Rapidinhas

Privatização da Cedae. Eis a nova proposta dos chacais que tomaram o governo federal, associados aos péssimos governantes do Rio de Janeiro. O processo de pilhagem e destruição do Estado – naquilo que diz respeito ao desenvolvimento econômico e social, à garantia de direitos da população e à inserção soberana do país no cenário internacional – é um aspecto em comum entre o Brasil e o RJ. Por variadas razões, a privatização é um erro estratégio, um péssimo negócio e, também, um crime contra o povo fluminense.

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Uma pesquisa apontou que a “burocracia consome mais de 30% do tempo dos cientistas“, diz o Jornal da Ciência. O caso é particularmente grave no Rio de Janeiro. Um exemplo: o Tribunal de Contas do Estado obriga a FAPERJ a exigir dos cientistas atenção a aspectos fundamentais para a gestão dos recursos públicos aplicados no desenvolvimento de conhecimento científico de ponta, como a maneira como os canhotos das folhas de cheque são colados na folha A4 na prestação de contas. Outro dos muitos fatores é a falta de funcionários técnico-administrativos para realizar tarefas administrativas na universidade, situação dramática nas universidades federais – nas estaduais paulistas, o panorama é significativamente melhor neste aspecto.

O mesmo tribunal, ao que parece, não viu problemas nas prestações de contas dos governos Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão, nem nas políticas de isenções fiscais realizadas por ambos, fundamentais para sua grande realização: a falência do estado. Nem o TCE, nem o Ministério Público, nem o Tribunal de Justiça, nem o Ministério Público Federal/RJ, nem as polícias que atuam no estado…

Contudo, verdade seja dita: Cabralzinho ao menos cumpria a Constituição Estadual no que diz respeito ao montante que deve ser repassado à Faperj (o que provavelmente é um dos únicos aspectos positivos de seu governo, se não for o único). A última do atual governador foi cortar retroativamente 30% do orçamento de 2016. Detalhe: cortar 30% de dinheiro que foi prometido, mas não foi pago! Como a carreira científica é uma corrida de fundo (e os critérios de distribuição dos recursos das agências de fomento, bastante nebulosos), toda piora prejudica particularmente os mais novos.

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Nessa mentira que é o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, o Flamengo segue de vento em popa. É bom ver o time jogando bem e ganhando, embora isso não seja, de forma alguma, parâmetro para as competições de verdade que disputará ao longo do ano.

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