Rapidinhas acadêmicas

Pingou na caixa postal artigo muito interessante sobre o uso – melhor seria dizer desperdício – de dinheiro público pelo governo francês para comprar acesso a revistas científicas. 172 milhões de euros é o valor de um contrato com uma empresa. O texto está em inglês (tem em francês também).

A situação é bizarra: governos como o francês e o brasileiro pagam somas imensas para manter um sistema editorial que concentra os lucros em meia dúzia de grandes editoras – melhor seria classificá-las como mastodontes parasitários do conhecimento humano e do trabalho alheio. Neste sistema, todos os demais envolvidos – inclusive os autores e os pareceristas – sequer são remunedos pelo trabalho realizado. Mais bizarra ainda, no caso brasileiro, é a tara pela publicação em inglês (já abordei brevemente o tema aqui e aqui). Um degrau acima, quando se reproduz a tara no âmbito das ciências humanas.

Seria muito mais racional investir esses recursos públicos em algo útil para a própria ciência, como profissionalizar a edição de revistas de acesso aberto – incluindo contratação de técnicos e remuneração do trabalho de editores e pareceristas.

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