro-esquerda. Aí entra o Netanyahu, que era a extrema-direita do Sharon, e, hoje, já está no centro. A tendência entre a população de Israel é o crescimento da direita. Ora, aqui em São Paulo mesmo, na década de 1980, a comunidade judaica de esquerda militava na causa palestina, hoje não tem mais isso, e é assim no mundo inteiro.”

Fórum – Como o senhor vê o Brasil dentro desse conflito? Somos um dos importantes parceiros econômicos de Israel.

Nasser – Vejo que existe uma mudança do governo Lula para o governo Dilma. O Lula, por suas características pessoais, sabia se inserir muito melhor nesses conflitos e ser um bom mediador, e, veja, mediador não é fazer média com os dois lados, mediador é colocar os dois lados para conversar e manter a autoridade sobre isso. Por que digo isso? Porque estou lamentando, e acho que todos devemos lamentar, a parceria do Brasil com Israel, temos comprado equipamento militar. Inclusive, os armamentos usados para fazer os assassinatos seletivos de Israel. Agora, o ministro das Relações Exteriores do Brasil [Antonio Patriota] escreveu recentemente no Estadão que “é preciso uma cultura da paz”, e convidou algumas pessoas, entre elas eu (mas não fui), para ir ao Itamaraty com as diásporas árabes e judaicas, que sentariam para dialogar. Como se fosse esse o problema. Aí pergunto o seguinte: Os vietnamitas fizeram diálogo cultural com os americanos? Os irlandeses fizeram diálogo cultural com os ingleses? Os argelinos fizeram diálogo cultural com os franceses? Não. Porque, em todos os casos, se tratava de problemas de ocupação de terra, então o Brasil precisa parar de pensar que é um problema cultural. “Cultura” é uma palavra que justifica tudo; aliás, “cultura”, “etnia” e “religião” são palavras usadas para tudo, é péssimo.

Reconhecendo que é um problema de ocupação de terra, o Brasil precisa ter uma postura firme e não ter medo. Tem de parar com essa bobagem de encontro para tomar chá da tarde e discutir cultura. Que negócio é esse? Um ministro das Relações Exteriores de um país que está entrando para a elite mundial escreve um artigo dizendo que o problema entre Israel e Palestina é cultural, não é possível. Não é cultural, é ocupação militar, ponto.”

Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Rapidinhas | A Lenda Says:

    […] da equipe e do estrategista pão de queijo. Em ordem, a partir do mais recente: este, este, este, este, este, este, este, este, este, este e […]

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