Rapidinhas

Finalmente vi Budrus, documentário de 2009 dirigido por Julia Bacha. Tinha ouvido falar bem dele faz tempo. Merece todos os elogios. É um belo filme sobre a ocupação israelense e, particularmente, o roubo de terras, a espoliação e a humilhação dos palestinos da Cisjordânia durante a construção do muro na região. É um belo filme, também, sobre as relações humanas e a solidariedade entre os povos. Sobre os corajosos jovens israelenses que botam a cara e os corpos nos territórios ocupados e se solidarizam com os oprimidos. Sobre o notável papel das mulheres nas sociedades e na luta por um mundo decente.

É, também, um excelente filme sobre o óbvio: a ocupação dos territórios palestinos inviabiliza a segurança de Israel. Por que a tenacidade, a dignidade e a coragem dos palestinos, até hoje, não conheceu limites.

*  *  *

Trecho de resenha de William Deresiewicz sobre o livro Spain in Our Hearts, de Adam Hochschild, que trata da participação de milhares de voluntários dos EUA na Guerra Civil Espanhola – a maioria, jovens ligados ao Partido Comunista dos EUA, muitos deles judeus. Contudo, além desta juventude repleta de vontade e ideais, houve quem entrasse na briga apoiando o outro lado.

“Um dos norte-americanos envolvidos com a Espanha ficou muito feliz com o resultado [da guerra]. Torkild Rieber, presidente da Texaco, era um obstinado simpatizante fascista. Graças a Rieber, Franco recebia uma mercadoria essencial, que seus patronos alemão e italiano não podiam fornecer: petróleo. Fornecidos a crédito e frequentemente sem custos de transporte, os carregamentos eram ilegais sob o embargo [dos EUA em relação aos dois lados], mas, mesmo assim, tolerados pelo governo norte-americano. Mas Rieber fez mais. Ele empregou a rede global de escritórios e funcionários de sua empresa para passar informações sobre carregamentos destinados ao outro lado, permitindo aos nacionalistas atacar ou apreender os suprimentos de petróleo republicanos.

Rieber não era o único membro de sua classe entusiasmado pela causa fascista. (…)”

A resenha saiu na Harper’s Magazine de abril de 2016.

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