Rapidinhas olímpicas

Não é que a seleção brasileira masculina de futebol tenha jogado pavorosamente nos dois primeiros jogos. Poderia ter vencido. No segundo, poderia também ter perdido, se aquela bola na trave do primeiro tempo tivesse entrado. O duro é me acostumar com essa pobreza de bola, de resultados e, me parece, de vontade de alguns jogadores, ao menos quando se compara com outras seleções – por exemplo, a feminina brasileira de futebol. Nas Copas América desse ano e do ano passado (o que foi, por exemplo, aquele 0x0 de estreia contra o Equador, este ano?), foi mais ou menos a mesma coisa: no geral, os piores jogos que vi foram os do Brasil. Mais: quase todas as partidas que vi do Brasil foram ruins, enquanto quase todas em que a seleção não estava em campo foram boas.

Ontem, um dos atacantes que são o nosso futuro, Gabigol, deu um rodopio se atirando para cavar um pênalti. E, num escanteio, puxou a camisa do goleiro. Fiquei pensando se seria uma jogada ensaiada pelo técnico: no córner, o camisa 9, em vez de se posicionar para cabecear e fazer o gol, fica atrás do goleiro (onde a bola dificilmente chegaria) e puxa a camisa deste. Nunca vi algo parecido. Não se pode dizer que falte criatividade a esta seleção… Nos dois lances, o juiz apitou certo e o Iraque ganhou um tiro de meta e uma falta. Dois entre os muitos lances de ataque jogados fora por erros individuais e/ou coletivos.

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Para quem acha ruim ver Jogos na televisão brasileira: o esquema de transmissão da NBC, que detém o monopólio nos EUA, é muito pior: deixa deliberadamente de transmitir ao vivo a maioria dos eventos para exibir compactos e videoteipes cheios de cortes e intervalos comerciais. Sequer a cerimônia de abertura e os eventos em que atletas dos EUA são transmitidos ao vivo na televisão (o são pela internet). Censura brutal, daquelas que seria amplamente noticiada pelas corporações de mídia brasileiras se fosse feita por algum governo de Cuba, Irã, Venezuela ou Coreia do Norte. Como estamos falando do centro do capitalismo e o censor é uma empresa de comunicação, nada se diz. E assim caminham os campeões da liberdade.

O modelo regulatório de televisão brasileiro, desde as suas origens, imita o dos Estados Unidos. Em muitos aspectos, é uma cópia piorada. Em outros, como a transmissão da Olimpíada, é menos pior.

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Em meio à Olimpíada, o governo interino do Nosferatu segue firme preparando o plano de sacanagens para quebrar o contrato de dezenas de milhões de trabalhadores e mudar para pior a Previdência Social brasileira. E ainda há quem diga que os neoliberais são a favor do cumprimento dos contratos…

 

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