Flamengo 1×0 Sport

Coisa horrorosa o jogo de domingo contra o Sport Recife. Pelo menos, ganhou. Passamos de último a penúltimo, mas melhoramos consideravelmente a situação frente aos oito últimos (metade deles perdeu: Vitória, Palmeiras, Botafogo e Chapecoense).

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O time correu mais do que na época do estrategista pão-de-queijo, principalmente quando está defendendo. Ainda assim, continua perdendo a maioria dos rebotes e sobras – em futebol, isto geralmente é sinal de desatenção, de correr pouco ou de falta de vontade.

Com a bola, continua o seguinte:

a) a bola queima: ou os jogadores giram e a atrasam até chegar ao goleiro; ou a rifam pra frente. É isso durante boa parte do tempo – e é muito irritante ver jogo assim.

b) ninguém se mexe: a falta de velocidade e de “compactação” (para usar um termo da moda) é impressionante. O jogador recebe a bola e, se tiver categoria para olhar em volta (o que nem sempre acontece…), se vê sozinho. No jogo de hoje, Canteros foi uma exceção, tentando passes e lançamentos longos e difíceis. Errou a maioria, mas foi um alento, tanto na jogada do gol como em um ou outro contra-ataque. Quando não se trata de contra-ataque, a falta de movimentação atrapalha muito.

c) medonho em bola parada e cruzamentos: Mugni, mesmo entrando no segundo tempo, conseguiu errar quatro ou cinco cruzamentos em faltas e escanteios. Estava batendo tão mal as bolas paradas que, a partir de certo momento, passaram a revezar-se João Paulo e Canteros.

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Com todas as críticas que se pode fazer ao Vanderlei Luxemburgo – e tenho várias ressalvas com relação a ele -, é muito bom ouvir um técnico dizer, na entrevista coletiva pós-jogo, que, por hora, o que o Flamengo tem a oferecer é jogo feio mesmo. Tivemos muitos treinadores nos últimos tempos – inclusive o próprio Luxemburgo -, que, quando o time jogava mal por partidas seguidas, nunca assumiam a ruindade. Quase sempre ouvíamos o papinho de “estamos melhorando”, “a equipe está evoluindo” etc.

Por pior que tenha sido o time que ganhou esse domingo, ele é melhor do que o treinado pelo Rinus Michels que veio das Gerais. É melhor em termos de vontade, táticos e técnicos. Inclusive porque, entre os titulares, não tem mais Felipe, André Santos e Elano.

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O time é horroroso e estava em último na tabela, mas levou 35.000 pagantes e 42.000 presentes ao Maracanã. Se continuar assim nos jogos em casa, talvez escape. Como venho argumentando há meses, para tanto, é preciso que a diretoria profissional pare com idiotices como mandar jogos em São Paulo, Brasília e Macaé. Nesse aspecto, ao menos já há o apoio do técnico – em entrevistas que ouvi semana passada, falou que o Flamengo tem que jogar no Maracanã. Ponto para ele.

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A sorte andou nos faltando em muitas ocasiões desde o início do Campeonato Brasileiro. Ganhar seis pontos em dois “jogos de seis pontos” seguidos (Botafogo e Sport), com gol em cruzamento perfeito de João Paulo, talvez seja um sinal de que a coisa começou a virar.

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