Rapidinhas

Pra variar, o Governo Dilma Rousseff, que tem Aloizio Mercadante como um de seus articuladores políticos, tomou um conjunto de medidas – na maioria, neoliberais – para mais um “ajuste fiscal” que fragiliza a economia e agrada o Deus Mercado e os colunistas econômicos das corporações de mídia.

Na reportagem acima – de um diário pertencente à maior corporação midiática brasileira -, obviamente, não se fala uma palavra sobre redução na taxa Selic, suspensão ou adiamento de pagamento de juros e serviço da dívida pública etc. Aliás, repetem-se as velhas mentiras sobre déficit da previdência, desajuste fiscal etc. Tais medidas fortaleceriam a economia e o Estado brasileiros, além de economizar muito mais recursos do que as iniciativas acalma-mercado anunciadas pelo governo Dilma.

Estou curioso para conhecer a posição pública dos sindicatos governistas ortodoxos, especialmente os de servidores públicos federais. Posso estar enganado, mas vêm aí triplos tuístes carpados de malabarismo político e discursivo para justificar o injustificável.

*  *  *

Enquanto isso, no Maravilhoso Mundo do Proifes… (Vai ver, o que a notícia já previa e queria dizer era que “no prazo de dois anos” equivale a “só daqui a 24 meses”…)

*  *  *

Tendo em vista as medidas anunciadas pelo Governo Dilma, o Proifes e o Andes irão sugerir greve até 2016? Já podemos incluir as greves no calendário anual, tal como o Carnaval, a última rodada do Brasileirão e o que era a educação federal no governo FHC?

#greveprasempre ?

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Uma resposta to “Rapidinhas”

  1. Mariana Says:

    Aumento da CSLL , PIS, Cofins, Imposto de Importação, Exportação e IOF >>> você esqueceu que isso também aumentou, ou está abstraindo propositalmente. São impostos que atingem bancos e empresas em geral, além de aplicadores em ativos financeiros e bursáteis.

    A volta da CPMF, se for bem trabalhada (ou seja: esclarecendo que o impacto pra quem ganha salário mínimo é minimo – R$ 1,57 e proporcionalmente maior à medida que aumenta o capital a ser movimentado) é uma boa, pois também ajuda a rastrear a sonegação – essa sim, um problema macroeconômico de monta.

    Nem tudo é ‘contra os trabalhadores’. Alguns servidores – e me incluo nisso – estão sendo coagidos por seus sindicatos a não aceitar reajustes por razões políticas. 41% para o Judiciário Federal, do qual faço parte, é um reajuste digno e é o que nos foi oferecido.

    Acho que Dilma não deve cair na armadilha do Lévy e deixar de reajustar o Executivo, mas de resto, sou realista: há uma perda de arrecadação e um déficit a ser coberto. Negar isso é fugir à realidade. Estuda-se implementar novas alíquotas de IR para ganhos de capital e regulamentar o IGF.

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