Rapidinhas

Vladimir Safatle, sobre a Grécia e a democracia: “Aquele que diz ‘não’“.

*  *  *

De Rafael Mayoral, um dos líderes do partido espanhol Podemos, em entrevista à Caros Amigos deste mês:

Por que o Podemos se organiza de maneira horizontal? É nítido que não existe um comitê central. Como isso se dá? Não é meio confuso?

Não, porque nós temos as duas coisas. Temos um movimento de unidade popular para disputar o poder, que combina a participação direta, uma parte deliberativa, e uma parte com organização eficaz para poder enfrentar a situação política com eficiência. Neste sentido, temos fórmulas de participação de todo mundo, não há uma diferenciação clara entre os militantes, todo mundo pode votar.

Nas assembleias…

Sim, nas assembleias. No processo combinamos reuniões presenciais de deliberação combinadas com smartphones. Temos um sistema de códigos com o qual qualquer um pode ter acesso.

Não é perigoso ter infiltrações da direita, por exemplo, para bombardear o projeto?

Com medo não se constrói um país. Então, não temos medo da maioria, do povo. Senão não nos reconheceriam como um movimento de unidade popular e cidadão. Não temos problemas que as pessoas queiram participar e votar, porque assim estão nos legitimando e legitimando as votações. Não temos medo da maioria. Aspiramos construir uma maioria política no país. Então como vamos ter medo da maioria que poderá aderir ao Podemos, se queremos que o Podemos se converta na maioria política do país?”

Fiquei pensando nos setores de esquerda hegemônicos no movimento sindical universitário (nas universidades públicas, digo). Táticas para esvaziar assembleias, táticas para só votar após horas e horas de falatório (frequentemente estéril), táticas para deslegitimar a participação de certos setores, horror à possibilidade de incorporar dispositivos tecnológicos nos mecanismos de tomada de decisão (em universidades cada vez mais fragmentadas em campi, unidades, horários etc.).

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Falta paciência para escrever longamente sobre o assunto, mas:

1) Cristóvão Borges precisava ser demitido, antes que as coisas se tornassem piores.

2) A atual diretoria contrata muito mal no futebol: técnicos, jogadores e executivos.

3) A sequência de erros começou logo que os neoliberais assumiram, quando demitiram Dorival Júnior por considerá-lo caro. O fundo do poço foi a contratação do estrategista pão-de-queijo para substituir Jayme de Almeida. Naquele momento, houve quatro erros graves: a) demitir Jayme; b) demitir Jayme da forma como o demitiram; c) contratar Ney Franco; d) assinar com o Rinus Michels que veio das Gerais um contrato até dezembro do ano seguinte (cerca de 18 meses).

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