Rapidinhas da Copa

Faço abaixo comentários soltos sobre os jogos que vi da Copa até agora. Ou melhor, sobre a transmissão deles pelos canais de televisão aberta e por assinatura.

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A transmissão esportiva usual da Rede Globo é muito, mas muito melhor do que a transmissão da Fifa (que é a que estamos assistindo em todos os canais, inclusive na Globo). Pior: isso se aplica não apenas no aspecto técnico, mas também no político. Além de ser pior tecnicamente, a transmissão da Fifa (que é a que vemos) ignora a função replay em diversos lances importantes, polêmicos, bonitos, duvidosos, interessantes etc.

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Fora aqueles que serão repetidos exaustivamente (como o primeiro gol holandês contra a Espanha e o primeiro australiano contra a Holanda), o melhor lance da Copa, para mim, foi a falta batida por Pirlo contra a Inglaterra. Barreira bem formada, arqueiro de categoria sob as traves, e, não obstante, o resultado pareceu uma cobrança de pênalti: bola para um canto, goleiro para o outro. Pena que esbarrou no travessão.

Pirlo é um dos grandes em campo nessa Copa. Pena que será sua última.

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Por outro lado, ainda bem que esta é uma das primeiras de Müller (Alemanha) e de Neymar (Brasil). Não tivéssemos em 2010 o bisonho Dunga, seria a segunda Copa do brasileiro.

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Festival de gols na primeira rodada. A princípio, bacana (e melhor que um festival de 1×0 e 0x0). Contudo, quase todos os jornalistas do futebol comemoraram como se fosse resultado de determinismo geográfico. Tal visão, por si só, é feia. Acrescento dois motivos:

a) Duvido que os jogos continuem tão abertos na segunda e terceira rodada de cada grupo, que decidem classificação.

b) Alta média de gols não representa necessariamente qualidade. A primeira e a segunda rodadas da Copa do Brasil costumam ter alta média de gols. A média se explica pela desigualdade entre as equipes, mas está longe de representar qualidade. Muito pelo contrário: em geral, as partidas são horrorosas.

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Na verdade, é impressionante a má qualidade da maioria dos comentários de jornalistas esportivos que ouvi em rádio e televisão (refiro-me a narradores e comentaristas). Duas conclusões:

a) Ainda há quem sustente a necessidade de diploma específico para o exercício da profissão.

b) É impressionante o quanto se fala besteira sobre futebol. Que dirá quando se metem a tratar de outros temas…

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Como torço para o Flamengo, estou espantado com duas coisas:

a) É impressionante a diferença entre o que estou acostumado a ver em campo, nos campeonatos que o Flamengo disputa, e o que se apresenta na Copa do Mundo.

b) Na Copa, vejo majoritariamente atletas em campo. Nas partidas do Flamengo e nos campeonatos disputados pelos clubes brasileiros, de forma geral, a situação é outra: há uma grande proporção de futebolistas que dificilmente podem ser classificadas como atletas.

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Se há um fator que iguala o futebol realmente existente no país ao que vemos durante a Copa, trata-se da arbitragem. Ambos são muito ruins. Daí, pergunto: tendo em vista a arbitragem realmente existente, e as intervenções dos comentaristas de arbitragem (que pouco ou nada fazem além de referendar o que o árbitro apita), para que tais comentaristas?

 

 

 

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Uma resposta to “Rapidinhas da Copa”

  1. Rapidinhas | A Lenda Says:

    […] pão de queijo. Em ordem, a partir do mais recente: este, este, este, este, este, este, este, este, este, este e […]

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