Rapidinhas

Apesar do horror principal, houve muitos resultados secundários interessantes nas últimas eleições nos Estados Unidos. Um deles: mais três estados, incluindo a Califórnia, legalizaram o uso recreativo (ou seja, liberado) da maconha.

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Seria cômico, se não fosse trágico, o governador do estado declarar – eu vi, ninguém me contou – que a invasão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, semana passada, foi “caso de polícia”.

Aliás, interessante também a reação da Polícia Militar: muito diferente do que faria se os que protestavam fossem estudantes ou professores. E das corporações de mídia, ao classificar os manifestantes como manifestantes (e não como vândalos ou bandidos, como costuma fazer). Vai de vento em popa a lua-de-mel da direita e da classe dominante com a PM.

Em separado, em outro veículo do mesmo grupo empresarial, uma notícia da série “como e por que o PMDB faliu o estado do Rio”.

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Excelente artigo de Elio Gaspari a respeito das velhas e novas pilantragens envolvidas nas privatizações do patrimônio estatal brasileiro.

No caso das privatizações de telefonia e da empresa Oi, vale a pena ouvir esta esclarecedora entrevista de Gustavo Gindre.

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Pelo visto, a disputa das corporações de mídia pela bufunfa da Prefeitura do Rio vai continuar pesada, com um possível realinhamento em função das preferências do novo eleito. É dinheiro que poderia ir para creches ou hospitais, mas vai para o bolso dos empresários, ajudando-os a ficarem ainda mais milionários ou bilionários.

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Por falar em empresas parasitando dinheiro público, um interessante texto de Luis Nassif a respeito do STF e os interesses da indústria farmacêutica.

E, em se tratando de empresas vampirizando trabalhadores, que tal a M. Officer condenada por exploração de trabalho em condição análoga à de escravidão? A modernidade do capitalismo paulista, locomotiva da nação, fica evidente na explicação da integrante do Ministério Público do Trabalho:

“É o que a gente chama de Sweating System [Sistema do Suor], em que as oficinas misturam local de habitação e trabalho, com moradias coletivas, exploração de mão de obra imigrante, principalmente de bolivianos, tráfico de pessoas, jornada exaustiva, péssimas situações de segurança e higiene. Nós fomos em várias oficinas seguidas e verificamos que é um tipo produtivo que essa empresa adota”, explicou.

Ainda segundo a matéria, a empresa, evidentemente, disse que não tem nada a ver com a história e ainda se negou a propor acordo.

Outro dado interessante: a lei estadual que aplica sanções a empresas condenadas pela prática, como o banimento do cadastro do ICMS, foi autoria de um deputado estadual do PSDB.

A notícia saiu no Brasil de Fato, jornal que faz jornalismo e, por isso, não atrai empresas interessadas em anunciar.

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Pingou na caixa postal leitura que dá o que sentir e o que pensar: “Cómo convertirte en feminista“.

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