Coisas da TV no esporte

Ouvindo a ESPN referir-se ao telespectador como “fã de esporte”, me ocorrem duas coisas. Primeiro, achar ridícula a expressão. Segundo, ficar pensando: “Imagina se fosse a ESPN a elaborar uma lei para garantir os direitos dos torcedores: o nome seria Estatuto do Fã de Esporte.” Feio, pra dizer o mínimo, né?

Também achei curioso o tom de “Plantão do Jornal Nacional” e “parem as rotativas” do comunicado com que a emissora alardeia a chance de transmitir um jogo do Flamengo. Um insosso Brasil de Pelotas x Flamengo, pela primeira rodada da Copa do Brasil, ganha ares de acontecimento transformador da segunda década do século XXI. Muito interessante, ainda mais para uma emissora que, no Brasil, se pretende crítica e denunciadora das mistificações relacionadas ao esporte.

Este canal, aliás, é a cara do capitalismo e da mentalidade hegemônica em nosso tempo: ter importa mais que ser. Digo isso a partir da programação dela, que, tal como o Quico do Chaves, o tempo todo alardeia que tem isso e tem aquilo. Talvez o faça por saber a pouca relevância que tem o que ela é.

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Por falar em coisa feia, o tal cara ou coroa eletrônico no início das partidas do Rio Open. Feio do ponto de vista estético e discutível do ponto de vista ético…

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