Rapidinhas

Infelizmente, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro continua assassinando jovens negros, pobres, do sexo masculino e moradores dos subúrbios e favelas. O rodo cotidiano segue firme e forte, com as vítimas de sempre. E as autoridades estaduais continuam tratando cada novo episódio como se fosse algo isolado, em vez de assumir a existência de problemas estruturais sérios.

No discurso reproduzido no vídeo abaixo, Renato Cinco falou coisas básicas e verdadeiras que passam ao largo das notícias e debates a cada caso desses. Enquanto não abordarmos essas questões de maneira madura e racional, permaneceremos num debate cujo nível é tão raso que, como diria Nelson Rodrigues, poderia ser atravessado a pé por uma formiguinha, com água pelas canelas.

Marcelo Freixo tocou em outras questões igualmente importantes:

Na reflexão de ambos, um dos elementos que aparece como responsável pela perpetuação e pelo estímulo deste estado de coisas é o pavoroso papel desempenhado pelo jornalismo das corporações de mídia.

Embora as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tenham trazido uma nova roupagem, a estrutura segue a mesma. Permanecem os padrões de policiamento anticivil. Este artigo que escrevi em 2007, infelizmente, segue atual. O modus operandi é o mesmo, a alegação de auto de resistência é a mesma, a tentativa de alterar a cena do crime é a mesma, a reação das autoridades é a mesma etc. etc. etc.

*  *  *

Também de vento em popa estão as políticas neoliberais do Governo Dilma Rousseff, que corta gastos ligados à garantia de direitos da população, mas não corta os gastos com os ricos (taxa de juros).

A proposta de impeachment é uma bad trip digna de filme de quinta categoria – inclusive pela abundância de canastrões envolvidos. Só pode piorar nossa democracia, conforme lucidamente disse em nota a Associação Brasileira de Ciência Política.

Dito isso, cabe outro comentário: é incrível a quantidade de mandatos que já saíram das urnas de outubro com cara de validade vencida. Como naquela música: “o novo já nasce velho”.

*  *  *

Finalmente a Unirio, mais governista que o governo, deu o primeiro sinal explícito de ter sido atingida pela pindaíba.

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