Rapidinhas

Vi e recomendo O Mercado de Notícias, documentário de Jorge Furtado em cartaz.

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Por falar em jornalismo, faz muita falta existirem, no Brasil, veículos com perfil semelhante ao The Guardian e The Independent. Basta ler uma matéria de Robert Fisk para esclarecer e desfazer boa parte da cortina de fumaça e dos discursos vazios sobre o combate ao Estado Islâmico divulgados pela Casa Branca e reproduzidos de maneira acrítica por seus house organs no Brasil, como o carioca O Globo.

No jornalismo hoje praticado pelas corporações de mídia no Brasil, simplesmente inexiste espaço para um jornalista como Fisk. Aqueles que têm talento, erudição, curiosidade e capacidade de exercer tal papel simplesmente não têm emprego. Ou, se têm, não têm espaço editorial ou condições para fazer este tipo de trabalho.

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E a população de mais um país se junta à longa lista das que receberam sobre suas cabeças bombas lançadas pelos EUA. Agora o alvo dos bombardeios humanitários é a Síria. Afeganistão, Granada, Haiti, Iraque, Vietnã, Coreia, Japão, Sérvia e outros conhecem bem a situação. Isto sem falar nos golpes, massacres e ditaduras patrocinados, apoiados, financiados e treinados nos quatro cantos do globo.

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Pingou na caixa postal esta notícia: “Inter inaugura sistema para sócio “vender” sua cadeira se não for a jogo“. Com esta medida, o Internacional (RS) se coloca na vanguarda, de novo, no futebol brasileiro, em termos de modernidade e gestão profissional. Seu programa de sócio-torcedor, assim como o do Grêmio (RS), é modelo no país. Anos atrás, ambos já tinham programas muito – bota muito nisso – melhores do que este que o Flamengo tem em 2014. Pelo que li, o sistema adotado pelo Inter é limitado e tem problemas. Mas é um avanço imenso, sem dúvida. Vejamos quantas décadas o Flamengo levará para fazer algo parecido (de estádio nem falo mais…).

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Enquanto nos anos 1980 o boicote esportivo internacional ajudou a isolar o regime do apartheid sul-africano (e é senso comum elogiar o esporte pelo engajamento e importância para a causa), em 2014 o Maccabi Tel Aviv, de Israel, jogará tranquilamente no Rio de Janeiro a final do Mundial de Clubes de basquete contra o Flamengo. Sinal de muitas coisas. Inclusive dos tempos.

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