Rapidinhas

As ferramentas do WordPress anunciam que, nos últimos dias, um dos textos mais lidos do blogue tem sido uma declaração de voto que escrevi em 2010: “Por que voto em Marcelo Freixo para deputado estadual“. Nunca me arrependi: nem do texto, nem do voto (naquela eleição e em posteriores). Em outubro, vou de 50 novamente, para prefeito e vereador.

Recomendo também esta entrevista com o candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) a prefeito do Rio de Janeiro.

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Nova matéria sobre a pindaíba nas universidades federais (via Jornal da Ciência).

Um dos dados interessantes da matéria é que vários reitores falam criticando a pindaíba – algo bem distinto da postura chapa-branca que é marca da Andifes. Outro ponto importante, e que a matéria registra: os cortes brutais vêm desde o governo Dilma Rousseff – o atual aumenta a dose de políticas nefastas já em andamento.

Um aspecto que passou batido na reportagem, assim como geralmente passa em conversas entre professores e em diagnósticos da crise: ao se realizar participação em bancas por Skype, geralmente o que se faz é transferir os custos da mesma para os próprios membros da banca. Em universidades onde os professores não contam com mesas, cadeiras, computadores ou conexão estável e de qualidade à internet, resta participar de casa, cobrindo do próprio bolso os custos com equipamentos e serviços.

Portanto, saímos de uma situação que não boa – participação sem remuneração em bancas – para outra ainda pior: uma participação em que os custos de infraestrutura (conexão e equipamentos) corre por conta do convidado. Obviamente isto não se aplica às universidades em que há infraestrutura adequada para o trabalho docente – o que não é o caso, infelizmente, das universidades públicas do Rio de Janeiro (salvo raras exceções em unidades/setores específicos).

Se não há mais dinheiro para bancas, me parece que o honesto e correto seria simplesmente acabar com a exigência delas. Ou, no mínimo, acabar com a exigência de participação de professores externos. Na primeira opção, a avaliação seria feita por parecer enviado por email; e o aluno teria a oportunidade de fazer uma exposição aberta ao público em dia e horário divulgado previamente, sem banca ou arguição. Na segunda, a banca seria composta integralmente por avaliadores da própria instituição.

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