Rapidinhas

Mais um texto brilhante de Luis Nassif: “O xadrez da Polícia Federal na era das corporações“. Além de uma análise acurada, repleta de informações de quem tem boas fontes – ou seja, de fazer bom jornalismo -, aponta com clareza a origem de certos problemas e a responsabilidade sobre eles. Isto inclui, evidentemente, atitudes e decisões dos governos federais petistas, sobretudo no segundo mandato de Dilma. Neste ponto, difere bastante da maioria dos blogueiros e jornalistas de esquerda, progressistas etc., que não veem nada de bom nos governos do PT e focam a corrupção, numa linha “mar de lama”; ou os que, governistas até a medula, só enxergam incompetência, responsabilidade política de governantes, corrupção etc. quando se trata de governos do PSDB e do PFL.

O texto rendeu este excelente comentário.

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Enquanto isso, a política econômica neoliberal do Governo Dilma Rousseff mantém os juros na estratosfera. Somando-se isso à escassa cobrança de impostos sobre capitais especulativo, realiza uma imensa transferência de dinheiro público para o bolso de estrangeiros. E olha que quem está dizendo é O Globo, num arroubo de sinceridade – já que o house organ da Casa Branca defende a política de juros altos (justificada no texto, como sempre, pelo espantalho discursivo chamado inflação) e a sangria da economia brasileira.

Há décadas as corporações de mídia são antinacionais. Apesar disso, continuam recebendo generosas verbas estatais de publicidade, o que é sempre convenientemente esquecido pelas lideranças políticas do PT quando se colocam no papel de vítimas das empresas e de uma estrutura de comunicação social que ajudaram a construir.

Enquanto o Congresso vai armando o golpe, a política de direita do governo mantém, firme e forte, o grande cassino Brasil.

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Por falar em golpe, a bancada do PSOL na Câmara e a Executiva Nacional lançaram uma boa nota. Um trecho:

5. A saída é pela esquerda. É necessário promover uma reforma política profunda, com ampla participação popular, ter coragem de mudar radicalmente os rumos da economia, auditar a dívida pública, priorizar o consumo e a produção, taxar as grandes fortunas e baixar a taxa de juros de forma consistente. Propostas não faltam. Mas é preciso coragem para contrariar interesses do grande capital.

 

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